Contos Tradicionaes do Povo Portuguez A mão do finado

Contos Tradicionaes do Povo Portuguez

Teófilo Braga

A mão do finado

Chapter 44 of 219 14 min aloud CC BY-SA 4.0

Havia um mercador, que tinha trez filhas, e tinha por costume ir buscar fóra da cidade uma renda todos os annos. Aconteceu fallecer a sua mulher, e tendo de ir receber a renda custava-lhe deixar as filhas sósinhas. Disse então o mercador:, Minhas filhas, eu preciso de ir receber a renda do costume, mas está-me custando ir, para as não deixar sós. As filhas responderam:, Vá, meu pae, que não nos hade acontecer nada; nós havemo-nos de fechar por dentro, e não se consente que ninguem entre cá.

O mercador foi-se, fiado na palavra das filhas. Havia fóra da cidade uma quadrilha de ladrões, e o capitão d’elles andava á espera da occasião da partida do mercador. Assim que soube do dia em que o mercador sahiu da cidade, vestiu-se em trajos de velho pedinte, e quando anoiteceu estava e toda a sua quadrilha no canto da rua onde moravam as trez meninas. Veiu o capitão bater-lhes á porta, e como estivesse chovendo, pediu pousada do ár da noite.

As meninas mais velhas compadeceram-se d’elle, e queriam-no agasalhar; a mais moça disse:, Não! lembrem-se da palavra que deram ao pae; dê-se-lhe uma esmola, e elle que vá com Deus. Respondeu a mais velha:, A menina como mais criança não determina nada aqui! E o velhinho sempre entrou para dentro; deram-lhe na cosinha uma enxerga e cordas para elle estender a roupa, e puzeram-lhe a ceia diante. As meninas depois de terem arranjado o velho, foram tambem ceiar; eis senão quando o velho abriu a porta da cosinha e veiu ter com as meninas á meza e deu-lhes trez maçãs dormideiras, uma para cada uma comer á sobremeza.

Ficou vendo se as meninas as comiam; as mais velhas comeram as suas, mas a mais moça não comeu e escondeu-a para o velho a não vêr e não desconfiar. Foram-se as meninas deitar e as mais velhas pegaram no somno muito depressa; mas a mais nova não dormiu com medo, mas fingia tambem que dormia. Quando o ladrão viu que estavam já dormindo, levantou-se e foi ao quarto das meninas, puxou um alfinete real, chegou ao pé da menina mais velha e deu-lhe uma picada a vêr se estremecia.

Ella não sentiu a picada. Fez o mesmo á segunda; não sentiu. A mais nova com medo do ladrão a matar, fez-se dormindo, elle fez-lhe o mesmo e ella não sentiu. O ladrão trazia comsigo uma espada, uma pistola e uma mão de finado e pôz n’uma banca estas coisas todas. A menina mais nova abriu os olhos para vêr a determinação do ladrão, e tornou-os a fechar. O ladrão accendeu o lume á mão do finado para as meninas ficarem mais pesadas no somno, e correu as casas para arrumar o que tinha que roubar.

Abriu o alçapão que dava para a loja das fazendas, entrouxou o que quiz, e abriu a porta da loja, e sahiu a chamar a sua quadrilha. A menina mais moça levantou-se ao mesmo tempo que o ladrão sahiu, viu as trouxas das fazendas promptas, e a toda a pressa trancou a porta da loja. O ladrão que já vinha com a quadrilha, ainda se pôz aos empurrões á porta, e dizia:, Foi a mais mocinha que me enganou, e que não comeu a maçã dormideira.

E começou a dizer que ella lhe havia de pagar tudo. Teve ainda a confiança de tornar a bater á porta, pedindo á menina que lhe desse a sua mão de finado. Ella respondeu de dentro, que a mão estava em labareda, e que não sabia como a apagar. Disse o ladrão, que a deitasse n’uma tigella de vinagre, que ella se apagava. A menina veiu cá acima buscar a espada que o ladrão tinha deixado, e disse-lhe:, Aqui está a mão do finado. Ora na porta havia um buraco em cima em que cabia uma mão; e disse-lhe o ladrão:, Metta a menina a mão pelo buraco., Se quer, metta a sua, que eu lhe darei a mão do finado.

Vae o ladrão cáe em metter a mão e a menina traçou-a com a espada. Os ladrões foram-se embora, e o capitão com a mão quebrada. A menina foi para o quarto onde as irmãs estavam dormindo, apagou no vinagre a mão do finado, e ao mesmo tempo as irmãs começaram a estremecer, e acordaram. A boa da menina fel-as levantar, contou-lhes tudo, e levou-as a vêr os signaes da desgraça em que estavam. Ellas ficaram muito assustadas, e choraram muito lembrando-se do que o pae diria quando chegasse e soubesse que lhe tinham desobedecido.

Chegou o mercador da renda, e viu as filhas apparecerem muito tristes. Pediu a menina mais nova a seu pae que a escutasse; contou o que era passado e como se tinha livrado dos ladrões. O mercador chamou então as filhas e disse:, D’aqui por diante daremos obediencia a sua irmã mais moça; eu com ser seu pae, farei o que ella determinar, porque venho a conhecer que vos livrou da morte e de ficarmos desgraçados. Quando, por fim de muitos annos, o capitão dos ladrões, que tinha mandado fazer uma mão de ferro com engonços e andava de luvas, vestido como qualquer senhor, estabeleceu um armazem defronte da casa do mercador.

Ora um dia o mercador, por lhe parecer boa pessoa convidou-o para elle ir lá jantar. Elle acceitou de boa vontade, e as meninas ficaram satisfeitas do pae convidar tão bom visinho. A mais nova é que ficou muito triste, e o pae lhe perguntou o que era. A menina respondeu que não gostava que o pae convidasse o tal senhor para vir a sua casa. Chegou a hora do jantar e foram para a meza; as duas outras irmãs, já se sabe, muito contentes.

Houve uma conversa, e n’este mesmo tempo o visinho pediu em casamento a menina mais nova ao pae. O mercador ficou muito satisfeito e disse que sim; mas a menina respondeu:, Aqui o desengano, pae, que com elle não quero casar. O visinho ficou aborrecido, e pediu a mais velha, que ficou muito contente, e elle começou a dizer os bens que tinha, e que morava em uns palacios longe da cidade. Chegou o dia do casamento, despediu-se a menina mais velha, e montou no carro mais o marido para fóra da cidade.

Lá no meio da estrada elle apeou-se, mais a mulher, pagou ao bolieiro para não saber onde elle morava. Foram andando até que chegaram a umas casas mettidas n’uns mattos. Assim que a sua companhia o avistou, vieram com seus oiros e joias offerecer á senhora, dizendo elle que era a sua mulher. Entrou com ella para um quarto, e lhe deu um papel para escrever uma carta a seu pae, que elle notou, dizendo que estava muito satisfeita com vêr tanta riqueza e que mandava buscar uma de suas irmãs para estar uns dias em sua companhia.

Acabada a carta, que elle arrumou, tirou então a luva e a mão de ferro e mostrou-lhe o braço maneta, dizendo:, Conheces quem me fez isto? Ella respondeu-lhe que não., Bem sei que não tens culpa, mas o pagarás e tuas irmãs tambem. Acabado isto pegou na espada e degolou-a. No fim de uns dias levou a carta ao sogro, que a sua mulher lhe mandava, e o pae leu-a, e disse á filha do meio que fosse. O ladrão levou-a comsigo, fez com que ella escrevesse uma carta para vir a mais moça, e depois de a degolar, veiu com a carta.

O pae mandou a ultima filha que tinha em casa; ella não queria ir, mas para não desobedecer sempre se resolveu. Foi com o cunhado, que no meio da estrada a fez apear, e depois de irem a pé por muito tempo, descalçou a luva e mostrou-lhe a mão, dizendo:, Tuas manas já pagaram; agora é a tua vez. Chegaram a casa; os ladrões appareceram-lhe todos, e elle disse:, Façam de conta que é minha irmã. Pôz ao pescoço da menina uma pêra de oiro, e disse:, Podes ir a todos os quartos d’este palacio, menos a este.

Partiu com a quadrilha, mas assim que voltou costas, a menina tirou a pêra do pescoço e foi ao quarto dos mortos. Viu lá um menino principe todo esfaqueado, que lhe disse:, Esta casa é um covil de ladrões; o que faz a menina por aqui? Olhe que elles estão ahi a chegar. A menina fechou outra vez tudo; botou a pêra ao pescoço, e n’isto chega o cunhado., Fez o que lhe mandei?, Fiz. Elle olhou para a pêra sem malha, ficou muito contente; destinou-lhe serviços para ella fazer, e foi-se outra vez embora para uma viagem de outo dias.

A menina tirou a pêra, e foi ao quarto dos mortos levar um caldo ao menino principe, que ficou são. Sentiram uns carros do rei que levavam esterco e elles fugiram e foram ter com os carreiros para os levarem para o palacio. Chegaram aos carreiros e perguntaram:, Que novidades ha n’essa cidade?, Officios dobrados pela falta do principe., O principe sou eu; e esta menina deu-me a vida, na casa onde estava esfaqueado pelos ladrões. Agora, carreiro, deita esterco fóra do carro de traz, põe meia sebe e deita em cima o esterco, que nós nos escondemos ahi.

O carreiro assim fez; eram trez carros e pozeram-se a andar. Os ladrões tinham encontrado um feiticeiro, e elle offereceu-se para ir para a sua companhia. Chegaram a casa, o capitão não encontrou a menina, mas o feiticeiro logo lhe disse que ia fugida no carro de traz. Partiu um dos ladrões para a ir buscar; chegou ao carreiro, mandou-o parar, e cavar no carro de traz até meio, e vendo que não achava nada, foi-se. Os meninos passaram para o carro segundo.

Chegando a casa, disse o ladrão:, É mentira; não achei ninguem, pois despejei o carro até meio. Disse o feiticeiro:, Despeja o carro todo, que elles lá estão. Parte o ladrão a toda a pressa, apanhou o carreiro, mandou despejar o carro todo, e como os meninos já tinham passado para o carro do meio, não achou nada. Foi-se embora furioso contra o feiticeiro. Diz o sabio:, Vão agora no carro do meio. Partiu o ladrão, e mandou despejar o carro do meio; mas não achou ninguem.

Diz outra vez o feiticeiro:, Vae lá, que elles passaram-se para o carro da frente. Mas os carros chegavam já ao palacio e escaparam os meninos. O rei ficou muito contente por ter tornado a encontrar o seu filho, e soube da menina tudo desde a mão do finado até dar a vida ao principe, que quiz logo casar com ella. O rei deu o sim, e no dia das festas do casamento veiu um dos ladrões com obras de oiro, entrou para a egreja que estava preparada, e abriu uma sacca, e dizia com ár de tolo:, Tão bonito! tão bonito!

Appareceu ali um vassallo e disse:, Quando você se admira d’isto, que seria se visse a camera real. Disse o que se fingia tolo:, Eu dava todas estas obras de oiro a quem me levasse lá. O vassallo offereceu-se, e o ladrão no meio de tanta gente sumiu-se e metteu-se debaixo da cama sem o vassallo vêr. Casaram-se os principes, e foram para a camera real; a princeza com uma grande agonia não podia dormir, e não se quiz deitar. Diz o principe:, Deita-te, que os ladrões não podem vir aqui matar-nos., O meu coração me diz que mesmo aqui me hãode vir matar.

O principe levantou-se, chamou uma sentinella para fóra da porta e um leão para a borda da cama. O leão mal entrou começou a farejar para debaixo da cama; a menina levantou-se e foi vêr aonde o leão estava dando signal. Chamou o principe para vêr um dos ladrões que os tinham querido matar. Acudiu a sentinella, que fez sahir o ladrão que ainda fingia de tolo, dizendo:, Tão bonito! tão bonito! Mas levaram-no d’ali para a prisão, até confessar quem o tinha ali mettido, sendo enforcado com o vassallo.

O rei mandou tropa a rodear a casa dos ladrões, foram todos mortos, e encontraram muitas riquezas, que o rei deu aos noivos que foram muito felizes. (Ilha de S. Miguel, Açores.) Notas 42. A mão do defunto., É uma versão popular do Barba azul. Gubernatis, na Myth. zoologica, t. I, p. 182, resume o XIV conto esthoniano, de Fred. Kreuzenwald, pertencente a este mesmo cyclo. Na mesma obra, t. II, p. 36, traz outra versão italiana d'este conto com o titulo O rei dos assassinos, não colleccionada.

Nos Contes populaires de la Grande Bretagne, trad. de Brueyre, vem uma versão de Yorkshire, colligida por Gould nos Curious Myths, com uma nota interessante a pag. 407. Segundo Brueyre, a parte mythica do conto é a mão de gloria, que se liga ao mytho do fogo. No Folk-Lore andaluz, p. 308, ha uma versão do marido que mata as mulheres, até que a ultima vinga as irmãs. Este mesmo thema subsiste nos contos populares portuguezes no romance do Rico Franco.

Na Biblioteca de las Tradiciones populares españolas, t. I, p. 149, vem uma versão de Sevilha, intitulada Mariquilla la ministra, em que se confunde tambem o conto da Maria Sabida.

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Contents

Contos Tradicionaes do Povo Portuguez

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  1. 01 Advertencia Preliminar 15 min
  2. 02 Da Novellistica Popular 1 hr 3 min
  3. 03 A cara de boi 10 min
  4. 04 O velho Querecas 8 min
  5. 05 O surrão 5 min
  6. 06 A saia de esquilhas 7 min
  7. 07 As trez fadas 5 min
  8. 08 A filha do rei mouro 7 min
  9. 09 As fiandeiras 5 min
  10. 10 Cravo, rosa e jasmim 9 min
  11. 11 O magico 5 min
  12. 12 O mestre das artes 6 min
  13. 13 O aprendiz do Mago 5 min
  14. 14 A bixa de sete cabeças 7 min
  15. 15 O conde-soldadinho 3 min
  16. 16 A sardinhinha 6 min
  17. 17 Maria da Silva 5 min
  18. 18 A rosa branca na bocca 3 min
  19. 19 O cavallinho das sete côres 4 min
  20. 20 A muda mudella 4 min
  21. 21 O sapatinho de setim 7 min
  22. 22 A madrasta 4 min
  23. 23 O ovo e o brilhante 3 min
  24. 24 Cabellos de ouro 4 min
  25. 25 A carpinteirasinha 3 min
  26. 26 A filha do lavrador 4 min
  27. 27 A feia que fica bonita 4 min
  28. 28 O peixinho encantado 4 min
  29. 29 O figuinho da figueira 2 min
  30. 30 A da varanda 5 min
  31. 31 A noiva formosa 3 min
  32. 32 A noiva do corvo 4 min
  33. 33 A paraboinha de ouro 4 min
  34. 34 O principe que foi correr sua ventura 11 min
  35. 35 Maria Subtil 8 min
  36. 36 O coelho branco 3 min
  37. 37 Clarinha 4 min
  38. 38 Bola-Bola 2 min
  39. 39 Linda Branca 4 min
  40. 40 O Rei-Escuta 1 min
  41. 41 As cunhadas do rei 14 min
  42. 42 Os sete encantados 3 min
  43. 43 As sonsas 4 min
  44. 44 A mão do finado 14 min
  45. 45 O rei de Napoles 8 min
  46. 46 O matador dos bichos 5 min
  47. 47 As nozes 4 min
  48. 48 As trez cidras do amor 6 min
  49. 49 A bengala de dezeseis quintaes 18 min
  50. 50 A torre de Babylonia 5 min
  51. 51 Desanda cacheira 8 min
  52. 52 O sal e a agua 4 min
  53. 53 As crianças abandonadas 4 min
  54. 54 O afilhado de Santo Antonio 3 min
  55. 55 A filha do diabo 4 min
  56. 56 As trez maçãsinhas de ouro 5 min
  57. 57 O sargento que foi ao inferno 8 min
  58. 58 A princeza que adivinha 7 min
  59. 59 A adivinha do rei 3 min
  60. 60 O boi Cardil 5 min
  61. 61 O camareiro do rei 7 min
  62. 62 O Palmeiriz d'Oliva 5 min
  63. 63 O bolo refolhado 2 min
  64. 64 A mirra 3 min
  65. 65 A mulher curiosa 2 min
  66. 66 As favas 2 min
  67. 67 A velha das gallinhas 2 min
  68. 68 A Riqueza e a Fortuna 4 min
  69. 69 Março Marçagão 2 min
  70. 70 Alegria da viuva 3 min
  71. 71 A carpideira e a viuva 1 min
  72. 72 Frei João sem cuidados 3 min
  73. 73 João Ratão (ou Grillo 3 min
  74. 74 Os trez irmãos 4 min
  75. 75 As barras de ouro 3 min
  76. 76 Pedro de Malas-Artes 7 min
  77. 77 Santa Helena 3 min
  78. 78 O guardador de porcos 3 min
  79. 79 Nascer para ser rico 5 min
  80. 80 Dom Caio 3 min
  81. 81 Os dez anõesinhos da tia Verde-Agua 3 min
  82. 82 O compadre diabo 5 min
  83. 83 Os corcundas 2 min
  84. 84 A mulher gulosa 2 min
  85. 85 As irmãs gagas 1 min
  86. 86 O tinhoso, o ranhoso e o sarnoso 1 min
  87. 87 Dá-me o meu meio tostão 3 min
  88. 88 O soldado que foi para o céo 4 min
  89. 89 O thesouro do enforcado 3 min
  90. 90 Os peixes do guardião 1 min
  91. 91 A cobra e o cordão do frade 1 min
  92. 92 O caldo de pedra 2 min
  93. 93 A enfiada de petas 3 min
  94. 94 Sempre não 3 min
  95. 95 Manoel Feijão 4 min
  96. 96 Cahiu-me na minha catulinha 2 min
  97. 97 Casar e descasar 3 min
  98. 98 O cego e o moço 1 min
  99. 99 O cego e o mealheiro 2 min
  100. 100 O avarento 2 min
  101. 101 Os trez conselhos 4 min
  102. 102 O sacco das nozes 2 min
  103. 103 O sapateiro pobre 2 min
  104. 104 O signal da Nobreza 1 min
  105. 105 A estatua que come 2 min
  106. 106 As adivinhas em anexins 2 min
  107. 107 A mulher teimosa 1 min
  108. 108 O jogo do Pira 1 min
  109. 109 O caso do tio Jorge Coutinho 3 min
  110. 110 Os dois irmãos e a mulher morta 8 min
  111. 111 Os trez patrões 1 min
  112. 112 Para quem canta o cuco? 1 min
  113. 113 Tudo andaremos 1 min
  114. 114 A mulher que cegou o marido 1 min
  115. 115 O tolo e as moscas 1 min
  116. 116 Já que tanto teima 1 min
  117. 117 Tic-taco 2 min
  118. 118 As orelhas do abbade 1 min
  119. 119 Os duzentos carneiros 1 min
  120. 120 Lenda do Paraiso 1 min
  121. 121 Lenda da mãe de Sam Pedro 2 min
  122. 122 A tunica de Christo 1 min
  123. 123 O principe mendigo 1 min
  124. 124 O lavrador e o ermitão 1 min
  125. 125 O thesouro enterrado 1 min
  126. 126 As vozes dos animaes 2 min
  127. 127 Os ditados novellescos 4 min
  128. 128 Litteratura dos Contos populares em Portugal 42 min
  129. 129 O rey Leir 2 min
  130. 130 A dama Pé de Cabra 5 min
  131. 131 A morte sem merecimento 2 min
  132. 132 A linhagem dos Marinhos 2 min
  133. 133 Exemplo do Philosopho 3 min
  134. 134 Exemplo dos trez amigos 3 min
  135. 135 Exemplo allegorico da Redempção 3 min
  136. 136 A justiça de Trajano 2 min
  137. 137 A morte dos Avarentos 2 min
  138. 138 As miserias da riqueza 3 min
  139. 139 O que Deus faz é por melhor 3 min
  140. 140 Um homem de taverna 2 min
  141. 141 Os quatro ribaldos 3 min
  142. 142 A boa andança d'este mundo 5 min
  143. 143 Os dous caminhos 2 min
  144. 144 A papisa Joanna 3 min
  145. 145 O firmal de prata 1 min
  146. 146 Os quatro ladrões 2 min
  147. 147 O cavalleiro e o pacto com o diabo 5 min
  148. 148 O diabo escudeiro 3 min
  149. 149 As maas artes das molheres 4 min
  150. 150 O rey e os cortezãos 3 min
  151. 151 As vistiduras honradas 1 min
  152. 152 Rosimunda 4 min
  153. 153 A bilha de azeite 6 min
  154. 154 O ermitão e o ladrão 2 min
  155. 155 D'aquellas sete ao dia 4 min
  156. 156 A donzella recatada 5 min
  157. 157 O odio endurecido 4 min
  158. 158 Minha mãe, calçotes 1 min
  159. 159 O real bem ganhado 7 min
  160. 160 O segredo revelado 8 min
  161. 161 A prova das laranjas 4 min
  162. 162 Os dois irmãos 14 min
  163. 163 Dom Simão 6 min
  164. 164 Os tres conselhos 12 min
  165. 165 Quanto vale a boa sogra 7 min
  166. 166 O que Deus faz é pelo melhor 4 min
  167. 167 A rainha virtuosa e as duas irmãs 13 min
  168. 168 Quem tudo quer, tudo perde 6 min
  169. 169 O falso principe e o verdadeiro 18 min
  170. 170 Constancia de Grizelia 14 min
  171. 171 O barbeiro do rei 5 min
  172. 172 O achado da bolsa 5 min
  173. 173 O capão tornado sapo 2 min
  174. 174 Os poderes do ouro 5 min
  175. 175 O thesouro escondido 1 min
  176. 176 Erramos (E Ramos? 1 min
  177. 177 O pagem da rainha 5 min
  178. 178 A ingratidão dos filhos 6 min
  179. 179 A usura de Nossa Senhora 1 min
  180. 180 O medico de boa fé 1 min
  181. 181 Não escapa de ladrão 1 min
  182. 182 A venda das gallinhas 1 min
  183. 183 O roubo do vestuario 1 min
  184. 184 A roupa dos mendigos 1 min
  185. 185 A casa dos mortos 1 min
  186. 186 As botas fiadas 1 min
  187. 187 A matrona de Epheso 1 min
  188. 188 Tejo, Douro e Guadiana 1 min
  189. 189 Lenda da Lua e da Agua 1 min
  190. 190 Lenda do Milho e do Centeio 1 min
  191. 191 Lenda das manchas da Lua 2 min
  192. 192 Lenda de Fevereiro 1 min
  193. 193 Lenda da Serpente, do Sapo e do Sardão 1 min
  194. 194 Porque os cães se cheiram 1 min
  195. 195 Lendas dos animaes 1 min
  196. 196 A prova dos lobos 1 min
  197. 197 A obra de S. Pedro 1 min
  198. 198 O canto do gallo 1 min
  199. 199 Lenda da codorniz 1 min
  200. 200 Nossa Senhora e a solha 1 min
  201. 201 Lenda do manto de Nossa Senhora 1 min
  202. 202 Lenda dos tremoços 1 min
  203. 203 Lenda de Nossa Senhora 1 min
  204. 204 A submersão das cidades 1 min
  205. 205 A lenda dos ferreiros 1 min
  206. 206 Lenda da ponte de Domingos Terne 1 min
  207. 207 Lenda da amendoeira 1 min
  208. 208 A ponte da Misarella 1 min
  209. 209 Lenda de Simancas 1 min
  210. 210 Lenda de Lamego 1 min
  211. 211 Origem do nome de Lisboa 1 min
  212. 212 A sepultura dos dois irmãos 2 min
  213. 213 Fabula da raposa e do mocho 1 min
  214. 214 A aguia e a coruja 1 min
  215. 215 A raposa e o lobo 2 min
  216. 216 A raposa no gallinheiro 1 min
  217. 217 A raposa e o gallo 1 min
  218. 218 O lobo e a ovelha 1 min
  219. 219 Notas comparativas · Part 1 1 hr 2 min
  220. 220 Notas comparativas · Part 2 54 min