Contos Tradicionaes do Povo Portuguez Constancia de Grizelia

Contos Tradicionaes do Povo Portuguez

Teófilo Braga

Constancia de Grizelia

Chapter 170 of 219 14 min aloud CC BY-SA 4.0

Em os confines de Italia, mais á parte do ponente, região alegre e deleitosa, povoada de villas e logares, habitava um excellente e formosissimo Marquez, que se chamava Valtero, homem mancebo, dotado de grandes forças e rara gentileza. Por diversas vezes indo á caça havia visto Grizelia, que morava não longe da cidade onde o Marquez tinha seus paços, com seu pae, em um logarzinho de poucos e pobres moradores, com algum gado, que com industria de Grizelia eram governados grandemente.

Era esta lavradora de bom parecer quanto á disposição e presença corporal, porém fermosa, de animo, nobre criação, raro aviso, era excellente e como era criada a todo o trabalho, não se achava em seu pensamento nenhum modo de deleite, antes um grave e varonil coração publicava em defensão de sua honestidade; era coisa de notar como estimava suas ovelhas e servia seu pae. O Marquez determinou que Grizelia fosse sua mulher; n'este comenos fez apparelhar com grande diligencia vestidos, joias e todo o mais que para tal caso convinha, os quaes vestidos mandava cortar á medida de uma criada de sua casa, semelhante á estatura de Grizelia.

Vindo o dia tão desejado em que se haviam de celebrar as bodas, accudiram ao paço muitos cavalleiros e damas ricamente vestidos, e em não saber quem seria a noiva estavam todos suspensos e maravilhados. Mas o Marquez vendo que tudo estava a ponto, tomou comsigo seis privados seus e foi-se direitamente a casa do pae de Grizelia. Tomando o velho pela mão se apartou em secreto com elle, e lhe disse:, Se assim como sou teu senhor, quererás dar-me tua filha por mulher?, Senhor, nenhuma coisa devo eu querer, senão o que tiverdes por bem., Entremos, porque diante de ti tenho necessidade de fazer certas perguntas a tua filha Grizelia.

Entrados em casa, ficando os seus cavalleiros fóra, começou sua pratica amorosamente:, Eu e teu pae somos contentes que sejaes minha mulher; creio que não sahirás de nosso contentamento; porém, eu quero saber de ti uma cousa, e é, que quando nosso casamento vier a feito, que será logo, me digas se estás prompta e apparelhada a eu fazer de ti tudo o que me bem parecer, sem por cousa nenhuma mostrares tristeza, nem em tuas palavras contradizeres cousa alguma?

A considerada donzella, cheia de vergonha e tremendo de alegria, lhe disse:, Senhor, bem sei que este favor é muito maior que meu merecimento; porém se vossa vontade e minha ventura é tal, não digo eu fazer cousa contra vosso parecer, porém nem pensal-a no pensamento; nem do que vós fizerdes contradizer-vos cousa alguma, ainda que por isso haja de receber mil mortes. Ouvindo o Marquez taes promessas, disse:, Baste isso, que não se espera menos de vosso bom entendimento.

E tomando-a pela mão, a tirou fóra diante de seus cavalleiros, dizendo-lhes:, Amigos, esta é, ainda que mal composta, minha mulher e senhora vossa; portanto amae-a e servi-a como é razão. Entonces os cavalleiros com os chapeus nas mãos se agiolharam beijando-lhe a mão com muita cortezia cada um por si. Ella abraçando um a um os alçou do chão com toda a humildade que podia ser. N'isto mandou o Marquez que um d'elles levasse secretamente a nova Marqueza ao paço e a puzesse no aposento de uma ama sua de quem muito se fiava, pera que fosse despida dos vestidos que trazia, e vestida d'aquelles ricos, que o Marquez pera aquella hora havia feito.

E despedido d'elles com a cortezia costumada se entrou em o aposento onde estavam a Grizelia vestindo e compondo pera tal effeito; a qual estava já pósta a ponto, e o Marquez lhe deu um rico anel em sinal de desposada e tomando-a pela mão sahiu com ella onde estavam já aguardando todos os cavalleiros e damas que haviam de vêr a noiva, e onde logo foram desposados por um bispo, e se celebraram as bodas, passando aquelle dia com grandes festas e prazeres.

Mostrou-se despois em pouco tempo na nobre e já feita nova Marqueza tanta graça e prudencia, que não mostrava em cousa alguma ser nacida nem doutrinada na aspereza do monte. Com tão excellente mulher vivia o Marquez em suas terras em muita paz e socego. D'ali a tempos pariu uma filha em extremo fermosa; do qual parto levou o Marquez estranho contentamento, o qual por provar sua constancia ordenou uma cousa estranha de maravilhar e não digna de louvor, que mandou a sua ama, que era mais sagaz e cautelosa, do que elle se fiava: «Que tomasse uma menina, que havia trazido do esprital fallecida d'aquella hora, e estando a Marqueza dormindo de noite na sua cama lhe tomasse sua filha e lhe puzesse aquella morta com os proprios vestidos que a sua tinha.» Feito tudo isto com a maior sagacidade, a Marqueza acordando, e achando ao seu lado a criança morta, cuidando ser sua filha começou a gritar.

O Marquez que já estava sobre aviso, acudiu muito apressado, mostrando-se muito espantado do acontecido. Elle esteve recolhido em seu aposento por espaço de alguns dias, em os quaes ordenou a um criado seu mui familiar secretario de suas cousas, levasse sua filha a elrey de Polonia, pera que a criasse em toda sorte de bons e virtuosos costumes e sobretudo a tivesse tão secreta, que ninguem soubesse cuja filha era. D'ali a quatro ou cinco dias, determinou o Marquez de visitar a Marqueza, a qual achou encerrada muy triste, e entrando mandou que todos se sahissem fóra, e elle ficando só com a Marqueza lhe começou a dizer:, Meus vassallos estão de vós mal contentes e lhe parece cousa aspera ter por senhora uma mulher baixa de rustica geração; e eu como desejo de os ter contentes e em paz, queria que vos tornasseis para casa de vosso pae.

Acabado que a Marqueza ouviu isto, nenhum sinal de turbação mostrou, antes com gentil semblante lhe respondeu:, Não ha ahi cousa nenhuma que vos agrade, que a mi me não contente; isto é que firmei no meio de meu coração quando vos dei a palavra de ser vossa mulher. Considerando o Marquez o animo e profundissima humildade de tal mulher, sem conhecer n'ella mudamento nenhum do que d'antes era, atalhou a pratica, dizendo:, Abaste por agora isto; ponha-se silencio n'este negocio até vêr se meus vassallos me tornam a importunar.

Com esta dissimulação passaram doze annos no cabo dos quaes a Marqueza pariu um filho. Ao fim de dois annos, sendo já o infante desmamado, ordenou o Marquez, por lhe dar sobresalto maior e provar sua paciencia e constancia, que se fosse a Marqueza com elle á caça de monte folgaria em extremo. Ella mui contente e festejada se vestiu mui ricamente, não deixando a seu filho. Chegados que foram ao monte, mandou o Marquez que o jantar (a causa da grande calma que fazia) se fizesse junto de urna fonte sombria e deleitosa.

E determinando sahir á caça com seus monteiros, encarregou muito a seu secretario que trabalhasse quanto possivel fosse por furtar á Marqueza o filho que sempre trazia comsigo, e vista a presente o levasse a elrey de Polonia, por que o criasse secretamente com a filha que lhe tinha mandado. O menino, levantando-se de apar da mãe, se alongou algum espaço a brincar com umas pedrinhas que ali achou; n'isto o secretario, que não estava descuidado, vendo que ninguem o podia vêr, apanhou o menino e levou-o onde o Marquez lhe tinha mandado.

Quando a Marqueza despertou, perguntando pelo menino a algumas mulheres e escudeiros que ahi estavam, e não lhe dando razão d'elle, cuidando que alguma féra o houvesse comido ou feito algum damno, os extremos que fazia eram tão grandes que dava lastima. Achegando o Marquez, e dando-lhe parte da perda de seu filho, foi tão grande o pesar que fingiu ter, que não quiz comer, nem beber, senão logo se partiu para a cidade, e a Marqueza tambem.

Passados alguns dias, lhe disse:, Grande desdita foi em haver-vos tomado por mulher, pois por vossa culpa hei perdido dois successores e herdeiros de meu estado; e meus vassallos vendo a baixeza de vossa linhagem e a negligencia que tivestes de guardar meus filhos, sou importunado d'elles que vos mande para casa de vosso pae, e me case com uma donzella, que dizem que é filha do Rei de Polonia. Portanto é necessario que despida de vossos vestidos reaes, conforme a vossa natureza vos vades para casa de vosso pae.

A isto respondeu a nobre Marqueza:, Sempre eu entendi que entre vossa grandeza e meu pouco merecer não havia proporção nenhuma. Em o demais apparelhada estou a servir a vossa desejada esposa, se fôr necessario. O Marquez como não cansado de a experimentar em diversas coisas, lhe disse:, Já que, fermosa Grizelia, vos offereceis para servir minha esposa, eu quero que fiqueis em casa a dardes ordem ao recebimento e banquetes, que se offerecerem.

Ella foi mui contente e ficou em casa feita criada e dispenseira, e n'isto com sua boa prudencia cuidava que tinha alcançado muito. N'este tempo que isto passava, mandou o Marquez a seu secretario, de quem muito se fiava, com cartas escriptas de sua mão, acompanhado de muitos cavalleiros pedindo a el-rei de Polonia lhe mandasse a filha que lhe tinha mandado. Era tão grande a amisade que elrey tinha ao Marquez, que determinou de os acompanhar e assinado certo dia tomou seu caminho, levando comsigo a donzella, que em extremo era fermosa e levava comsigo o infante seu irmão, chegando em poucos dias em presença do Marquez.

A que sabia ser Marqueza, em figura de servidora de casa, chegou a dar os parabens á noiva e fingida desposada, sem se poder fartar de louval-a de fermosa e avisada. Determinados de se assentarem a comer, revirou-se o Marquez para sua Grizelia, meio rindo, em presença de todos, lhe disse:, Que vos parece, Grizelia, esta minha desposada? não é muito fermosa?, Não cuido que se ache em todo o mundo outra que mais o seja. O Marquez vendo a generosidade com que isto dizia, e considerando aquella grande constancia de mulher tantas vezes e tão fortemente tentada da paciencia, não podendo mais dissimular a fez vir assentar a par de si, dizendo:, Oh minha nobre e amada mulher, não cuido haver homem debaixo do céo, que tantas experiencias de amor de sua mulher haja visto como eu.

Vós sois, senhora, minha mulher, nunca outra tive, nem tenho, nem terei. E esta que vós cuidaes que é minha esposa, é vossa filha, a qual fingidamente fiz que a tivesseis por morta; este é o infante vosso filho. Pois juntamente cobraes tudo, perdoae-me os desgostos que vos tenho dado, pois foram para mais fineza de vossa honra. Ouvindo isto a nobre Marqueza, de prazer perdia o sentido, e com o soberano goso de vêr seus filhos, que tantas vezes tivera por mortos, sahia fóra de seu juizo, e querendo ir-se para elles desfeita toda em lagrimas, não se pôde escusar de os abraçar muitas vezes.

Vendo isto as damas e senhoras que ali estavam, todas á porfia com muito gosto e prazer a despiram de seus fatos pobres e lhe vestiram os seus acostumados. Foi para todos um mui grande dia de alegria, e com isto viveram despois marido e mulher largos annos com muita paz. (Trancoso, Contos e Historias, Parte III, n.º V.) Notas 167. Constancia de Griselia., É notavel a relação que existe entre o texto de Trancoso e a redacção castelhana de Timoneda no seu Patrañuelo, n.º II (ed.

Ribadaneyra, p. 131). Ou Timoneda traduziu a sua versão da portugueza de Trancoso, ou ambos os auctores se serviram de uma lição commum. Esta ultima supposição parece inferir-se do folheto italiano sem data La Novella di Gualtieri, anterior aos dois. O conto de Griselides acha-se no Decameron, de Boccacio, X jornada. Du Méril, investigando as fontes tradicionaes do Decameron, cita os livros em que se acha este conto: Philippo Foresti, De plurimis claris scelestisque Mulieribus, p. 145; Bouchet, Annales d'Aquitaine, liv.

III, citam-na com realidade historica. A tradição recebeu a fórma poetica no Lais del Freisne, de Marie de France. (Oeuvres, t. I, p. 138.) Chaucer tratou este assumpto no The Clerkes Tale, e um anonymo no Gualterus and Grisalda; acha-se em uma ballada popular The Nut-Brown; representa-se nos theatros populares da Inglaterra; ha um mysterio francez de 1395, e Hans Sachs compoz uma comedia Die gedultig und gehorsam Marggräfin Griselda. (Vid.

Du Méril, Histoire de la Poesie Scandinave, p. 359 e 360.) O conto de Griselida acha-se na tradição popular da Russia, na collecção de Afanasieff, liv. 5, n.º 29, do qual Gubern. dá um resumo.

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Contents

Contos Tradicionaes do Povo Portuguez

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  1. 01 Advertencia Preliminar 15 min
  2. 02 Da Novellistica Popular 1 hr 3 min
  3. 03 A cara de boi 10 min
  4. 04 O velho Querecas 8 min
  5. 05 O surrão 5 min
  6. 06 A saia de esquilhas 7 min
  7. 07 As trez fadas 5 min
  8. 08 A filha do rei mouro 7 min
  9. 09 As fiandeiras 5 min
  10. 10 Cravo, rosa e jasmim 9 min
  11. 11 O magico 5 min
  12. 12 O mestre das artes 6 min
  13. 13 O aprendiz do Mago 5 min
  14. 14 A bixa de sete cabeças 7 min
  15. 15 O conde-soldadinho 3 min
  16. 16 A sardinhinha 6 min
  17. 17 Maria da Silva 5 min
  18. 18 A rosa branca na bocca 3 min
  19. 19 O cavallinho das sete côres 4 min
  20. 20 A muda mudella 4 min
  21. 21 O sapatinho de setim 7 min
  22. 22 A madrasta 4 min
  23. 23 O ovo e o brilhante 3 min
  24. 24 Cabellos de ouro 4 min
  25. 25 A carpinteirasinha 3 min
  26. 26 A filha do lavrador 4 min
  27. 27 A feia que fica bonita 4 min
  28. 28 O peixinho encantado 4 min
  29. 29 O figuinho da figueira 2 min
  30. 30 A da varanda 5 min
  31. 31 A noiva formosa 3 min
  32. 32 A noiva do corvo 4 min
  33. 33 A paraboinha de ouro 4 min
  34. 34 O principe que foi correr sua ventura 11 min
  35. 35 Maria Subtil 8 min
  36. 36 O coelho branco 3 min
  37. 37 Clarinha 4 min
  38. 38 Bola-Bola 2 min
  39. 39 Linda Branca 4 min
  40. 40 O Rei-Escuta 1 min
  41. 41 As cunhadas do rei 14 min
  42. 42 Os sete encantados 3 min
  43. 43 As sonsas 4 min
  44. 44 A mão do finado 14 min
  45. 45 O rei de Napoles 8 min
  46. 46 O matador dos bichos 5 min
  47. 47 As nozes 4 min
  48. 48 As trez cidras do amor 6 min
  49. 49 A bengala de dezeseis quintaes 18 min
  50. 50 A torre de Babylonia 5 min
  51. 51 Desanda cacheira 8 min
  52. 52 O sal e a agua 4 min
  53. 53 As crianças abandonadas 4 min
  54. 54 O afilhado de Santo Antonio 3 min
  55. 55 A filha do diabo 4 min
  56. 56 As trez maçãsinhas de ouro 5 min
  57. 57 O sargento que foi ao inferno 8 min
  58. 58 A princeza que adivinha 7 min
  59. 59 A adivinha do rei 3 min
  60. 60 O boi Cardil 5 min
  61. 61 O camareiro do rei 7 min
  62. 62 O Palmeiriz d'Oliva 5 min
  63. 63 O bolo refolhado 2 min
  64. 64 A mirra 3 min
  65. 65 A mulher curiosa 2 min
  66. 66 As favas 2 min
  67. 67 A velha das gallinhas 2 min
  68. 68 A Riqueza e a Fortuna 4 min
  69. 69 Março Marçagão 2 min
  70. 70 Alegria da viuva 3 min
  71. 71 A carpideira e a viuva 1 min
  72. 72 Frei João sem cuidados 3 min
  73. 73 João Ratão (ou Grillo 3 min
  74. 74 Os trez irmãos 4 min
  75. 75 As barras de ouro 3 min
  76. 76 Pedro de Malas-Artes 7 min
  77. 77 Santa Helena 3 min
  78. 78 O guardador de porcos 3 min
  79. 79 Nascer para ser rico 5 min
  80. 80 Dom Caio 3 min
  81. 81 Os dez anõesinhos da tia Verde-Agua 3 min
  82. 82 O compadre diabo 5 min
  83. 83 Os corcundas 2 min
  84. 84 A mulher gulosa 2 min
  85. 85 As irmãs gagas 1 min
  86. 86 O tinhoso, o ranhoso e o sarnoso 1 min
  87. 87 Dá-me o meu meio tostão 3 min
  88. 88 O soldado que foi para o céo 4 min
  89. 89 O thesouro do enforcado 3 min
  90. 90 Os peixes do guardião 1 min
  91. 91 A cobra e o cordão do frade 1 min
  92. 92 O caldo de pedra 2 min
  93. 93 A enfiada de petas 3 min
  94. 94 Sempre não 3 min
  95. 95 Manoel Feijão 4 min
  96. 96 Cahiu-me na minha catulinha 2 min
  97. 97 Casar e descasar 3 min
  98. 98 O cego e o moço 1 min
  99. 99 O cego e o mealheiro 2 min
  100. 100 O avarento 2 min
  101. 101 Os trez conselhos 4 min
  102. 102 O sacco das nozes 2 min
  103. 103 O sapateiro pobre 2 min
  104. 104 O signal da Nobreza 1 min
  105. 105 A estatua que come 2 min
  106. 106 As adivinhas em anexins 2 min
  107. 107 A mulher teimosa 1 min
  108. 108 O jogo do Pira 1 min
  109. 109 O caso do tio Jorge Coutinho 3 min
  110. 110 Os dois irmãos e a mulher morta 8 min
  111. 111 Os trez patrões 1 min
  112. 112 Para quem canta o cuco? 1 min
  113. 113 Tudo andaremos 1 min
  114. 114 A mulher que cegou o marido 1 min
  115. 115 O tolo e as moscas 1 min
  116. 116 Já que tanto teima 1 min
  117. 117 Tic-taco 2 min
  118. 118 As orelhas do abbade 1 min
  119. 119 Os duzentos carneiros 1 min
  120. 120 Lenda do Paraiso 1 min
  121. 121 Lenda da mãe de Sam Pedro 2 min
  122. 122 A tunica de Christo 1 min
  123. 123 O principe mendigo 1 min
  124. 124 O lavrador e o ermitão 1 min
  125. 125 O thesouro enterrado 1 min
  126. 126 As vozes dos animaes 2 min
  127. 127 Os ditados novellescos 4 min
  128. 128 Litteratura dos Contos populares em Portugal 42 min
  129. 129 O rey Leir 2 min
  130. 130 A dama Pé de Cabra 5 min
  131. 131 A morte sem merecimento 2 min
  132. 132 A linhagem dos Marinhos 2 min
  133. 133 Exemplo do Philosopho 3 min
  134. 134 Exemplo dos trez amigos 3 min
  135. 135 Exemplo allegorico da Redempção 3 min
  136. 136 A justiça de Trajano 2 min
  137. 137 A morte dos Avarentos 2 min
  138. 138 As miserias da riqueza 3 min
  139. 139 O que Deus faz é por melhor 3 min
  140. 140 Um homem de taverna 2 min
  141. 141 Os quatro ribaldos 3 min
  142. 142 A boa andança d'este mundo 5 min
  143. 143 Os dous caminhos 2 min
  144. 144 A papisa Joanna 3 min
  145. 145 O firmal de prata 1 min
  146. 146 Os quatro ladrões 2 min
  147. 147 O cavalleiro e o pacto com o diabo 5 min
  148. 148 O diabo escudeiro 3 min
  149. 149 As maas artes das molheres 4 min
  150. 150 O rey e os cortezãos 3 min
  151. 151 As vistiduras honradas 1 min
  152. 152 Rosimunda 4 min
  153. 153 A bilha de azeite 6 min
  154. 154 O ermitão e o ladrão 2 min
  155. 155 D'aquellas sete ao dia 4 min
  156. 156 A donzella recatada 5 min
  157. 157 O odio endurecido 4 min
  158. 158 Minha mãe, calçotes 1 min
  159. 159 O real bem ganhado 7 min
  160. 160 O segredo revelado 8 min
  161. 161 A prova das laranjas 4 min
  162. 162 Os dois irmãos 14 min
  163. 163 Dom Simão 6 min
  164. 164 Os tres conselhos 12 min
  165. 165 Quanto vale a boa sogra 7 min
  166. 166 O que Deus faz é pelo melhor 4 min
  167. 167 A rainha virtuosa e as duas irmãs 13 min
  168. 168 Quem tudo quer, tudo perde 6 min
  169. 169 O falso principe e o verdadeiro 18 min
  170. 170 Constancia de Grizelia 14 min
  171. 171 O barbeiro do rei 5 min
  172. 172 O achado da bolsa 5 min
  173. 173 O capão tornado sapo 2 min
  174. 174 Os poderes do ouro 5 min
  175. 175 O thesouro escondido 1 min
  176. 176 Erramos (E Ramos? 1 min
  177. 177 O pagem da rainha 5 min
  178. 178 A ingratidão dos filhos 6 min
  179. 179 A usura de Nossa Senhora 1 min
  180. 180 O medico de boa fé 1 min
  181. 181 Não escapa de ladrão 1 min
  182. 182 A venda das gallinhas 1 min
  183. 183 O roubo do vestuario 1 min
  184. 184 A roupa dos mendigos 1 min
  185. 185 A casa dos mortos 1 min
  186. 186 As botas fiadas 1 min
  187. 187 A matrona de Epheso 1 min
  188. 188 Tejo, Douro e Guadiana 1 min
  189. 189 Lenda da Lua e da Agua 1 min
  190. 190 Lenda do Milho e do Centeio 1 min
  191. 191 Lenda das manchas da Lua 2 min
  192. 192 Lenda de Fevereiro 1 min
  193. 193 Lenda da Serpente, do Sapo e do Sardão 1 min
  194. 194 Porque os cães se cheiram 1 min
  195. 195 Lendas dos animaes 1 min
  196. 196 A prova dos lobos 1 min
  197. 197 A obra de S. Pedro 1 min
  198. 198 O canto do gallo 1 min
  199. 199 Lenda da codorniz 1 min
  200. 200 Nossa Senhora e a solha 1 min
  201. 201 Lenda do manto de Nossa Senhora 1 min
  202. 202 Lenda dos tremoços 1 min
  203. 203 Lenda de Nossa Senhora 1 min
  204. 204 A submersão das cidades 1 min
  205. 205 A lenda dos ferreiros 1 min
  206. 206 Lenda da ponte de Domingos Terne 1 min
  207. 207 Lenda da amendoeira 1 min
  208. 208 A ponte da Misarella 1 min
  209. 209 Lenda de Simancas 1 min
  210. 210 Lenda de Lamego 1 min
  211. 211 Origem do nome de Lisboa 1 min
  212. 212 A sepultura dos dois irmãos 2 min
  213. 213 Fabula da raposa e do mocho 1 min
  214. 214 A aguia e a coruja 1 min
  215. 215 A raposa e o lobo 2 min
  216. 216 A raposa no gallinheiro 1 min
  217. 217 A raposa e o gallo 1 min
  218. 218 O lobo e a ovelha 1 min
  219. 219 Notas comparativas · Part 1 1 hr 2 min
  220. 220 Notas comparativas · Part 2 54 min