Contos Tradicionaes do Povo Portuguez O principe que foi correr sua ventura

Contos Tradicionaes do Povo Portuguez

Teófilo Braga

O principe que foi correr sua ventura

Chapter 34 of 219 11 min aloud CC BY-SA 4.0

32. O PRINCIPE QUE FOI CORRER SUA VENTURA Havia n’uma terra um rei que tinha um filho, que não fazia senão pedir-lhe para ir correr o mundo; o rei por fim não pôde mais ter mão, e deu-lhe um grande sacco de dinheiro para a partida. Depois de ter andado muito, foi dar a uma estalagem onde encontrou um outro viajante. Conversaram, mas o viajante perguntou ao principe se não gostava de jogar; d’ahi a instante já estavam ferrados ao jogo.

O viajante ganhou-lhe o sacco de dinheiro, e não tendo mais que lhe ganhar, propôz-lbe que jogassem mais uma vez, e no caso do principe ganhar tornava a dar-lhe o sacco de dinheiro, e no caso de perder o principe ficaria preso por trez annos n’aque1la casa, e o serviria como criado por mais outros trez. O principe aceitou a proposta, jogou e perdeu. O viajante tomou conta d’elle, prendeu-o em uma loja, e deu-lhe pão e agua de um dia para trez annos.

O principe chorava a sua má cabeça; ao fim de trez annos vieram soltal-o, e elle pôz-se a caminho para ir para casa do viajante, que era rei, servil-o como criado. Depois de ter andado muito, encontrou uma mulher com uma criancinha ao collo a chorar com fome. O principe ainda levava o resto de uma codinha de pão e um escorropicho de agua e deu tudo á mulher. Ella em agradecimento disse-lhe:, Olhe, santinho, vá você sempre andando, e quando lhe vier um cheiro muito grande, é porque está perto de um jardim que está no caminho; entre para dentro, e vá-se esconder ao pé do tanque.

Então hãode vir trez pombas tomar banho, e á ultima que se despir tire-lhe o vestido de pennas e não lh’o torne a dar senão em troca de trez cousas que ella lhe der. Aconteceu tudo como a mulher lhe tinha dito; apanhou o vestido de pennas da pombinha, e ella para o tornar a ter deu-lhe um annel, um collar e uma penna, dizendo-lhe:, Quando te vires em alguma afflicção e disseres:, «Valha-me aqui a pomba», heide-te acudir; eu sou a filha do rei que vás servir, que tem uma grande raiva a teu pae; e que te ganhou tudo ao jogo para dar cabo de ti.

O principe apresentou-se em casa do rei, que lhe deu logo esta ordem:, Toma este trigo, este milho e esta cevada para semeares, comtanto que eu ámanhã coma pão d’estas trez qualidades. O principe ficou espantado, mas o rei não quiz saber de explicações; foi elle para o seu quarto todo atrapalhado da sua vida, e pega na penna dizendo:, Valha-me aqui a pomba! A pomba appareceu, e ficou sabendo tudo; e ao outro dia trouxe-lhe as trez qualidades de pão para o principe ir entregar ao rei.

Quando o rei viu cumpridas as suas ordens, disse-lhe:, Pois bem; já que foste capaz d’isto, vae agora ao fundo do mar buscar o annel que a minha filha mais velha lá perdeu. Voltou o principe para o quarto e tornou a chamar pela pombinha; ella acudiu:, Olha, ámanhã vae para a praia e leva uma bacia e uma faca e mette-te n’um barco. Assim fez; a pomba metteu-se com elle no barco e foi por esses mares fóra. Já tinham andado muito, quando ella disse que lhe cortasse a cabeça, de modo que não cahisse uma gota de sangue no chão, e a atirasse para o mar. Seguiu tudo á risca.

Passado pouco tempo sahiu do mar uma pomba com um annel no bico, largou-o na mão do principe e foi lavar-se no sangue que estava na bacia; tornou-se na cabeça de uma bella donzella e depois tornou a desapparecer. O principe foi entregar o annel ao rei, que ficou mais desesperado, e lembrou-se de lhe dar um maior trabalho:, Hoje de tarde hasde sahir no meu poldro, para o ensinares. O principe foi para o seu quarto e tornou a chamar pela pombinha, que lhe respondeu:, Olha, o meu pae quer vêr se te mata por algum feitio; porque o poldro é elle mesmo, o selim é minha mãe, minhas irmãs são os estribos, e eu sou o freio.

Não te esqueças de levar um bom cacete porque pódes consolar-te com uma carga de pau n’elles. O principe montou no poldro, moeu-o com pancadas, e taes coisas fez que quando recolheu a casa e foi dar parte ao rei que o poldro estava manso, achou o rei de cama todo em pannos de vinagre, a rainha feita n’uma salada, as filhas derreadas, menos a mais nova. N’essa noite foi ella ter com o principe e disse-lhe:, Agora, que estão todos doentes é que é boa occasião de fugirmos; vae á cavalhariça e aprompta o cavallo mais magro que lá achares.

O principe cahiu na asneira de apromptar o mais gordo. Quando se pozeram a caminho, e ella viu o cavallo gordo ficou muito contrariada, porque este cavallo andava como o vento, e o magro andava como o pensamento. Mas sempre fugiram. De noite o rei precisou da filha para o virar, e chamou por ella; nada. A rainha, que era refinada bruxa, pescou logo que a filha tinha fugido com o principe, e disse ao marido que saltasse já fóra da cama e que os fosse apanhar.

O rei levantou-se a gemer com dôres, foi á cavalhariça e quando viu o cavallo magro ficou seguro de pilhal-os. Montou e partiu. A filha, que ia sempre desconfiada que déssem pela falta d’ella, avistou de longe o pae, e de repente transformou o cavallo em uma ermida, a si em uma santa e o principe em um ermitão. Chegou o rei ao pé da capellinha, e perguntou se não tinha visto passar por ali uma menina com um cavalleiro. O ermitão levantou os olhos do chão e disse que por ali não passára viva alma.

O rei foi-se embora aborrecido, e foi dizer á mulher que só tinha encontrado uma ermida com uma santa e um ermitão., Pois eram elles, disse a velha desesperada; se me tivesses trazido um bocadinho do vestido da santa ou um bocadinho de caliça da parede, tinha-os agora aqui em meu poder. E tornou a fazer partir o velho no cavallo mais ligeiro que o pensamento. O velho foi avistado ainda de longe pela filha, que fez do cavallo um terreno, de si uma roseira carregadinha de rosas, e do principe o hortelão.

Repetiu-se a mesma coisa; o velho virou para traz, mas a velha bruxa azoinava-o:, Se me tivesses trazido uma rosa d’essa roseira, ou um punhadinho de terra, já cá os tinha em meu poder. Mas deixa estar, que d’esta vez vou eu tambem. Quando a menina avistou a mãe sentiu um grande medo, porque sabia o poder que tinha; apenas teve tempo de fazer do cavallo um poço fundo, de si fez uma eiró, e do principe um cágado. A velha chegou á borda do poço, e conheceu-os logo.

Perguntou á filha se não estava arrependida, e se quizesse voltar para casa que lhe perdoava. A eiró dizia com o rabo que não. A velha disse ao marido que atirasse uma bota ao poço para trazer uma gota d’agua, porque só com isso ficava com poder para agarrar a filha. Quando o rei tirava a bota cheia de agua, o cágado saltou para dentro d’ella e entornou-a toda; com a outra bota deu-se o mesmo caso. Então a rainha muito zangada rogou ao cágado a praga que elle se esquecesse da princeza.

Continuaram o seu caminho, mas a menina sempre muito triste. E quando o principe lhe perguntava o motivo da sua tristeza, ella respondia:, É porque tenho a certeza de que me hasde esquecer. Chegaram por fim á terra d’onde o principe era natural; deixou a menina em uma estalagem, e foi pedir ao pae licença para lhe apresentar a sua noiva. Com a alegria que teve de vêr a familia esqueceu-se da menina. O pae tratou de lhe fazer o casamento; quando a menina soube d’isto teve uma grande afflicção e gritou:, Valham-me aqui minhas irmãs.

Appareceram-lhe. A mais velha disse:, Não te afflijas; tudo se hade arranjar., E deu ordem á estalajadeira que quando passasse algum criado do rei a comprar aves, que fosse ao quarto da irmã e vendesse trez pombinhas que estariam lá. Assim foi; o criado do rei comprou as trez pombinhas, e como eram muito lindas foi mostral-as ao principe. O principe estava admirado, e quando ia pegar n’ellas uma saltou para cima da janella, e disse:, Quando nos ouvir fallar, ainda mais admirado hade ficar.

Outra saltou para cima de uma mesa, e disse:, Vae fallando, vae fallando, que elle se irá recordando. A pombinha que lhe tinha ficado na mão saltou-lhe para cima do hombro e perguntou-lhe:, Veja, principe, se este annel lhe serve. O principe viu que sim. Depois deu-lhe um collar, e tambem servia. Por fim deu-lhe a penna, e só quando leu o nome da pomba é que se tornou a lembrar, e então casou com ella. (Algarve.) Notas 32. O principe que foi correr sua ventura., Nos Contos populares portuguezes, n.º XIV, ha uma variante de Coimbra com o titulo Branca-Flôr.

Nos Contos populares brazileiros, n.º XXII, vem uma variante com o titulo Cova da Linda-Flôr. Este conto acha-se em quasi todos os seus detalhes com o titulo As trez pombas, nos Contos e tradições do tyrol italiano, de Schneller, n.º 27. O mesmo na collecção dos Contos populares e infantis, de Pröhle, n.º 8. Nos Rondallayres ou quentos populares catalans, de Maspons y Labros, apparece com o nome de Lo Castell del Sol. Vide Stanislao Prato, Una novellina popolare monferrina, p. 56.

Sobre as donzellas-passaros, Reinhold Köhler, annotando os contos esthonianos, n. 14 e 16, e os contos sicilianos, n.º 10, desenvolve largamente todos os paradigmas tradicionaes. Guichot y Sierra colligiu uma outra versão em Sevilha, El Marqués del Sol, publicada na Biblioteca de las Tradiciones populares españolas, t. I, p. 187.

Shared under a licence Portuguese Wikisource CC BY-SA 4.0

“Contos Tradicionaes do Povo Portuguez” by Wikisource contributors, from Portuguese Wikisource (https://pt.wikisource.org/wiki/Contos_Tradicionaes_do_Povo_Portuguez), used under CC BY-SA 4.0.

Checking… —

Narrator

Audio is kept per voice, so a new narrator is read afresh from here on. Anything you have already heard stays as it was.

Finding voices…

Checking what is available…

Reading

Text size
Adjusts the reading column only.

Sleep timer

Vesper fades out over the last twenty-five seconds, so it never cuts.

Contents

Contos Tradicionaes do Povo Portuguez

This text carries no chapter marks of its own, so it is served in equal parts. Nothing has been cut.

  1. 01 Advertencia Preliminar 15 min
  2. 02 Da Novellistica Popular 1 hr 3 min
  3. 03 A cara de boi 10 min
  4. 04 O velho Querecas 8 min
  5. 05 O surrão 5 min
  6. 06 A saia de esquilhas 7 min
  7. 07 As trez fadas 5 min
  8. 08 A filha do rei mouro 7 min
  9. 09 As fiandeiras 5 min
  10. 10 Cravo, rosa e jasmim 9 min
  11. 11 O magico 5 min
  12. 12 O mestre das artes 6 min
  13. 13 O aprendiz do Mago 5 min
  14. 14 A bixa de sete cabeças 7 min
  15. 15 O conde-soldadinho 3 min
  16. 16 A sardinhinha 6 min
  17. 17 Maria da Silva 5 min
  18. 18 A rosa branca na bocca 3 min
  19. 19 O cavallinho das sete côres 4 min
  20. 20 A muda mudella 4 min
  21. 21 O sapatinho de setim 7 min
  22. 22 A madrasta 4 min
  23. 23 O ovo e o brilhante 3 min
  24. 24 Cabellos de ouro 4 min
  25. 25 A carpinteirasinha 3 min
  26. 26 A filha do lavrador 4 min
  27. 27 A feia que fica bonita 4 min
  28. 28 O peixinho encantado 4 min
  29. 29 O figuinho da figueira 2 min
  30. 30 A da varanda 5 min
  31. 31 A noiva formosa 3 min
  32. 32 A noiva do corvo 4 min
  33. 33 A paraboinha de ouro 4 min
  34. 34 O principe que foi correr sua ventura 11 min
  35. 35 Maria Subtil 8 min
  36. 36 O coelho branco 3 min
  37. 37 Clarinha 4 min
  38. 38 Bola-Bola 2 min
  39. 39 Linda Branca 4 min
  40. 40 O Rei-Escuta 1 min
  41. 41 As cunhadas do rei 14 min
  42. 42 Os sete encantados 3 min
  43. 43 As sonsas 4 min
  44. 44 A mão do finado 14 min
  45. 45 O rei de Napoles 8 min
  46. 46 O matador dos bichos 5 min
  47. 47 As nozes 4 min
  48. 48 As trez cidras do amor 6 min
  49. 49 A bengala de dezeseis quintaes 18 min
  50. 50 A torre de Babylonia 5 min
  51. 51 Desanda cacheira 8 min
  52. 52 O sal e a agua 4 min
  53. 53 As crianças abandonadas 4 min
  54. 54 O afilhado de Santo Antonio 3 min
  55. 55 A filha do diabo 4 min
  56. 56 As trez maçãsinhas de ouro 5 min
  57. 57 O sargento que foi ao inferno 8 min
  58. 58 A princeza que adivinha 7 min
  59. 59 A adivinha do rei 3 min
  60. 60 O boi Cardil 5 min
  61. 61 O camareiro do rei 7 min
  62. 62 O Palmeiriz d'Oliva 5 min
  63. 63 O bolo refolhado 2 min
  64. 64 A mirra 3 min
  65. 65 A mulher curiosa 2 min
  66. 66 As favas 2 min
  67. 67 A velha das gallinhas 2 min
  68. 68 A Riqueza e a Fortuna 4 min
  69. 69 Março Marçagão 2 min
  70. 70 Alegria da viuva 3 min
  71. 71 A carpideira e a viuva 1 min
  72. 72 Frei João sem cuidados 3 min
  73. 73 João Ratão (ou Grillo 3 min
  74. 74 Os trez irmãos 4 min
  75. 75 As barras de ouro 3 min
  76. 76 Pedro de Malas-Artes 7 min
  77. 77 Santa Helena 3 min
  78. 78 O guardador de porcos 3 min
  79. 79 Nascer para ser rico 5 min
  80. 80 Dom Caio 3 min
  81. 81 Os dez anõesinhos da tia Verde-Agua 3 min
  82. 82 O compadre diabo 5 min
  83. 83 Os corcundas 2 min
  84. 84 A mulher gulosa 2 min
  85. 85 As irmãs gagas 1 min
  86. 86 O tinhoso, o ranhoso e o sarnoso 1 min
  87. 87 Dá-me o meu meio tostão 3 min
  88. 88 O soldado que foi para o céo 4 min
  89. 89 O thesouro do enforcado 3 min
  90. 90 Os peixes do guardião 1 min
  91. 91 A cobra e o cordão do frade 1 min
  92. 92 O caldo de pedra 2 min
  93. 93 A enfiada de petas 3 min
  94. 94 Sempre não 3 min
  95. 95 Manoel Feijão 4 min
  96. 96 Cahiu-me na minha catulinha 2 min
  97. 97 Casar e descasar 3 min
  98. 98 O cego e o moço 1 min
  99. 99 O cego e o mealheiro 2 min
  100. 100 O avarento 2 min
  101. 101 Os trez conselhos 4 min
  102. 102 O sacco das nozes 2 min
  103. 103 O sapateiro pobre 2 min
  104. 104 O signal da Nobreza 1 min
  105. 105 A estatua que come 2 min
  106. 106 As adivinhas em anexins 2 min
  107. 107 A mulher teimosa 1 min
  108. 108 O jogo do Pira 1 min
  109. 109 O caso do tio Jorge Coutinho 3 min
  110. 110 Os dois irmãos e a mulher morta 8 min
  111. 111 Os trez patrões 1 min
  112. 112 Para quem canta o cuco? 1 min
  113. 113 Tudo andaremos 1 min
  114. 114 A mulher que cegou o marido 1 min
  115. 115 O tolo e as moscas 1 min
  116. 116 Já que tanto teima 1 min
  117. 117 Tic-taco 2 min
  118. 118 As orelhas do abbade 1 min
  119. 119 Os duzentos carneiros 1 min
  120. 120 Lenda do Paraiso 1 min
  121. 121 Lenda da mãe de Sam Pedro 2 min
  122. 122 A tunica de Christo 1 min
  123. 123 O principe mendigo 1 min
  124. 124 O lavrador e o ermitão 1 min
  125. 125 O thesouro enterrado 1 min
  126. 126 As vozes dos animaes 2 min
  127. 127 Os ditados novellescos 4 min
  128. 128 Litteratura dos Contos populares em Portugal 42 min
  129. 129 O rey Leir 2 min
  130. 130 A dama Pé de Cabra 5 min
  131. 131 A morte sem merecimento 2 min
  132. 132 A linhagem dos Marinhos 2 min
  133. 133 Exemplo do Philosopho 3 min
  134. 134 Exemplo dos trez amigos 3 min
  135. 135 Exemplo allegorico da Redempção 3 min
  136. 136 A justiça de Trajano 2 min
  137. 137 A morte dos Avarentos 2 min
  138. 138 As miserias da riqueza 3 min
  139. 139 O que Deus faz é por melhor 3 min
  140. 140 Um homem de taverna 2 min
  141. 141 Os quatro ribaldos 3 min
  142. 142 A boa andança d'este mundo 5 min
  143. 143 Os dous caminhos 2 min
  144. 144 A papisa Joanna 3 min
  145. 145 O firmal de prata 1 min
  146. 146 Os quatro ladrões 2 min
  147. 147 O cavalleiro e o pacto com o diabo 5 min
  148. 148 O diabo escudeiro 3 min
  149. 149 As maas artes das molheres 4 min
  150. 150 O rey e os cortezãos 3 min
  151. 151 As vistiduras honradas 1 min
  152. 152 Rosimunda 4 min
  153. 153 A bilha de azeite 6 min
  154. 154 O ermitão e o ladrão 2 min
  155. 155 D'aquellas sete ao dia 4 min
  156. 156 A donzella recatada 5 min
  157. 157 O odio endurecido 4 min
  158. 158 Minha mãe, calçotes 1 min
  159. 159 O real bem ganhado 7 min
  160. 160 O segredo revelado 8 min
  161. 161 A prova das laranjas 4 min
  162. 162 Os dois irmãos 14 min
  163. 163 Dom Simão 6 min
  164. 164 Os tres conselhos 12 min
  165. 165 Quanto vale a boa sogra 7 min
  166. 166 O que Deus faz é pelo melhor 4 min
  167. 167 A rainha virtuosa e as duas irmãs 13 min
  168. 168 Quem tudo quer, tudo perde 6 min
  169. 169 O falso principe e o verdadeiro 18 min
  170. 170 Constancia de Grizelia 14 min
  171. 171 O barbeiro do rei 5 min
  172. 172 O achado da bolsa 5 min
  173. 173 O capão tornado sapo 2 min
  174. 174 Os poderes do ouro 5 min
  175. 175 O thesouro escondido 1 min
  176. 176 Erramos (E Ramos? 1 min
  177. 177 O pagem da rainha 5 min
  178. 178 A ingratidão dos filhos 6 min
  179. 179 A usura de Nossa Senhora 1 min
  180. 180 O medico de boa fé 1 min
  181. 181 Não escapa de ladrão 1 min
  182. 182 A venda das gallinhas 1 min
  183. 183 O roubo do vestuario 1 min
  184. 184 A roupa dos mendigos 1 min
  185. 185 A casa dos mortos 1 min
  186. 186 As botas fiadas 1 min
  187. 187 A matrona de Epheso 1 min
  188. 188 Tejo, Douro e Guadiana 1 min
  189. 189 Lenda da Lua e da Agua 1 min
  190. 190 Lenda do Milho e do Centeio 1 min
  191. 191 Lenda das manchas da Lua 2 min
  192. 192 Lenda de Fevereiro 1 min
  193. 193 Lenda da Serpente, do Sapo e do Sardão 1 min
  194. 194 Porque os cães se cheiram 1 min
  195. 195 Lendas dos animaes 1 min
  196. 196 A prova dos lobos 1 min
  197. 197 A obra de S. Pedro 1 min
  198. 198 O canto do gallo 1 min
  199. 199 Lenda da codorniz 1 min
  200. 200 Nossa Senhora e a solha 1 min
  201. 201 Lenda do manto de Nossa Senhora 1 min
  202. 202 Lenda dos tremoços 1 min
  203. 203 Lenda de Nossa Senhora 1 min
  204. 204 A submersão das cidades 1 min
  205. 205 A lenda dos ferreiros 1 min
  206. 206 Lenda da ponte de Domingos Terne 1 min
  207. 207 Lenda da amendoeira 1 min
  208. 208 A ponte da Misarella 1 min
  209. 209 Lenda de Simancas 1 min
  210. 210 Lenda de Lamego 1 min
  211. 211 Origem do nome de Lisboa 1 min
  212. 212 A sepultura dos dois irmãos 2 min
  213. 213 Fabula da raposa e do mocho 1 min
  214. 214 A aguia e a coruja 1 min
  215. 215 A raposa e o lobo 2 min
  216. 216 A raposa no gallinheiro 1 min
  217. 217 A raposa e o gallo 1 min
  218. 218 O lobo e a ovelha 1 min
  219. 219 Notas comparativas · Part 1 1 hr 2 min
  220. 220 Notas comparativas · Part 2 54 min