Contos Tradicionaes do Povo Portuguez As cunhadas do rei

Contos Tradicionaes do Povo Portuguez

Teófilo Braga

As cunhadas do rei

Chapter 41 of 219 14 min aloud CC BY-SA 4.0

O rei andava de noite pelas ruas acompanhado do seu cosinheiro e do seu copeiro disfarçado, escutando pelas portas; passou por um balcão onde estavam tres meninas, que estavam conversando, e pôz-se á escuta do que diziam:, Ali vão tres tunantes; se um fosse o rei, já eu sabia quem eram os outros., Um era o cosinheiro. Quem me a mim dera casar com elle; sempre havia de comer bons fricassés., O outro era o copeiro; pois eu cá o que queria era casar com elle, porque havia de ter bons licores.

Disse a mais nova:, Eu não sei quem elles são; mas ainda que fossem condes ou duques, antes queria casar com o rei, porque lhe havia de dar tres meninos cada um com a sua estrella de ouro na testa. O rancho foi-se embora, mas ao outro dia, o rei mandou ir á sua presença as tres irmãs. Perguntou-lhes se era verdade o que ellas tinham dito na vespera á noite. Respondeu a mais velha por si. Disse o rei:, Pois então casarás com o meu cosinheiro.

A do meio tambem disse que tinha fallado por zombaria; o rei mandou que se arrecebesse com o copeiro. Chegou-se por fim á mais moça, que era a mais bonita:, Então, disseste que só querias casar commigo?, É verdade, não posso mentir; mande-me vossa magestade castigar. O que o rei fez foi casar com ella; as irmãs ficaram a arrebentar de inveja, mas viviam no palacio. Ao fim do tempo, a que estava rainha teve dois meninos com uma estrellinha na testa.

As irmãs, que estavam com ella, trocaram os meninos por dois cães. Os meninos foram botados ao rio dentro d’uma condessinha, e foram por agua abaixo ter ao moinho de um moleiro; como lhe parasse a agua, elle saiu a vêr o que era, e achando as duas criancinhas tomou-as para casa e criou-as. Ora o rei andava longe da terra, e quando veiu soube do caso e ficou muito triste, mas não fez mal á mulher. Passado tempo a rainha teve uma menina, e as irmãs, vendo que ella tambem tinha uma estrella na testa, trocaram-n’a por uma cadellinha e mandaram-n’a deitar ao rio; assim foi ter ao moinho onde já estavam os irmãos.

O rei quando soube que a sua mulher tinha tido uma cadella, mandou-a enterrar até á cinta no pateo do palacio, para que todos que entrassem ou saissem lhe cuspissem em cima. Os tres meninos cresceram, e o moleiro pôz-lhes umas carapucinhas para encobrir as estrellas de ouro que tinham na testa. Um dia foi uma pobre pedir esmola á porta do moleiro; os meninos deram-lhe a esmolinha, e era Nossa Senhora, que lhe disse, que quando se vissem em alguma afflicção dissessem: «Valha-me aquella pobresinha.» Veiu a peste, e o moleiro e toda a sua gente morreu, e os meninos foram todos tres por esse mundo.

Appareceu-lhe a pobre que os guiou até ao pé do palacio do rei, e deu-lhes a cada um a sua pedrinha, para se tornarem em um grande palacio quando as atirassem ao chão. As tias estavam á janella do paço, e conheceram que eram os meninos das estrellinhas na testa, e trataram logo de vêr se os matavam. Mandaram ter com elles uma criada bruxa, que disse ao mais novinho, para entrar no jardim e apanhar um papagaio. Elle disse-lhe que não; vae o mais velho como animoso, disse:, Pois vou eu.

E assim que entrou perdeu-se lá dentro e ficou encantado em leão. O outro quando viu que o irmão não tornava chamou pela pobresinha; ella veiu e deu-lhe uma lança, e disse:, Vae ao jardim, e fere com ella o leão encantado. Elle assim fez; e appareceu-lhe logo outra vez o irmão, que já tinha apanhado o papagaio. Botaram a fugir logo, e os portões do jardim fecharam-se de repente e só apanharam uma pontinha da aba do casaco de um d’elles.

A criada bruxa tinha no entretanto ido ter com a menina, e fallou-lhe em certas maravilhas da arvore que bota sangue e da agua de mil fontes. A menina pediu aos irmãos estas cousas, que eram para enfeitar os jardins do seu palacio. Cada um foi lá por sua vez e lá ficaram ambos encantados. Quando a menina viu que não tornavam, disse muito triste:, Valha-me aqui a nossa pobresinha. Appareceu-lhe a Nossa Senhora, que lhe ensinou como havia de ir ao jardim, e desencantar os irmãos, e enfrascar a agua de mil fontes e cortar o ramo da arvore que deitava sangue.

Ella fez tudo, mas era preciso, que por mais barulho que ouvisse nunca olhasse para traz, senão ficava tambem encantada. Quando vinha com os irmãos e com as cousas que elles tinham ido buscar, era muito o barulho de vozes e só ao sair da porta é que deu um geitinho á cabeça para vêr para traz, mas foi o bastante para lhe ficarem presos os cabellos. Os irmãos foram buscar umas tesouras, e voltaram depois todos para o seu palacio defronte do rei.

Quando o rei apparecia á janella o papagaio não fazia senão rir. O rei convidou os meninos para um banquete e pediu que levassem o papagaio. Os meninos foram, mas ao passarem pela mulher que estava enterrada até á cinta não quizeram cuspir n’ella. O rei teimou, mas não conseguiu nada. Foram para a mesa; uma das irmãs da rainha é que trinchava, e tinha botado resalgar na sopa dos meninos. O papagaio avisou-os:, Meninos, não comam que tem veneno.

O rei ficou desconfiado, e perguntou aos meninos porque não comiam; disseram elles:, Falta aqui uma pessoa; é aquella mulher que está enterrada até á cinta no pateo do palacio. Disse o papagaio:, Mande-a o rei vir, porque ella é a mãe d’estes meninos. O rei mandou vir a mulher; disse-lhe o papagaio:, Sente-a agora ao seu lado; olhe que ella é sua mulher. E contou como é que as cunhadas do rei tinham mandado botar ao rio em canastrinhas os tres meninos, e tinham posto em seu lugar os cães; e se se quizesse confirmar, que visse se os meninos tinham na testa as estrellinhas.

Os meninos tiraram as carapucinhas, e o rei conheceu-os, e abraçou a sua mulher; e mandou que as cunhadas comessem a comida envenenada, e logo ali arrebentaram . (Airão, Minho.) Notas 39, 40. Rei Escuta. As cunhadas do Rei., D'este conto publicou duas versões do Porto o sr. Leite de Vasconcellos, na Vanguarda, n.º 40 e 41. No Romanceiro do Archipelago da Madeira, vem a pag. 391 um largo conto em verso com o titulo Los incantamentos da grande fada Maria, de perto de quarenta paginas, um verdadeiro problema litterario, cuja genuinidade só se admitte pela espontanea improvisação que distingue os povos insulanos.

Nos Contos populares do Brazil, do Dr. Sylvio Romero, vem sob o n.º II, com o titulo Os tres coroados. Este mesmo thema tradicional recebeu fórma litteraria nos Contos e Historias de Proveito e Exemplo, de Gonçalo Fernandes Trancoso, Parte II, n.º 7, que reproduzimos na secção competente. É extraordinaria a somma de paradigmas que apresenta este conto na tradição hespanhola, italiana, franceza, grega moderna, allemã, hungara, slava, avárica, etc. O Dr. Reinhold Köhler, nas notas dos Awarische Texte, ao n.º 12, A bella Issensulchar, traz uma enorme somma de paradigmas, e o prof. Stanislao Prato, nas Quatro Novelline populari, Rivornesi, Spoleto, 1880, annotando o conto das Le tre Ragazze, pag.

92 a 136, desenvolve extraordinariamente a área das comparações, de modo que o processo erudito está feito, sendo facil imbair os ingenuos. Aproveitaremos com franqueza as investigações d'esses mestres, com algumas resumidas ampliações. No Folk-lore andaluz, n.º 8, p. 305, vem este conto com o titulo El agua amarilla, colligido por J. L. Ramirez. Nos Rondallayre, de Maspons y Labros, n.º 14 e 25; e nos Cuentos y Oraciones divinas, de Fernão Caballero, nº 6, p. 31, com o titulo El pajaro de la verdad.

Ha tambem uma versão basca, colhida por Webster. As versões italianas são abundantissimas; Stanislao Prato, nas Quatro Novelle popolari, tráz sete versões importantes para a critica comparativa (pag. 16 e 29 a 39). Ha uma versão livorneza nos Italienische Märchen, n.º 1, de H. Knust; outra em Gubernatis, Novelline di Santo Stefano de Calcinaja, n.º 15; Pittré, Fiabe, Novelle e Racconti, n.º 36, e a 3.ª variante; em Imbriani, Novellaja fiorentina, no app.

ao n.º 6, e n. 7 e 8; e nos Contos de Pomigliano, sob o titulo de Viola; Comparetti, Novelline popolari italiane, n.º 6, versão de Basilicata; outra de Pisa, n.º 30; em Laura Gonzenbach, Sicilianische Märchen, n.º 5; em Schneller, Märchen und Sagen aus Wälschtirol, n.º 23, 25, 26. As tradições populares d'este cyclo penetraram na litteratura italiana, como se vê no Pecorone, de Giovani Fiorentino, jornada X, novell. 1; em J. Baptista Basile, Pentamerone, jorn. III, trat.

2; Straparole, Piaccevoli Notti, fab. V, n.º 4; Molza, Novella, Poggi Bracciolini, Gozzi deram redacção litteraria a este conto, que tambem apresenta o caracter de lenda religiosa, na Representa­zione di Santa Uliva, e no Libro dei Miracoli della Madona, cap. X. Acha-se em novas collecções: Carolina Coranedi-Berti, Novelle popolari bolognesi, n.º 5; Arietti, Novelle popolari piemontesi, trez versões; e Visentini, Fiabe mantovane, n.º 46; Bernoni, Fabulas populares venezianas, n. 2 e 15, e Reppone, La Posilecheata, n.º 3.)

Gubernatis, na Mythologie des Plantes, t. II, p. 224, traz este mesmo conto em uma versão popular toscana das fontes do Tibre. A aversão das duas irmãs mais velhas é comparada com o facto analogo das que figuram no conto do Lear, e da Bella e da Fera. As versões francezas, acham-se na Litteratura e na tradição oral simultaneamente; em M. d'Aulnoy, é La Princesse Belle-Etoile et le Prince Cheri; em Millin, Conteur breton, intitula-se L'Oiseau de Verité; em Cosquin, Contes populaires lorrains, n.º 17, com importantes notas; Revista, Melusine, t. I, p. 206 a 213: Les trois filles du Boulanger, etc. Foram tambem vulgarisadas na traducção das Mil e uma noites, As duas irmãs invejosas, e na continuação de J. Scott, na Historia do sultão do Yemen e das suas tres filhas; Bladé, Trois Contes, p. 33.

O grupo occidental completa-se com as versões gregas, em Hahn, Griechische und Albanische Märchen, n.º 5, e n.º 69 (variante 1, e 2) e n.º 112; e nos Neohellenica Analecta, I, 1, n.º 4, e n.º 8; outra em K. Ewlampios. Variante irlandeza, em Powel and Magnusson, Irelandie Legendes, t. II, p. 427. As versões allemãs são numerosissimas: Grimm, Kinder und Hausmärchen, n.º 96; Prohle, Kinder und Volksmärchen, n.º 3; Wolf, Deutsche Hausmärchen; p. 168; Wernaleken, Oesterreichische Kinder und Hausmärchen, n.º 34; Peter, Legendas, Novellas, usos e superstições populares da Silesia austriaca, t. II, p. 199; Meier, Deutsche Märchen und Sagen, n.º 72; Fromman, Die deutsche Mundarten, IV, 263; Bechstein, Deutsche Märchenbuch, p. 250; Haltrich, Contos populares tedescos de Saxe de Transilvania, n.º 1; Curtze, Tradições populares do principado de Waldeck, n.º 15; Zingerle, Kinder und Hausmärchen, t. II, p. 112 e p. 157; Liebrecht, versão do Tyrol allemão no Annuario de Litteratura de Hidelberg, n.º 42, p. 187.

As versões slavas alargam o dominio da ficção: Natalia Nemcova, Novellas e contos populares slavos, vol. V, p. 52; Wenzig, Thesouro de Novellas dos Slavos occidentaes, p. 148; Glinski, Bajarz Polski, t. II, p. 46; Gaal e Stier, Contos populares hungaros, p. 390; Stephanovic, Contos servios, n.º 25 e 26; Köhler, no Iagic Archiv für Slavische Philologie, fasc. II, p. 626 e 627; Afanasieff, Novellas populares russianas, liv. VI, n.º 96; Miklosich, Contos dos Ciganos de Bukowina, n.º 1; Urbovec, Contos populares croatas, n.º 25; M. Mijatovies, Popular Tales, p. 238; Schiefner, Avarisch Texte, n.º 12; e uma versão siameza no Asiatic Researches, t. XX, p. 348 (1836).

Depois d'estas largas indicações apresentadas pelo Dr. Köhler ao n.º 12 da collecção de Schiefner, ao n.º 5 da collecção de Laura Gonzenbach, e aos n. 25 e 26 da collecção de Stephanovic, accrescentou mais estas fontes utilisadas por Sr. Prato: Jecklin, Tradições populares do Cantão dos Grisões, p. 105; W. Webster, Basque Legends, p. 176; Bladé, Trois contes populaires, p. 33; Luiz Leger, Cantos heroicos, e canções populares dos Slavos da Bohemia: O Soldado; Asbjörnsen, e Moe, Contos norueguezes, o que se intitula: O rico mercador.

Com as Notas de Köhler, de Cosquin, Ive, Teza e Prato sobre este conto ficou esgotada a área das investigações, sendo possivel organisar o seu encadeamento genealogico, e por elle remontar ao seu sentido mythico. A Edade media sympathisou com esta lenda da substituição das crianças por animaes, como se vê na Historia do Cavalleiro do Cysne, Storia della Regina Stella, no Dolopathos, no velho theatro francez, Du Roi Thierry, e nas tradições dos Lohengrin (Grimm, Veillés allemandes, t. II, p. 342 a 378.)

Evidentemente, quando mais vasta é a universalidade de um conto, tão mais profunda é a sua origem tradicional e pela investigação das fórmas mais simples se chegará ao seu valor mythico.

Shared under a licence Portuguese Wikisource CC BY-SA 4.0

“Contos Tradicionaes do Povo Portuguez” by Wikisource contributors, from Portuguese Wikisource (https://pt.wikisource.org/wiki/Contos_Tradicionaes_do_Povo_Portuguez), used under CC BY-SA 4.0.

Checking… —

Narrator

Audio is kept per voice, so a new narrator is read afresh from here on. Anything you have already heard stays as it was.

Finding voices…

Checking what is available…

Reading

Text size
Adjusts the reading column only.

Sleep timer

Vesper fades out over the last twenty-five seconds, so it never cuts.

Contents

Contos Tradicionaes do Povo Portuguez

This text carries no chapter marks of its own, so it is served in equal parts. Nothing has been cut.

  1. 01 Advertencia Preliminar 15 min
  2. 02 Da Novellistica Popular 1 hr 3 min
  3. 03 A cara de boi 10 min
  4. 04 O velho Querecas 8 min
  5. 05 O surrão 5 min
  6. 06 A saia de esquilhas 7 min
  7. 07 As trez fadas 5 min
  8. 08 A filha do rei mouro 7 min
  9. 09 As fiandeiras 5 min
  10. 10 Cravo, rosa e jasmim 9 min
  11. 11 O magico 5 min
  12. 12 O mestre das artes 6 min
  13. 13 O aprendiz do Mago 5 min
  14. 14 A bixa de sete cabeças 7 min
  15. 15 O conde-soldadinho 3 min
  16. 16 A sardinhinha 6 min
  17. 17 Maria da Silva 5 min
  18. 18 A rosa branca na bocca 3 min
  19. 19 O cavallinho das sete côres 4 min
  20. 20 A muda mudella 4 min
  21. 21 O sapatinho de setim 7 min
  22. 22 A madrasta 4 min
  23. 23 O ovo e o brilhante 3 min
  24. 24 Cabellos de ouro 4 min
  25. 25 A carpinteirasinha 3 min
  26. 26 A filha do lavrador 4 min
  27. 27 A feia que fica bonita 4 min
  28. 28 O peixinho encantado 4 min
  29. 29 O figuinho da figueira 2 min
  30. 30 A da varanda 5 min
  31. 31 A noiva formosa 3 min
  32. 32 A noiva do corvo 4 min
  33. 33 A paraboinha de ouro 4 min
  34. 34 O principe que foi correr sua ventura 11 min
  35. 35 Maria Subtil 8 min
  36. 36 O coelho branco 3 min
  37. 37 Clarinha 4 min
  38. 38 Bola-Bola 2 min
  39. 39 Linda Branca 4 min
  40. 40 O Rei-Escuta 1 min
  41. 41 As cunhadas do rei 14 min
  42. 42 Os sete encantados 3 min
  43. 43 As sonsas 4 min
  44. 44 A mão do finado 14 min
  45. 45 O rei de Napoles 8 min
  46. 46 O matador dos bichos 5 min
  47. 47 As nozes 4 min
  48. 48 As trez cidras do amor 6 min
  49. 49 A bengala de dezeseis quintaes 18 min
  50. 50 A torre de Babylonia 5 min
  51. 51 Desanda cacheira 8 min
  52. 52 O sal e a agua 4 min
  53. 53 As crianças abandonadas 4 min
  54. 54 O afilhado de Santo Antonio 3 min
  55. 55 A filha do diabo 4 min
  56. 56 As trez maçãsinhas de ouro 5 min
  57. 57 O sargento que foi ao inferno 8 min
  58. 58 A princeza que adivinha 7 min
  59. 59 A adivinha do rei 3 min
  60. 60 O boi Cardil 5 min
  61. 61 O camareiro do rei 7 min
  62. 62 O Palmeiriz d'Oliva 5 min
  63. 63 O bolo refolhado 2 min
  64. 64 A mirra 3 min
  65. 65 A mulher curiosa 2 min
  66. 66 As favas 2 min
  67. 67 A velha das gallinhas 2 min
  68. 68 A Riqueza e a Fortuna 4 min
  69. 69 Março Marçagão 2 min
  70. 70 Alegria da viuva 3 min
  71. 71 A carpideira e a viuva 1 min
  72. 72 Frei João sem cuidados 3 min
  73. 73 João Ratão (ou Grillo 3 min
  74. 74 Os trez irmãos 4 min
  75. 75 As barras de ouro 3 min
  76. 76 Pedro de Malas-Artes 7 min
  77. 77 Santa Helena 3 min
  78. 78 O guardador de porcos 3 min
  79. 79 Nascer para ser rico 5 min
  80. 80 Dom Caio 3 min
  81. 81 Os dez anõesinhos da tia Verde-Agua 3 min
  82. 82 O compadre diabo 5 min
  83. 83 Os corcundas 2 min
  84. 84 A mulher gulosa 2 min
  85. 85 As irmãs gagas 1 min
  86. 86 O tinhoso, o ranhoso e o sarnoso 1 min
  87. 87 Dá-me o meu meio tostão 3 min
  88. 88 O soldado que foi para o céo 4 min
  89. 89 O thesouro do enforcado 3 min
  90. 90 Os peixes do guardião 1 min
  91. 91 A cobra e o cordão do frade 1 min
  92. 92 O caldo de pedra 2 min
  93. 93 A enfiada de petas 3 min
  94. 94 Sempre não 3 min
  95. 95 Manoel Feijão 4 min
  96. 96 Cahiu-me na minha catulinha 2 min
  97. 97 Casar e descasar 3 min
  98. 98 O cego e o moço 1 min
  99. 99 O cego e o mealheiro 2 min
  100. 100 O avarento 2 min
  101. 101 Os trez conselhos 4 min
  102. 102 O sacco das nozes 2 min
  103. 103 O sapateiro pobre 2 min
  104. 104 O signal da Nobreza 1 min
  105. 105 A estatua que come 2 min
  106. 106 As adivinhas em anexins 2 min
  107. 107 A mulher teimosa 1 min
  108. 108 O jogo do Pira 1 min
  109. 109 O caso do tio Jorge Coutinho 3 min
  110. 110 Os dois irmãos e a mulher morta 8 min
  111. 111 Os trez patrões 1 min
  112. 112 Para quem canta o cuco? 1 min
  113. 113 Tudo andaremos 1 min
  114. 114 A mulher que cegou o marido 1 min
  115. 115 O tolo e as moscas 1 min
  116. 116 Já que tanto teima 1 min
  117. 117 Tic-taco 2 min
  118. 118 As orelhas do abbade 1 min
  119. 119 Os duzentos carneiros 1 min
  120. 120 Lenda do Paraiso 1 min
  121. 121 Lenda da mãe de Sam Pedro 2 min
  122. 122 A tunica de Christo 1 min
  123. 123 O principe mendigo 1 min
  124. 124 O lavrador e o ermitão 1 min
  125. 125 O thesouro enterrado 1 min
  126. 126 As vozes dos animaes 2 min
  127. 127 Os ditados novellescos 4 min
  128. 128 Litteratura dos Contos populares em Portugal 42 min
  129. 129 O rey Leir 2 min
  130. 130 A dama Pé de Cabra 5 min
  131. 131 A morte sem merecimento 2 min
  132. 132 A linhagem dos Marinhos 2 min
  133. 133 Exemplo do Philosopho 3 min
  134. 134 Exemplo dos trez amigos 3 min
  135. 135 Exemplo allegorico da Redempção 3 min
  136. 136 A justiça de Trajano 2 min
  137. 137 A morte dos Avarentos 2 min
  138. 138 As miserias da riqueza 3 min
  139. 139 O que Deus faz é por melhor 3 min
  140. 140 Um homem de taverna 2 min
  141. 141 Os quatro ribaldos 3 min
  142. 142 A boa andança d'este mundo 5 min
  143. 143 Os dous caminhos 2 min
  144. 144 A papisa Joanna 3 min
  145. 145 O firmal de prata 1 min
  146. 146 Os quatro ladrões 2 min
  147. 147 O cavalleiro e o pacto com o diabo 5 min
  148. 148 O diabo escudeiro 3 min
  149. 149 As maas artes das molheres 4 min
  150. 150 O rey e os cortezãos 3 min
  151. 151 As vistiduras honradas 1 min
  152. 152 Rosimunda 4 min
  153. 153 A bilha de azeite 6 min
  154. 154 O ermitão e o ladrão 2 min
  155. 155 D'aquellas sete ao dia 4 min
  156. 156 A donzella recatada 5 min
  157. 157 O odio endurecido 4 min
  158. 158 Minha mãe, calçotes 1 min
  159. 159 O real bem ganhado 7 min
  160. 160 O segredo revelado 8 min
  161. 161 A prova das laranjas 4 min
  162. 162 Os dois irmãos 14 min
  163. 163 Dom Simão 6 min
  164. 164 Os tres conselhos 12 min
  165. 165 Quanto vale a boa sogra 7 min
  166. 166 O que Deus faz é pelo melhor 4 min
  167. 167 A rainha virtuosa e as duas irmãs 13 min
  168. 168 Quem tudo quer, tudo perde 6 min
  169. 169 O falso principe e o verdadeiro 18 min
  170. 170 Constancia de Grizelia 14 min
  171. 171 O barbeiro do rei 5 min
  172. 172 O achado da bolsa 5 min
  173. 173 O capão tornado sapo 2 min
  174. 174 Os poderes do ouro 5 min
  175. 175 O thesouro escondido 1 min
  176. 176 Erramos (E Ramos? 1 min
  177. 177 O pagem da rainha 5 min
  178. 178 A ingratidão dos filhos 6 min
  179. 179 A usura de Nossa Senhora 1 min
  180. 180 O medico de boa fé 1 min
  181. 181 Não escapa de ladrão 1 min
  182. 182 A venda das gallinhas 1 min
  183. 183 O roubo do vestuario 1 min
  184. 184 A roupa dos mendigos 1 min
  185. 185 A casa dos mortos 1 min
  186. 186 As botas fiadas 1 min
  187. 187 A matrona de Epheso 1 min
  188. 188 Tejo, Douro e Guadiana 1 min
  189. 189 Lenda da Lua e da Agua 1 min
  190. 190 Lenda do Milho e do Centeio 1 min
  191. 191 Lenda das manchas da Lua 2 min
  192. 192 Lenda de Fevereiro 1 min
  193. 193 Lenda da Serpente, do Sapo e do Sardão 1 min
  194. 194 Porque os cães se cheiram 1 min
  195. 195 Lendas dos animaes 1 min
  196. 196 A prova dos lobos 1 min
  197. 197 A obra de S. Pedro 1 min
  198. 198 O canto do gallo 1 min
  199. 199 Lenda da codorniz 1 min
  200. 200 Nossa Senhora e a solha 1 min
  201. 201 Lenda do manto de Nossa Senhora 1 min
  202. 202 Lenda dos tremoços 1 min
  203. 203 Lenda de Nossa Senhora 1 min
  204. 204 A submersão das cidades 1 min
  205. 205 A lenda dos ferreiros 1 min
  206. 206 Lenda da ponte de Domingos Terne 1 min
  207. 207 Lenda da amendoeira 1 min
  208. 208 A ponte da Misarella 1 min
  209. 209 Lenda de Simancas 1 min
  210. 210 Lenda de Lamego 1 min
  211. 211 Origem do nome de Lisboa 1 min
  212. 212 A sepultura dos dois irmãos 2 min
  213. 213 Fabula da raposa e do mocho 1 min
  214. 214 A aguia e a coruja 1 min
  215. 215 A raposa e o lobo 2 min
  216. 216 A raposa no gallinheiro 1 min
  217. 217 A raposa e o gallo 1 min
  218. 218 O lobo e a ovelha 1 min
  219. 219 Notas comparativas · Part 1 1 hr 2 min
  220. 220 Notas comparativas · Part 2 54 min