Contos Tradicionaes do Povo Portuguez O velho Querecas

Contos Tradicionaes do Povo Portuguez

Teófilo Braga

O velho Querecas

Chapter 4 of 219 8 min aloud CC BY-SA 4.0

Eram tres irmãs, muito pobres, que viviam do seu trabalho aturado. N’aquella terra havia uma casa em que ninguem queria morar porque lá dentro ouviam-se de noite grandes gritos e terrores; as raparigas, para pouparem o aluguel, foram pedir para as deixarem morar n’aquella casa. A mais nova, como mais animosa, foi morar para o ultimo andar. Uma noite, mal ella se tinha acabado de deitar, ouviu uma voz gritar:, Eu caio!, Pois cae! – respondeu-lhe a rapariga.

De um buraco do tecto caiu uma perna. Depois soou de novo o mesmo grito:, Eu caio!, Pois cae! – repetiu a rapariga; e assim foram caindo os braços, o tronco, até que ella achou diante de si um homem já muito velho e calvo. O velho chegou-se proximo da rapariga, e perguntou-lhe:, Não tens medo de mim?, Não., Fazes muito bem; és a primeira e unica pessoa que resiste ao medo de me vêr. Em paga da tua coragem toma lá esta bolsa, e quando te vires n’alguma afflicção diz sempre: Valha-me aqui o velho Querecas.

O dinheiro da bolsa nunca se acabava, e as tres irmãs começaram a viver com largueza. No entretanto a mais nova começou a sentir que por mais que se fechasse no seu quarto parecia-lhe que sentia metter-se alguem na cama com ella. Lembrou-se se seria o velho Querecas, e teve uma certa repugnancia; mas para certificar-se, uma noite accendeu de repente a luz, e viu deitado ao pé d’ella um mancebo formoso, que estava adormecido. Estava tão embebida a olhar para elle, que lhe caiu um pingo de cera na cara.

O mancebo acordou de repente, e disse:, Ah! Desgraçada, o que fizeste; dobraste-me o encantamento, que estava quasi no fim! Agora não me tornas mais a ver. A menina chorou muito, e ainda mais quando conheceu o estado em que se achava. Lembrou-se então do segundo dom, e disse:, Valha-me aqui o velho Querecas., Aqui estou já, e bem sei porque me chamas. Ha só um modo de remediar o mal que a ti mesma fizeste. Toma lá estes tres novellos, e vae andando sempre, sempre até onde elles se acabarem; onde quer que seja pede que te dêm ahi pousada do ár da noite.

A rapariga chorou por ter de deixar as irmãs, mas o que ella queria era quebrar o encantamento d’aquelle moço; foi andando, andando até ir dar ao fim de muito tempo a um palacio cercado de um rico jardim. Espreitou pelo buraco da chave, e viu lá dentro uma sala com muitas mulheres trabalhando em lindos vestidos de noivado, e fazendo as roupinhas de uma criança. Teve receio de bater áquella porta, e foi rodeando o palacio, até que encontrou o hortelão, a quem pediu pousada.

O hortelão respondeu-lhe:, Você sabe em casa de quem está para vir assim pedir pousada?, O que sei é que já me não tenho de cançada; e é por uma esmola. O hortelão teve dó da rapariga e deu-lhe um canto no palheiro; ella deitou-se mais morta que viva, e ali mesmo deu um menino á luz. Tudo aquillo se transformou n’um quarto muito aceiado e rico. Quando o hortelão veiu ao outro dia, ficou pasmado com o que viu. Foi dar logo parte á rainha, que tambem quiz certificar-se da maravilha.

Quando chegou ao lugar em que estava a menina deu um grito ao vêr a criança:, Oh senhora! Quem é o pae d’este menino? A rapariga ficou muito envergonhada por não poder logo dizel-o; no meio da sua confusão contou o caso do velho Querecas. Foi então que a rainha se lembrou:, Esse menino é o retrato de meu filho, que me desappareceu, sem nunca mais saber d’elle nova má nem boa. A rainha levou a rapariga para o palacio, tratou de lavar a criança, e quando a despiu achou-lhe nas costas um grande signal.

Reparou, e viu que era um pequeno cadeado com uma chavinha. Quiz vêr se o abria, mas com receio disse á mãe que experimentasse a vêr se dava volta áquella chavinha. Logo que a mãe pegou na chave abriu o cadeado, e immediatamente se quebrou o encantamento do principe que deveu a sua liberdade ao animo d’aquella rapariga com quem casou logo. (Algarve.) Notas 2. O velho Querecas., Áparte os episodios communs a muitos contos, é este uma das fórmas do mytho de Psyche.

Gubernatis, na Mythologie zoologique (t. I, p. 437), traz uma variante d'este conto colligida em Fucecchio, na Toscana, em que o desencantamento do principe é devido á coragem da donzella. As circumstancias episodicas divergem e pertencem a outro cyclo novellesco. Um conto colligido em Cosenza, na Calabria, por Greco, traz o episodio do ruido nocturno, do pingo de cêra que acorda o mancebo, e do novello que deve guiar a menina á busca do amante.

(Gubernatis, op. cit., t. II, p. 301, nota 2.) Estas uniões mysteriosas acham-se ainda com caracter mythico, no Harivansa, entre Urvasi e Pururavas, e no Mahâbahratta, entre Çantana e a nympha das aguas; na lenda grega de Psyche, Eros desapparece, quando acorda por causa do pingo de azeite que cahiu da lampada a cuja luz foi visto. Brueyre, nos Contes populaires de la Grande Bretagne, p. 183, cita contos pertencentes a este cyclo na collecção sueca de Cavallius e Stephens, Svenska Folk-Sagor och Afventyr, traduzida por Thorpe, e na collecção noruegueza de Asbjörnsen e Moe, traduzida por George Webbe Dasent, apparece o episodio do pingo de cêra.

Sobre o evidente caracter mythico d'estas tradições, accrescenta Brueyre: «Em todas estas narrativas a felicidade dos amantes não é de longa duração, porque, apesar da fé jurada, a promessa é sempre violada, e aquelle dos amantes a quem o outro faltou á palavra, é forçado a desapparecer, apesar do ardente amor que o consomme. M. Cox demonstra que as lendas d'esta natureza são a representação do mytho celeste do Sol seguindo a Aurora, ou reciprocamente.

Muitas vezes depois da violação da promessa e da separação dos amantes o mytho continúa.» (Op. cit., p. 184.) Em um artigo sobre a Historia do Japão, cita-se tambem a lenda analoga á de Psyche: «Uma parenta do imperador era a esposa do Deus Omonomichi. Elle jámais apparecia aos olhos da princeza, pois não se encontrava com ella senão nas trevas. Uma noite ella lhe disse:, Ainda me não foi dado olhar para a tua face; rogo-te que fiques commigo até pela manhã, para eu ter a felicidade de te contemplar.

«Tanto lhe rogou, com tal ternura e taes carinhos, que o esposo cedeu e prometeu-lhe que ficava. Por fim, as primeiras claridades da Aurora entraram no aposento da impaciente princeza, mas qual foi o seu espanto quando ella descobriu, no leito, uma serpente enroscada! Soltou um grito de pavor, e a serpente transformou-se logo n'um joven formosissimo , que lhe disse com expressão de dolorosa melancholia:, Nunca mais, agora, hei-de poder estar comtigo.

E desappareceu. Abatida por tristeza incuravel a esposa solitaria a foi pouco a pouco decahindo até fallecer de paixão.» (Do viajante portuguez Mesnier, Actualidade, n.º 241, do IX anno.) O despertar por meio de um raio de luz é frequente, como na Bella Aurora (Spoleto) e La Bella Rosalinda dai capelli d'ori, e na novella dinamarqueza de Grandtovig. (Stanisláo Prato. Quattro novelline, p. 156 e 157.) Sobre as origens mythicas indo-europeias d'este Conto, vide Gubernatis, Piccola Enciclopedia indiana, p. 175, em que discute a simultaneidade da representação da Aurora e da Nuvem que desapparecem quando o Sol se mostra.

Este cyclo do Amor e Psyche foi estudado por F. Liebrecht, Zur Volkskunde (Amor und Psyche). Na versão do Algarve ha o episodio do corpo que cae aos pedaços, para experimentar a coragem da menina; é commum a varios contos, e acha-se na lenda de Athenedoro (ap. Alexander ab Alexandro, lib. III, cap. 12), que o padre Manuel Consciencia traduziu na sua Academia Universal de Erudição, p. 545.

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Contents

Contos Tradicionaes do Povo Portuguez

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  1. 01 Advertencia Preliminar 15 min
  2. 02 Da Novellistica Popular 1 hr 3 min
  3. 03 A cara de boi 10 min
  4. 04 O velho Querecas 8 min
  5. 05 O surrão 5 min
  6. 06 A saia de esquilhas 7 min
  7. 07 As trez fadas 5 min
  8. 08 A filha do rei mouro 7 min
  9. 09 As fiandeiras 5 min
  10. 10 Cravo, rosa e jasmim 9 min
  11. 11 O magico 5 min
  12. 12 O mestre das artes 6 min
  13. 13 O aprendiz do Mago 5 min
  14. 14 A bixa de sete cabeças 7 min
  15. 15 O conde-soldadinho 3 min
  16. 16 A sardinhinha 6 min
  17. 17 Maria da Silva 5 min
  18. 18 A rosa branca na bocca 3 min
  19. 19 O cavallinho das sete côres 4 min
  20. 20 A muda mudella 4 min
  21. 21 O sapatinho de setim 7 min
  22. 22 A madrasta 4 min
  23. 23 O ovo e o brilhante 3 min
  24. 24 Cabellos de ouro 4 min
  25. 25 A carpinteirasinha 3 min
  26. 26 A filha do lavrador 4 min
  27. 27 A feia que fica bonita 4 min
  28. 28 O peixinho encantado 4 min
  29. 29 O figuinho da figueira 2 min
  30. 30 A da varanda 5 min
  31. 31 A noiva formosa 3 min
  32. 32 A noiva do corvo 4 min
  33. 33 A paraboinha de ouro 4 min
  34. 34 O principe que foi correr sua ventura 11 min
  35. 35 Maria Subtil 8 min
  36. 36 O coelho branco 3 min
  37. 37 Clarinha 4 min
  38. 38 Bola-Bola 2 min
  39. 39 Linda Branca 4 min
  40. 40 O Rei-Escuta 1 min
  41. 41 As cunhadas do rei 14 min
  42. 42 Os sete encantados 3 min
  43. 43 As sonsas 4 min
  44. 44 A mão do finado 14 min
  45. 45 O rei de Napoles 8 min
  46. 46 O matador dos bichos 5 min
  47. 47 As nozes 4 min
  48. 48 As trez cidras do amor 6 min
  49. 49 A bengala de dezeseis quintaes 18 min
  50. 50 A torre de Babylonia 5 min
  51. 51 Desanda cacheira 8 min
  52. 52 O sal e a agua 4 min
  53. 53 As crianças abandonadas 4 min
  54. 54 O afilhado de Santo Antonio 3 min
  55. 55 A filha do diabo 4 min
  56. 56 As trez maçãsinhas de ouro 5 min
  57. 57 O sargento que foi ao inferno 8 min
  58. 58 A princeza que adivinha 7 min
  59. 59 A adivinha do rei 3 min
  60. 60 O boi Cardil 5 min
  61. 61 O camareiro do rei 7 min
  62. 62 O Palmeiriz d'Oliva 5 min
  63. 63 O bolo refolhado 2 min
  64. 64 A mirra 3 min
  65. 65 A mulher curiosa 2 min
  66. 66 As favas 2 min
  67. 67 A velha das gallinhas 2 min
  68. 68 A Riqueza e a Fortuna 4 min
  69. 69 Março Marçagão 2 min
  70. 70 Alegria da viuva 3 min
  71. 71 A carpideira e a viuva 1 min
  72. 72 Frei João sem cuidados 3 min
  73. 73 João Ratão (ou Grillo 3 min
  74. 74 Os trez irmãos 4 min
  75. 75 As barras de ouro 3 min
  76. 76 Pedro de Malas-Artes 7 min
  77. 77 Santa Helena 3 min
  78. 78 O guardador de porcos 3 min
  79. 79 Nascer para ser rico 5 min
  80. 80 Dom Caio 3 min
  81. 81 Os dez anõesinhos da tia Verde-Agua 3 min
  82. 82 O compadre diabo 5 min
  83. 83 Os corcundas 2 min
  84. 84 A mulher gulosa 2 min
  85. 85 As irmãs gagas 1 min
  86. 86 O tinhoso, o ranhoso e o sarnoso 1 min
  87. 87 Dá-me o meu meio tostão 3 min
  88. 88 O soldado que foi para o céo 4 min
  89. 89 O thesouro do enforcado 3 min
  90. 90 Os peixes do guardião 1 min
  91. 91 A cobra e o cordão do frade 1 min
  92. 92 O caldo de pedra 2 min
  93. 93 A enfiada de petas 3 min
  94. 94 Sempre não 3 min
  95. 95 Manoel Feijão 4 min
  96. 96 Cahiu-me na minha catulinha 2 min
  97. 97 Casar e descasar 3 min
  98. 98 O cego e o moço 1 min
  99. 99 O cego e o mealheiro 2 min
  100. 100 O avarento 2 min
  101. 101 Os trez conselhos 4 min
  102. 102 O sacco das nozes 2 min
  103. 103 O sapateiro pobre 2 min
  104. 104 O signal da Nobreza 1 min
  105. 105 A estatua que come 2 min
  106. 106 As adivinhas em anexins 2 min
  107. 107 A mulher teimosa 1 min
  108. 108 O jogo do Pira 1 min
  109. 109 O caso do tio Jorge Coutinho 3 min
  110. 110 Os dois irmãos e a mulher morta 8 min
  111. 111 Os trez patrões 1 min
  112. 112 Para quem canta o cuco? 1 min
  113. 113 Tudo andaremos 1 min
  114. 114 A mulher que cegou o marido 1 min
  115. 115 O tolo e as moscas 1 min
  116. 116 Já que tanto teima 1 min
  117. 117 Tic-taco 2 min
  118. 118 As orelhas do abbade 1 min
  119. 119 Os duzentos carneiros 1 min
  120. 120 Lenda do Paraiso 1 min
  121. 121 Lenda da mãe de Sam Pedro 2 min
  122. 122 A tunica de Christo 1 min
  123. 123 O principe mendigo 1 min
  124. 124 O lavrador e o ermitão 1 min
  125. 125 O thesouro enterrado 1 min
  126. 126 As vozes dos animaes 2 min
  127. 127 Os ditados novellescos 4 min
  128. 128 Litteratura dos Contos populares em Portugal 42 min
  129. 129 O rey Leir 2 min
  130. 130 A dama Pé de Cabra 5 min
  131. 131 A morte sem merecimento 2 min
  132. 132 A linhagem dos Marinhos 2 min
  133. 133 Exemplo do Philosopho 3 min
  134. 134 Exemplo dos trez amigos 3 min
  135. 135 Exemplo allegorico da Redempção 3 min
  136. 136 A justiça de Trajano 2 min
  137. 137 A morte dos Avarentos 2 min
  138. 138 As miserias da riqueza 3 min
  139. 139 O que Deus faz é por melhor 3 min
  140. 140 Um homem de taverna 2 min
  141. 141 Os quatro ribaldos 3 min
  142. 142 A boa andança d'este mundo 5 min
  143. 143 Os dous caminhos 2 min
  144. 144 A papisa Joanna 3 min
  145. 145 O firmal de prata 1 min
  146. 146 Os quatro ladrões 2 min
  147. 147 O cavalleiro e o pacto com o diabo 5 min
  148. 148 O diabo escudeiro 3 min
  149. 149 As maas artes das molheres 4 min
  150. 150 O rey e os cortezãos 3 min
  151. 151 As vistiduras honradas 1 min
  152. 152 Rosimunda 4 min
  153. 153 A bilha de azeite 6 min
  154. 154 O ermitão e o ladrão 2 min
  155. 155 D'aquellas sete ao dia 4 min
  156. 156 A donzella recatada 5 min
  157. 157 O odio endurecido 4 min
  158. 158 Minha mãe, calçotes 1 min
  159. 159 O real bem ganhado 7 min
  160. 160 O segredo revelado 8 min
  161. 161 A prova das laranjas 4 min
  162. 162 Os dois irmãos 14 min
  163. 163 Dom Simão 6 min
  164. 164 Os tres conselhos 12 min
  165. 165 Quanto vale a boa sogra 7 min
  166. 166 O que Deus faz é pelo melhor 4 min
  167. 167 A rainha virtuosa e as duas irmãs 13 min
  168. 168 Quem tudo quer, tudo perde 6 min
  169. 169 O falso principe e o verdadeiro 18 min
  170. 170 Constancia de Grizelia 14 min
  171. 171 O barbeiro do rei 5 min
  172. 172 O achado da bolsa 5 min
  173. 173 O capão tornado sapo 2 min
  174. 174 Os poderes do ouro 5 min
  175. 175 O thesouro escondido 1 min
  176. 176 Erramos (E Ramos? 1 min
  177. 177 O pagem da rainha 5 min
  178. 178 A ingratidão dos filhos 6 min
  179. 179 A usura de Nossa Senhora 1 min
  180. 180 O medico de boa fé 1 min
  181. 181 Não escapa de ladrão 1 min
  182. 182 A venda das gallinhas 1 min
  183. 183 O roubo do vestuario 1 min
  184. 184 A roupa dos mendigos 1 min
  185. 185 A casa dos mortos 1 min
  186. 186 As botas fiadas 1 min
  187. 187 A matrona de Epheso 1 min
  188. 188 Tejo, Douro e Guadiana 1 min
  189. 189 Lenda da Lua e da Agua 1 min
  190. 190 Lenda do Milho e do Centeio 1 min
  191. 191 Lenda das manchas da Lua 2 min
  192. 192 Lenda de Fevereiro 1 min
  193. 193 Lenda da Serpente, do Sapo e do Sardão 1 min
  194. 194 Porque os cães se cheiram 1 min
  195. 195 Lendas dos animaes 1 min
  196. 196 A prova dos lobos 1 min
  197. 197 A obra de S. Pedro 1 min
  198. 198 O canto do gallo 1 min
  199. 199 Lenda da codorniz 1 min
  200. 200 Nossa Senhora e a solha 1 min
  201. 201 Lenda do manto de Nossa Senhora 1 min
  202. 202 Lenda dos tremoços 1 min
  203. 203 Lenda de Nossa Senhora 1 min
  204. 204 A submersão das cidades 1 min
  205. 205 A lenda dos ferreiros 1 min
  206. 206 Lenda da ponte de Domingos Terne 1 min
  207. 207 Lenda da amendoeira 1 min
  208. 208 A ponte da Misarella 1 min
  209. 209 Lenda de Simancas 1 min
  210. 210 Lenda de Lamego 1 min
  211. 211 Origem do nome de Lisboa 1 min
  212. 212 A sepultura dos dois irmãos 2 min
  213. 213 Fabula da raposa e do mocho 1 min
  214. 214 A aguia e a coruja 1 min
  215. 215 A raposa e o lobo 2 min
  216. 216 A raposa no gallinheiro 1 min
  217. 217 A raposa e o gallo 1 min
  218. 218 O lobo e a ovelha 1 min
  219. 219 Notas comparativas · Part 1 1 hr 2 min
  220. 220 Notas comparativas · Part 2 54 min