Contos Tradicionaes do Povo Portuguez A bengala de dezeseis quintaes

Contos Tradicionaes do Povo Portuguez

Teófilo Braga

A bengala de dezeseis quintaes

Chapter 49 of 219 18 min aloud CC BY-SA 4.0

Era uma vez um ferreiro, que tratava muito mal a mulher com pancadas, e de uma vez tantas lhe deu, que sem se importar que ella andava occupada de mezes a pôz fóra de casa. A pobre da mulher foi para os montes, e coitadinha, lá se agasalhou n’uma lapa e comia ervinhas do campo. Passado tempo teve um menino, e quando chegou á edade dava-lhe tambem a comer ervas; mas elle tornou-se muito forte, e subia ás arvores mais altas e agarrava coelhos, lebres, raposas e lobos tudo á mão.

Vae de uma vez, pelas conversas que tinha tido com a mãe, pediu-lhe para ir por ahi abaixo vêr esses territorios e casarias da cidade, e foi. Chegante lá, estava um ferreiro a trabalhar á açafra, e elle disse:, Oh mestre! quero que me faça um bengala de ferro de doze arrobas!, O freguez sabe o que diz? olhe que doze arrobas não é lá qualquer coisa. O rapaz conheceu pela cara e modos do ferreiro, que elle era seu pae, mas calou-se comsigo; depois disse:, Então se doze arrobas ainda é pouco, faça-me a bengala de dezeseis arrobas., Oh freguez!

olhe cá para mim direito., Olho, sim senhor; que eu não estou a mangar; e já que você acha pouco, faça-me a bengala de dezeseis quintaes. O ferreiro disse que sim, e não ajustou preço; o rapaz foi-se embora e contou tudo á mãe. Chegado o dia em que a obra devia ficar prompta, elle foi á porta do ferreiro e viu muitos homens e uma junta de bois a pucharem a bengala de dezeseis quintaes para a pôrem na rua. O rapaz bota logo a mão á bengala e começa a ensarilhar com ella no ár, como se fosse um junco.

O ferreiro e os outros homens com medo de ficarem esborrachados, começaram-se a esconder por todos os cantos; diz elle:, Oh mestre; quanto custa a bengala?, Não é nada; não é nada; pode-se ir embora. O que o ferreiro queria era vel-o pelas costas; disse o rapaz:, Pois ámanhã cá torno para ajustarmos as contas. Assim foi; no outro dia trouxe a mãe a casa do ferreiro:, Oh mestre! então você não conhece esta mulher?, Não senhor., Pois você atreve-se a dizer que a não conhece, tendo-a recebido, dormido com ella e sendo eu seu filho?

Pois agora ahi a tem, e veja como a trata. O ferreiro conheceu a mulher, levou-a para casa, quiz abraçar o filho, e pediu para viverem todos juntos; diz agora o rapaz:, Eu vou por esse mundo adiante, que não me falta que fazer. Foi-se embora; passando lá por umas matas, viu um homem a arrancar pinheiros á mão, como se fossem tremoceiros; ficou pasmado da valentia, e disse:, Oh homensinho! você como se chama?, Eu chamo-me o Arranca-Pinheiros; mas dizem-me que ha outro homem mais valente do que eu, que é o da Bengala de dezeseis quintaes., Quer você vir commigo por esse mundo além?, Iria, mas só com homem da minha egualha.

Elle então puchou da bengala e ensarilhou-a no ár. O outro ficou pasmado, e foram-se ambos por ahi fóra muito amigos. Andaram, andaram, até que foram dar a um sitio onde estava um homem que infincava as mãos no chão, e com os pés descoroava os montes e punha-os rasos como uma cachada. Disse o da bengala:, Oh homem! você como se chama?, Eu sou o Arrasa-Montanhas; mas olhe que ha um homem mais valente do que eu, chamado o Bengala de dezeseis quintaes, que eu ainda dava alguma cousa para vêl-o.

O rapaz ensarilhou no ár a bengala, e ficaram todos trez conhecidos. Combinaram ir por esse mundo, e do que arranjassem repartirem-no entre si. Foram dar a uma praia muito linda, onde estavam duas raparigas a banharem-se; ora o Bengala de dezeseis quintaes viu que ellas atiravam uma para a outra duas bolas de vidro, que se atravessavam no ár. E emquanto estavam n’este jogo, elle foi-se chegando surrateiro, estendeu a mão e apanhou de uma só vez as duas bolas de vidro.

Metteu-as na algibeira, e as duas raparigas desappareceram. Foram-se os trez amigos andando, e chegaram lá a um escampado, onde estavam umas casarias; entraram. Havia muita mobilia, camas, cosinha, mas não apparecia ninguem. Disse o da Bengala de dezeseis quintaes:, Fiquemos aqui a descançar. Mas o melhor era irem vocês ambos apanhar alguma caça, emquanto eu vou cosinhar esta que trago aqui. Os outros assim fizeram. Bengala de dezeseis quintaes amanhou os coelhos e lebres que trazia, pôz tudo ao lume, e emquanto foi buscar uma pedra de sal, sae-lhe debaixo de uma meza, por um alçapão, um moléquinho de bota vermelha, vae á panella, furta-lhe tudo e meija-lhe dentro.

Bengala de dezeseis quintaes ainda agarrou n’uma acha para o arranjar, mas o moléquinho safou-se, que foi um alho. Quando os companheiros vieram, elle contou-lhe tudo, mas os outros não quizeram acreditar, dizendo que elle se tinha regalado com a comida. Disse elle:, Pois fique agora o Arranca-Pinheiros cosinhando esta caca, que nós vamos apanhar mais. Ficou Arranca-Pinheiros; veiu o moléquinho das botas vermelhas, furtou tudo e meijou-lhe na panella.

Elle ainda correu atraz d’elle, mas vistel-o. Vieram os outros, mas só o Arrasa-Montanhas é que não queria acreditar. Ficou elle d’esta vez para fazer o cosinhado; mas como campava de esperto, aconteceu-lhe o mesmo. Disse agora o Bengala de dezeseis quintaes:, Deixa-te estar, meu moléquinho, que quem te vae agarrar sou eu. E tiraram a meza que estava em cima do alçapão, e viram um poço muito fundo e escuro lá para dentro. Elle mandou o Arranca-Pinheiros, que fosse buscar troncos de arvores e ramalhoças, que as torcesse e fizesse um calabre para um d’elles descer lá abaixo.

Assim fez; quando estava tudo prompto, e o calabre chegava ao fundo do poço, disse o Bengala de dezeseis quintaes:, Quem vae lá abaixo sou eu. Desceu, desceu, e chegou ao fundo, emquanto os outros ficaram segurando na corda; lá em baixo era um grande alpendre com muitas portarias. Bateu a uma com a bengala, mas ninguem lhe respondeu; tornou a bater, e disse:, Se não respondem, metto a parta dentro. Fallaram de lá:, Quem é que está ahi?, É o Bengala de dezeseis quintaes; abra.

Abriram; era uma mulher que fazia de porteira:, Oh homem, vae-te embora, que aqui mora a bicha de sete cabeças, que te encanta e nunca mais sais d’aqui., Deixa estar; com ella é que me eu quero. Chega a bicha bufando toda assanhada:, Aqui cheira-me a carne de gente. Vae o Bengala de dezeseis quintaes, ferra-lhe tamanha estourada de meio a meio, que a deixou logo ali esborrachada. Á primeira gota de sangue que derramou desencantou-se a menina, e elle conheceu que era uma d'aquellas que vira no banho na praia do mar. Para se desenganar perguntou-lhe:, De quem é esta bola de vidro?, É minha; e ainda hasde ter na algibeira outra que é de minha irmã que está ali n'aquella outra porta encantada., Deixa estar, que eu é que vou livral-a; mas antes de tudo vou-te pôr lá em cima.

Deu signal, e os dois companheiros pucharam a corda. Emquanto elles iam subindo a menina tirou um annel do dedo, e disse:, Toma lá a minha memoria; emquanto estiver ao pé de ti é que poderei fallar; sem tu estares ficarei muda. O Bengala de dezeseis quintaes tornou a descer ao poço e chegou á outra porta; bateu, e só depois de muito bater, é que lhe abriram; era outra mulher, que lhe disse:, Fuja d'aqui, homem, quando não vem o moléquinho que o mata., Ai o moléquinho das botas vermelhas!

Com esse é que me eu quero., Olhe que elle não tarda, que foi buscar de comer; ainda que se lhe bata, nada lhe faz mal; só se fôr com aquella espada preta que está ali pendurada. N'isto chega o moléquinho:, Aqui cheira-me a carne de gente. Bengala de dezeseis quintaes tinha-se escondido detraz da porta, e assim que o apanhou a geito deu-lhe tamanha estourada, que o açapou no chão. Mas o moléquinho levantou-se como se nada fosse, e disse:, Ah, se isso vae assim, então vamos fazer aqui rusga.

Pega n'esta espada branca, que eu pego na preta. O rapaz que já estava avisado pela mulher, disse:, N'essa é que eu não caio; ou hade ser com a minha bengala, ou senão com a espada preta. O moléquinho, que não queria os ossos amassados, antes quiz ceder a espada preta; vae o rapaz ao primeiro golpe, corta-lhe uma orelha, e metteu-a na algibeira. Assim que derramou sangue a menina desencantou-se, e elle mostrou-lhe a outra bola de vidro.

Então ella contou-lhe que estava com sua irmã encantada, e que eram filhas de um rei, e deu-lhe tambem o annel da sua memoria, para não poder ter falla para outra pessoa senão a elle. Bengala de dezeseis quintaes metteu-se com a princeza no cesto, e deu signal para o içarem. Os companheiros ficaram muito contentes; e vae elle viu que se tinha esquecido da bengala no poço, e disse que esperassem um bocadinho emquanto a ia buscar. Assim que os outros o apanharam a meio do poço largaram cordas e tudo e elle cahiu lá em baixo; safaram-se ambos com as duas princezas.

O rapaz viu-se perdido, porque não podia sahir do poço; mas lembra-se da orelha do moléquinho, e ferra-lhe uma dentada. Appareceu-lhe logo o das botas vermelhas:, O que é que tu queres?, Quero que me leves d’aqui para fóra. O moléquinho transformou-se logo n’um bode e subiu pelo poço até meio caminho; depois tornou a cair:, Só te boto lá em cima, se me deres a minha orelha., Pois sim. Foi n’um prompto. Assim que Bengala de dezeseis quintaes se achou cá fóra, moléquinho a dizer:, Dá-me a minha orelha., Só t’a dou, se me levares para onde foram os meus companheiros.

O moléquinho transformou-se logo n’um begueiro, e foi por ahi fóra dar ao palacio do rei. Havia lá festa, porque o rei estava muito contente por se terem desencantado as filhas, e já se tratava das festas do casamento d’ellas com os dois homens. Mas o rei tinha muita pena das filhas serem mudas. Disse o jumentinho ao da Bengala:, Da-me agora a minha orelha!, Só se me levares onde estão as princezas. O begueiro, subiu pelas escadarias, e foi por corredores dar ao quarto das princezas.

Ellas assim que o viram começaram logo a fallar e contaram-lhe tudo. Foram dizer ao rei que estava um homem no quarto das princezas, e que ellas fallavam. Veiu o rei, e a principio queria mandar matar o homem, mas as princezas contaram que elle é que as tinha desencantado, e que só elle é que tinha os anneis da memoria, e por isso só com elle é que podiam fallar. Disse o jumentinho ao rapaz:, Dá-me agora a minha orelha., Dou-t’a, mas só depois de ter casado com a princeza herdeira do reino.

O rei consentiu no casamento, e aconteceu que a primeira que elle tinha desencantado é que era a princeza herdeira, e por isso a outra não teve de que ter ciumes. Os dous homens que tinham fugido com ellas, tiveram medo dos poderes do Bengala de dezeseis quintaes, e não estavam para flustrias, deram á perna. Torna o moléquinho a apparecer ao rapaz:, Dá-me agora a minha orelha., Só t’a dou, quando arranjares as coisas de geito que eu entre a reinar.

O caso é que o rei deu-lhe uma doença, e foi indo, a ficar chupadinho, que morreu. Bengala de dezeseis quintaes foi acclamado rei, e só depois de subir ao throno é que deu a orelha a seu dono. (Santa Maria, Famalicão.) Notas 47. A bengala de dezenove quintaes., Acha-se este conto na Foz do Douro, com o titulo O homem da espada de vinte quintaes (Contos populares portuguezes, n.º XXI.) Na Revista Occidental, vol. II, p. 329, vem uma outra redacção, de Ourilhe (Celorico de Basto) a que a narradora deu o titulo de O homem da bengala de cem quintaes, ou da bengala de ferro, não reunido na collecção citada, por não ter differenças essenciaes.

Ha uma versão andaluza, colligida por Fernan Caballero, Contos populares, p. 51, ed. Leipzig.) Este conto acha-se colligido por Schiefner, nos seus Awarische Texte, n.º II. (Nas Mem. de l'Academie Imperiale des Sc. de Saint Petersburg, VII serie, t. XIX.) O Conto chama-se Orelhas de Urso e é de uma grande importancia para a determinação da origem de uma grande parte das novellas populares europêas, pelas relações entre os ávaros caucasicos com os ávaros mongolicos.

A traducção d'este conto acha-se na Revista Occidental, vol. II, de p. 337 a 343. Ha versões d'este mesmo conto na Russia, como se vê pelas collecções de Erlenwein e de Afanasieff, traduzido para inglez no Russian Folk-Tales by Ralston, p. 73-80; e para francez com o titulo de O monstro Norka, por Brueyre. (Contes populaires de la Russie, p. 77.) Ha elementos episodios no Koschéi o immortal. (Ibidem, p. 105.) Nos Contos populares da Servia, de Vuk Stefanovic, vem este conto com uma fórma deturpada, e uma variante colligida pela Sociedade da joven Bosnia, ambos traduzidos para inglez pela dama Mijatovies (p.

32 e 36, e p. 123.) Na collecção de Hahn, Contos gregos e albanezes, n.º 70 do I vol., e p. 294, do vol. II. Na Italia, apparece nas collecções de Pittré, n.º 80 e 83 das Ott. Fiabe, e p. 208 do vol. II das Fiabe Novelle e Raconti popolari siciliani; e nos Contos sicilianos de Laura Gonzenbach, apparece sob os n. 58, 59, 61, 63 e 64; nos Contos populares venezianos, de Wiedter e Wolf, n.º 4, e nas Novelline popolari ilaliane, de Domenico Comparetti, n.º 19.

As notas de Reinhold Köhler alargam immensamente a área das comparações na tradição europêa; acham-se nas collecções Schiefner, de Gonzenbach, Wiedter, Hahn, Vuk Stefanovic e Bladé, d'onde se aproveitam todos os criticos com leves ampliações; pertencem a este cyclo novellesco, contos magyar, slavonico e polaco, das collecções de Gaal, Vogel e Woyciki; contos allemães das collecções de Grimm,, Wolf, Sommer, Colshorn, Curtze e Vernalecken; Mullenhoff, Birlinger, Haltrich; conto bohemio, na collecção de Waldau, lituanico na de Schleicher, tiroleza na de Zingerle e Schneller, dinamarqueza na de Grundtvig, e slava na de Schmaler, e em suisso, de Sutterrneister, finlandez em Bertram, e gaelico em Campbell.

O estudo comparado d'este conto portuguez com os elementos tradicionaes europeus colligidos pelo erudito Köhler, acham-se na citada Revista Occidental, Lisboa, 1875, vol. II, p. 239 e 245. Gubernatis, na sua Mythologia zoologica, t. I, p. 207, traz o resumo de um conto russo colligido por Erlenwein, e no tomo II, p. 197, traz o episodio da descida ao poço e da salvação das princezas filhas do rei de Portugal, colligido d a tradição oral da Toscana.

Portugal, nos contos populares europeus, é o paiz das maravilhas, e as laranjas, como pômos dourados das Hesperides são chamadas Portogalotes; uma grande parte dos assumptos novellescos narram-se como tendo acontecido em Portugal. Por ultimo citaremos ainda uma versão catalan, colligida por Maspons y Labros, nos Rondellayres, com o titulo Jean de l'Ours, e a versão franceza colhida recentemente por Emmanuel Cosquin, nos Contes populaires lorrains, com o titulo La canne de cinq cents livres.

É evidente a universaliade d'este conto, e com certeza desenvolveu-se pela obliteração do seu sentido mythico primitivo. Gubernatis determina essa interpretação pelo conto IV da collecção de Erlenwein, Narodnija Sharki sabrannija selskimi ueiteliami: «os tres irmãos apparecem sob nomes mythicos interessantes; uma mulher dá á luz tres filhos; um nasce-lhe á noite, e por essa razão lhe chamam Vecernik, ou da noite; o segundo, á meia-noite, e por isso o seu nome é Polunocnik; e o terceiro ao alvorocer, pelo que o chamam Svetazor, ou o ladino.» Segundo a universalidade da tradição este é o mais esperto, e gira com uma clava de ferro de doze puds, e vae com os irmãos libertar trez princezas encantadas, que são a princeza do castello de cobre (Aurora da Tarde), a princeza do castello de prata (a Lua argentea), e a princeza do castello de ouro (a Aurora da manhã) que casa com Svetazor (o Sol.)» Op.

cit., p. 209. Nos Contos populares do Brazil, de Sylvio Romero, ha uma variante, n.º XIX, intitulada Manoel da Bengala.

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Contents

Contos Tradicionaes do Povo Portuguez

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  1. 01 Advertencia Preliminar 15 min
  2. 02 Da Novellistica Popular 1 hr 3 min
  3. 03 A cara de boi 10 min
  4. 04 O velho Querecas 8 min
  5. 05 O surrão 5 min
  6. 06 A saia de esquilhas 7 min
  7. 07 As trez fadas 5 min
  8. 08 A filha do rei mouro 7 min
  9. 09 As fiandeiras 5 min
  10. 10 Cravo, rosa e jasmim 9 min
  11. 11 O magico 5 min
  12. 12 O mestre das artes 6 min
  13. 13 O aprendiz do Mago 5 min
  14. 14 A bixa de sete cabeças 7 min
  15. 15 O conde-soldadinho 3 min
  16. 16 A sardinhinha 6 min
  17. 17 Maria da Silva 5 min
  18. 18 A rosa branca na bocca 3 min
  19. 19 O cavallinho das sete côres 4 min
  20. 20 A muda mudella 4 min
  21. 21 O sapatinho de setim 7 min
  22. 22 A madrasta 4 min
  23. 23 O ovo e o brilhante 3 min
  24. 24 Cabellos de ouro 4 min
  25. 25 A carpinteirasinha 3 min
  26. 26 A filha do lavrador 4 min
  27. 27 A feia que fica bonita 4 min
  28. 28 O peixinho encantado 4 min
  29. 29 O figuinho da figueira 2 min
  30. 30 A da varanda 5 min
  31. 31 A noiva formosa 3 min
  32. 32 A noiva do corvo 4 min
  33. 33 A paraboinha de ouro 4 min
  34. 34 O principe que foi correr sua ventura 11 min
  35. 35 Maria Subtil 8 min
  36. 36 O coelho branco 3 min
  37. 37 Clarinha 4 min
  38. 38 Bola-Bola 2 min
  39. 39 Linda Branca 4 min
  40. 40 O Rei-Escuta 1 min
  41. 41 As cunhadas do rei 14 min
  42. 42 Os sete encantados 3 min
  43. 43 As sonsas 4 min
  44. 44 A mão do finado 14 min
  45. 45 O rei de Napoles 8 min
  46. 46 O matador dos bichos 5 min
  47. 47 As nozes 4 min
  48. 48 As trez cidras do amor 6 min
  49. 49 A bengala de dezeseis quintaes 18 min
  50. 50 A torre de Babylonia 5 min
  51. 51 Desanda cacheira 8 min
  52. 52 O sal e a agua 4 min
  53. 53 As crianças abandonadas 4 min
  54. 54 O afilhado de Santo Antonio 3 min
  55. 55 A filha do diabo 4 min
  56. 56 As trez maçãsinhas de ouro 5 min
  57. 57 O sargento que foi ao inferno 8 min
  58. 58 A princeza que adivinha 7 min
  59. 59 A adivinha do rei 3 min
  60. 60 O boi Cardil 5 min
  61. 61 O camareiro do rei 7 min
  62. 62 O Palmeiriz d'Oliva 5 min
  63. 63 O bolo refolhado 2 min
  64. 64 A mirra 3 min
  65. 65 A mulher curiosa 2 min
  66. 66 As favas 2 min
  67. 67 A velha das gallinhas 2 min
  68. 68 A Riqueza e a Fortuna 4 min
  69. 69 Março Marçagão 2 min
  70. 70 Alegria da viuva 3 min
  71. 71 A carpideira e a viuva 1 min
  72. 72 Frei João sem cuidados 3 min
  73. 73 João Ratão (ou Grillo 3 min
  74. 74 Os trez irmãos 4 min
  75. 75 As barras de ouro 3 min
  76. 76 Pedro de Malas-Artes 7 min
  77. 77 Santa Helena 3 min
  78. 78 O guardador de porcos 3 min
  79. 79 Nascer para ser rico 5 min
  80. 80 Dom Caio 3 min
  81. 81 Os dez anõesinhos da tia Verde-Agua 3 min
  82. 82 O compadre diabo 5 min
  83. 83 Os corcundas 2 min
  84. 84 A mulher gulosa 2 min
  85. 85 As irmãs gagas 1 min
  86. 86 O tinhoso, o ranhoso e o sarnoso 1 min
  87. 87 Dá-me o meu meio tostão 3 min
  88. 88 O soldado que foi para o céo 4 min
  89. 89 O thesouro do enforcado 3 min
  90. 90 Os peixes do guardião 1 min
  91. 91 A cobra e o cordão do frade 1 min
  92. 92 O caldo de pedra 2 min
  93. 93 A enfiada de petas 3 min
  94. 94 Sempre não 3 min
  95. 95 Manoel Feijão 4 min
  96. 96 Cahiu-me na minha catulinha 2 min
  97. 97 Casar e descasar 3 min
  98. 98 O cego e o moço 1 min
  99. 99 O cego e o mealheiro 2 min
  100. 100 O avarento 2 min
  101. 101 Os trez conselhos 4 min
  102. 102 O sacco das nozes 2 min
  103. 103 O sapateiro pobre 2 min
  104. 104 O signal da Nobreza 1 min
  105. 105 A estatua que come 2 min
  106. 106 As adivinhas em anexins 2 min
  107. 107 A mulher teimosa 1 min
  108. 108 O jogo do Pira 1 min
  109. 109 O caso do tio Jorge Coutinho 3 min
  110. 110 Os dois irmãos e a mulher morta 8 min
  111. 111 Os trez patrões 1 min
  112. 112 Para quem canta o cuco? 1 min
  113. 113 Tudo andaremos 1 min
  114. 114 A mulher que cegou o marido 1 min
  115. 115 O tolo e as moscas 1 min
  116. 116 Já que tanto teima 1 min
  117. 117 Tic-taco 2 min
  118. 118 As orelhas do abbade 1 min
  119. 119 Os duzentos carneiros 1 min
  120. 120 Lenda do Paraiso 1 min
  121. 121 Lenda da mãe de Sam Pedro 2 min
  122. 122 A tunica de Christo 1 min
  123. 123 O principe mendigo 1 min
  124. 124 O lavrador e o ermitão 1 min
  125. 125 O thesouro enterrado 1 min
  126. 126 As vozes dos animaes 2 min
  127. 127 Os ditados novellescos 4 min
  128. 128 Litteratura dos Contos populares em Portugal 42 min
  129. 129 O rey Leir 2 min
  130. 130 A dama Pé de Cabra 5 min
  131. 131 A morte sem merecimento 2 min
  132. 132 A linhagem dos Marinhos 2 min
  133. 133 Exemplo do Philosopho 3 min
  134. 134 Exemplo dos trez amigos 3 min
  135. 135 Exemplo allegorico da Redempção 3 min
  136. 136 A justiça de Trajano 2 min
  137. 137 A morte dos Avarentos 2 min
  138. 138 As miserias da riqueza 3 min
  139. 139 O que Deus faz é por melhor 3 min
  140. 140 Um homem de taverna 2 min
  141. 141 Os quatro ribaldos 3 min
  142. 142 A boa andança d'este mundo 5 min
  143. 143 Os dous caminhos 2 min
  144. 144 A papisa Joanna 3 min
  145. 145 O firmal de prata 1 min
  146. 146 Os quatro ladrões 2 min
  147. 147 O cavalleiro e o pacto com o diabo 5 min
  148. 148 O diabo escudeiro 3 min
  149. 149 As maas artes das molheres 4 min
  150. 150 O rey e os cortezãos 3 min
  151. 151 As vistiduras honradas 1 min
  152. 152 Rosimunda 4 min
  153. 153 A bilha de azeite 6 min
  154. 154 O ermitão e o ladrão 2 min
  155. 155 D'aquellas sete ao dia 4 min
  156. 156 A donzella recatada 5 min
  157. 157 O odio endurecido 4 min
  158. 158 Minha mãe, calçotes 1 min
  159. 159 O real bem ganhado 7 min
  160. 160 O segredo revelado 8 min
  161. 161 A prova das laranjas 4 min
  162. 162 Os dois irmãos 14 min
  163. 163 Dom Simão 6 min
  164. 164 Os tres conselhos 12 min
  165. 165 Quanto vale a boa sogra 7 min
  166. 166 O que Deus faz é pelo melhor 4 min
  167. 167 A rainha virtuosa e as duas irmãs 13 min
  168. 168 Quem tudo quer, tudo perde 6 min
  169. 169 O falso principe e o verdadeiro 18 min
  170. 170 Constancia de Grizelia 14 min
  171. 171 O barbeiro do rei 5 min
  172. 172 O achado da bolsa 5 min
  173. 173 O capão tornado sapo 2 min
  174. 174 Os poderes do ouro 5 min
  175. 175 O thesouro escondido 1 min
  176. 176 Erramos (E Ramos? 1 min
  177. 177 O pagem da rainha 5 min
  178. 178 A ingratidão dos filhos 6 min
  179. 179 A usura de Nossa Senhora 1 min
  180. 180 O medico de boa fé 1 min
  181. 181 Não escapa de ladrão 1 min
  182. 182 A venda das gallinhas 1 min
  183. 183 O roubo do vestuario 1 min
  184. 184 A roupa dos mendigos 1 min
  185. 185 A casa dos mortos 1 min
  186. 186 As botas fiadas 1 min
  187. 187 A matrona de Epheso 1 min
  188. 188 Tejo, Douro e Guadiana 1 min
  189. 189 Lenda da Lua e da Agua 1 min
  190. 190 Lenda do Milho e do Centeio 1 min
  191. 191 Lenda das manchas da Lua 2 min
  192. 192 Lenda de Fevereiro 1 min
  193. 193 Lenda da Serpente, do Sapo e do Sardão 1 min
  194. 194 Porque os cães se cheiram 1 min
  195. 195 Lendas dos animaes 1 min
  196. 196 A prova dos lobos 1 min
  197. 197 A obra de S. Pedro 1 min
  198. 198 O canto do gallo 1 min
  199. 199 Lenda da codorniz 1 min
  200. 200 Nossa Senhora e a solha 1 min
  201. 201 Lenda do manto de Nossa Senhora 1 min
  202. 202 Lenda dos tremoços 1 min
  203. 203 Lenda de Nossa Senhora 1 min
  204. 204 A submersão das cidades 1 min
  205. 205 A lenda dos ferreiros 1 min
  206. 206 Lenda da ponte de Domingos Terne 1 min
  207. 207 Lenda da amendoeira 1 min
  208. 208 A ponte da Misarella 1 min
  209. 209 Lenda de Simancas 1 min
  210. 210 Lenda de Lamego 1 min
  211. 211 Origem do nome de Lisboa 1 min
  212. 212 A sepultura dos dois irmãos 2 min
  213. 213 Fabula da raposa e do mocho 1 min
  214. 214 A aguia e a coruja 1 min
  215. 215 A raposa e o lobo 2 min
  216. 216 A raposa no gallinheiro 1 min
  217. 217 A raposa e o gallo 1 min
  218. 218 O lobo e a ovelha 1 min
  219. 219 Notas comparativas · Part 1 1 hr 2 min
  220. 220 Notas comparativas · Part 2 54 min