Contos Tradicionaes do Povo Portuguez O falso principe e o verdadeiro

Contos Tradicionaes do Povo Portuguez

Teófilo Braga

O falso principe e o verdadeiro

Chapter 169 of 219 18 min aloud CC BY-SA 4.0

Acabado de repousar a sesta um rei viuvo, que já sahia fóra da camara para a guarda roupa, muitos fidalgos mancebos lhe apresentaram um, que traziam ante si preso, e póstos ante elle lhe disseram:, Senhor, estando agora na sala grande jogando á péla o princepe com este fidalgo e outros, sobre uma chaça vieram a ter differença no jogo, e tanta que o Princepe manencorio contra elle o affrontou e lhe disse palavras muito feias e mal ditas, que este fidalgo alevantou a mão e lhe deu tão grande punhada no rosto, que lhe ensanguentou os narizes e bocca, cousa que a todos nos pareceu tão mal que o queriamos matar por isso, e o fizeramos se não fôra pelo Duque seu avô, que com grandes brados se poz no meio, dizendo: Que pois sua alteza estava na terra não quizesse mos nós tirar-lhe seu mando.

Elrei que o ouviu entendeu bem o caso, e disse:, E o princepe a esse tempo não tinha comsigo nenhumas armas? Ou como lhe não tirou a vida?, Armas, tinha; que sempre traz adaga na cinta; porém tanto que se viu ensangentado se poz a um canto da sala a chorar, coisa que de todos lhe foi muito estranhada. Elrey deixando passar um pequeno espaço em o qual deu logar a apartar de si a grande ira que com a supita menencoria tinha concebida contra o fidalgo, e socegado no espirito, disse:, Affirmo-vos, em verdade, que mais quizera que me dissesseis que o principe era morto, ainda que não tenho outro filho, que saber que soffreu essa injuria tamanha sem se vingar d'ella.

Quero que seja ouvido este fidalgo ante os meus desembargadores, guardando-lhe tambem a elle seu direito e justiça, que creio não terá nenhuma desculpa que o escuse de morte, havendo feito tão grande delicto como fez. E ainda que o mancebo a este tempo quizera responder, elrey o não quiz ouvir, mas mandou-o ter preso e arrecadado com grande guarda; porém que se quizesse ir a alguma parte da cidade que o levassem com muito resguardo e segurança, e que esta prisão fosse por quinze dias, dentro dos quaes se provesse do que lhe cumprisse, e no cabo se apresentasse ante elle e os seus desembargadores.

Muitos fidalgos que se acharam presentes acompanharam a este mancebo e lhe aconselhavam que se fosse, porque o podia fazer não sómente da cidade mas do reino até á raia na fronte ira dos imigos, onde trabalhando em armas na guerra podia fazer cousa com que elrey lhe perdoasse o mal que fizera, o que elle não acceitou nem quiz nunca quebrar a prisam que lhe deram. E assi se lhe passaram os catorze dias do praso em os quaes, ainda que buscou conselho de letrados e fidalgos para sua salvação, não achou quem lhe aconselhasse cousa que o satisfizesse, nem desculpa do delicto, porque a todos parecia caso de morte.

E muy inteiro n'esta tenção sabia alguns dias de sua pousada acompanhado de seus guardadores por se desagastar, e para vêr se achava quem lhe abrisse algum caminho como parecesse mais despejado diante de elrey. Recolhendo-se quasi noite encontrou á porta de um Mosteiro uma mulher muito velha, que ao parecer seria de noventa annos, muito feia, secca e mal arroupada, e ella que o estava esperando, chegou-se a elle e disse-lhe:, Senhor, eu vos faço saber que sei a pressa em que andaes e o remedio que tendes para sobrar vossa vida do caso que vos aconteceu; para o qual não achareis no mundo quem vos aconselhe o que vos cumpre senão eu, e seguindo a ordem do meu conselho sereis livre d'esta affronta e ficareis o mais honrado de vossa geração.

Porém, antes de tudo, para que eu tenha razão de vos dar a industria e modo que necessario é n'este caso, convém que façaes por mim o que vos eu pedir. O fidalgo tanto que a ouviu e entendeu o que lhe dizia, foi em extremo ledo, promettendo-lhe de fazer por ella tudo o que lhe mandasse; porém ella disse que havia de ser logo, e que o que lhe pedia era que a recebesse por sua mulher, do qual elle se maravilhou muito e respondeu:, Deixando á parte a calidade das pessoas em que não fallo, vossa edade não conforma com a minha, que eu ainda não fiz vinte annos e vós pareceis de cento ou quasi, pelo qual não posso casar comvosco.

Ella se mostrou muito agastada e respondeu:, Embora; e vós engeitaes-me por velha, pois eu vos certifico que me haveis de rogar e receber, se não que ireis a casar com a picóta, que é mais antigua deixando-lhe lá a cabeça por arras. E assi se apartou d'elle, indo muito direita pelas ruas. O fidalgo, que com as suas palavras estava já esforçado e com esperança da vida, vendo-a ir, e temendo se fosse ficaria sem remedio, foi-se após ella com tenção de lhe prometter o que pedia, e tanto a seguiu, que a alcançou e lhe disse:, Senhora, perdoae-me não acceitar antes de agora o que me pedistes, que eu conheço que errei e quero fazer o que me mandardes.

E assim se foi ella a sua pousada e ali em mãos do cura prometteu e jurou de a receber por sua mulher; porque sem isto não lhe quiz ella dizer cousa alguma. E tanto que perante testemunhas foram jurados, ella lhe aconselhou o que devia de fazer aquella noite e o que havia de dizer ao outro dia apresentando-se na relação diante de elrei. Vindo a menhã, quando foram horas e soube que estava elrey com os desembargadores na casa de despacho se foi lá, e lhe fez saber que estava ali, que se vinha livrar.

Elrey mandou que entrasse, maravilhando-se todos de sua ousadia; e elle entrando disse o seguinte:, Mui alto e poderoso rei e senhor nosso, ainda que vossa alteza está manencorio, a seu parecer com rasão, se me ouvir diante d'estes fidalgos e letrados com animo desapaixonado, e de sua pessoa que será a principal testemunha do que disser, ficarei desculpado e corri muita honra; para o qual somente lhe peço por mercê me queira ouvir, até que acabe de todo o que quero dizer: Havendo quatro annos, pouco mais, que vossa alteza era casado com a rainha, vendo que ella não paria, desejoso de ter filhos era afeiçoado a mulheres, e a ella não mostrava tanto amor como no principio.

Por lhe ganhar a vontade, aconselhada de outras mulheres se fingiu prenhe, e assim haveria princepe no reino e vossa alteza lhe teria mais amor. O que tudo se ordenou e fez como ella pedia, e as parteiras lhe trouxeram um filho de uma pobre mulher, que morava fóra dos muros da cidade, cujo marido era um cavouqueiro. Isto tudo se fez com tanto segredo, que nunca té hoje foi descoberto. Com esta imaginação a rainha adoeceu de enfermidade de que morreu, dando primeiro conta a seu confessor do que fizera.

Verificado não ser princepe o que cuidavam que o era, ficará o meu caso menos grave e eu não merecendo tanta pena por sua parte. E se vossa alteza não se enfada, ainda lhe direi adiante outras novidades maiores do tempo e de mi, que fazem ao caso e folgue de as saber. Elrey lhe disse:, Por certo, que o que até aqui me dissestes foi tanto e estou d'isso, tão espantado e triste, que não posso imaginar que possaes dizer adiante cousa maior, nem que eu receba alegria; porém, por saber que é, e por vos ouvir como tenho promettido, dizei., Saberá vossa alteza, que havendo quasi dous mezes que a rainha se fazia prenhe, por encobrir melhor o engano não consentia que houvesse mais ajuntamento, e pela não anojar, se foi para fóra d'esta côrte vossa alteza e assi andando pelas terras do Duque meu avô mandou rodear a cêrca por vêr se havia entrada no pomar; e achando-lhe uma pequena porta a fez lançar fóra do couce, e aberta viu que andavam dentro mulheres, e uma donzella muito fermosa, que n'aquelle tempo seria de catorze annos, e peitando com joias e dinheiro aquellas que a deveram guardar, a meteu na casa do pomareiro, e ali houve ajuntamento e lhe deu estes tres anneis que vossa alteza levava nos dedos, e esta cadêa com esta cruz e lhe descobriu que elle era rei, ainda que ella não lhe quiz dizer quem era, por que ficou tam anojada de seu corrompimento, recolheu-se em casa sem tornar mais em sua vida ao pomar.

Seu pae, que é o Duque meu avô, tomou isto muito mal, porque minha mãe se determinou de não casar, e como o duque não tem outro filho nem filha senão minha mãe, e sabia ser eu seu neto, criou-me com mimo, pois sou com verdade filho de vossa alteza, e veja se conhece estes anneis, cadeia e cruz. E assi sendo isto verdade, como é, já vê que este que até agora se teve por princepe o não é, que se o fôra não couberam em sua bocca as palauras torpes e vis que me disse.

E com isto se poz em giolhos na alcatifa que estava aos pés delrey; admirados ficaram todos os desembargadores e fidalgos que estavam presentes, em especial sua alteza, que então se lhe representou diante dos olhos aquella donzella fermosa e como a houvera n'aquelle pomar, e as muitas vezes que desejou saber quem era; lembrou-se que elle dera aquellas joias, conheceu-as e considerando o mais que fica dito, teve para si que aquelle que tinha diante dos olhos era seu verdadeiro filho, e quanto ao mais do que estava em posse de princepe fizeram-se as diligencias necessarias, e de um em outro se soube a verdade, e o mancebo foi julgado por sem culpa do passado, e do presente lhe fizeram grandes honras, jurando-o por princepe do reino para o haver depois da morte de seu pae.

Mandou elrey o mancebo que até então tivera o principado e sua mãe com todas as pessoas que foram ao conselho e consentimento de o trazer por filho de elrey, se fossem da terra e os mandou levar a uma ilha donde nunca mais nenhum tornou á côrte. Estando sobre mesa com grande contentamento, elrey quiz saber como e por quem fora descuberto a seu filho, que o era e não o outro, rogando ao princepe lh'o contasse. Contou como á porta de sua casa achara aquella velha que lhe descobriu o caso miudamente, e que ella lhe ensinou que fosse pedir aquellas joias a sua mãe, e tambem tudo o mais que até então tinha dito e feito, e lhe descobriu como para isso elle lhe jurara casar com ella, porém que o não faria pela disformidade das edades baixeza e fealdade d'ella, e não tinha tenção de casar senão quando e com quem sua alteza ordenasse.

Elrey lhe disse:, Já que lh'o jurastes de a receber e ella cumpriu o que vos prometteu, seja quem fôr, cumpri vossa palavra. Fez elrey que a velha viesse ao paço, e foi recebida por mulher do princepe, o qual ficou d'isto tão triste como já fôra ledo com o socego de seu conselho. O princepe e ella foram levados a uma camara rica donde tinham seu leito, em que o princepe se deitou com mostras de tanto pesar por se vêr casado contra seu gosto, que ninguem lhe podia vêr o rosto, nem elle quiz vêr o da princeza, mas deitado na cama virando-se para a dianteira e ella da outra parte voltada para a parede estiveram sem se verem nem fallarem um ao outro esta noite e outras muitas.

Uma noite, estando o princepe e a princeza na cama, segundo seu costume, ou viu um rumor na camara, e era tal, que parecendo-lhe fosse alguma treição se ergueu do leito, e com a espada na mão foi para aquella parte adonde o rumor parecia, e ali nem em toda a casa não havia cousa que se podesse temer, nem mostras que dessem suspeita do que fôra, que elle pôde vêr tudo bem porque tinha um brandão acceso que alumiava a casa toda. Vista a quietação, deixou a espada e tornou-se ao leito, e como a este tornar levasse o rosto para a cama donde a princeza jazia, ainda que estava virada para a parede viu-lhe a cabeça em que tinha uma coifa feita de ouro tirado com algumas perolas riquissimas que davam de si muito lustro e faziam que os fermosos cabellos, que estavam debaixo se differençassem na côr do ouro.

Elle vendo o resplendor da coifa, sem saber determinar comsigo o que seria aquillo, considerando que a velha tinha os cabellos muito alvos, desejou affirmar-se que era o que via, chegou mais perto, viu-lhe o rosto muito alvo e fermoso. Ficou mais maravilhado do que se póde imaginar, porque viu que era a mais fermosa e bella criatura que seus olhos viram. Não podia acabar comsigo de crêr que aquella fosse a velha, que elle cuidava tinha comsigo, porque lhe parecia, como na verdade era, moça que não passava de catorze annos, alva e loura.

Vista pelo princepe a fermosa dama que tinha com sigo, pediu-lhe se voltasse pera elle; por que se não desconcertasse no termo, inda que era sua mulher e elle seu marido, conhecendo que era acabado o tempo de seu encantamento, lhe disse:, Senhor, quem me desconhece de dia na sua sala por velha, não é rasão que me venere e conheça em outra parte por moça e fermosa; pelo que vossa alteza não haverá de mim mais do que até agora houve sem se determinar de duas cousas qualquer: Se me quer esta que ora me vê de noite comsigo na cama, e que me hade soffrer de dia velha e fêa na sala; ou pelo contrario, ter-me na sala de dia esta moça e fermosa, e na cama de noite velha e fêa.

E como se determinar no caso assi lhe responderei e direi o que hade fazer ao diante. O princepe, que já a este tempo estava tão namorado d'ella, que por nenhum preço a queria perder, nem aventurar-se a isso, lhe respondeu:, Seja eu tão ditoso que vos não perca, e no mais vos quero como vós quizerdes que vos queira, porque em vossa vontade deixo a minha, e essa quero seguir toda a minha vida. A este tempo ficou a princeza muito leda, e logo disse:, Pois senhor, de hoje para sempre serei esta que aqui me vêdes e não parecia, porque já é acabado meu encantamento.

Parece cousa tão contra rasão vêr-me hontem velha e fêa e hoje moça e fermosa; é necessario dizer-vos quem sou. Elrey de Granada é meu pae; sendo eu de sete mezes, estando no berço a deshoras a ama que me criava viu que em um instante se me mudou a côr e se me arrugou a pelle de maneira que me tornei logo velha muito fêa; minha ama deu logo grandes brados, aos quaes accudiram elrey e a rainha, e ainda que a ama lhes disse o que vira disseram elles que não era possivel senão que alguma cousa má lhe levara a filha, e logo lançaram fóra de casa a ama, queixosos d'ella, que saiu commigo do paço, e buscou quanto a ella foi possivel, quem lhe dissesse que cousa fôra aquella e o remedio que tinha, e achou um velho que lhe disse, que antes de quinze annos de minha edade seria livre e com muito contentamento, porque aquillo fôra feito por ciumes de uma mulher com quem meu pae antes de casar tivera conversação; e aconselhou a minha ama me trouxesse a esta cidade, porque aqui haveria fim meu trabalho e eu ficaria livre.

Todos folgaram muito de saber que era de tão alto sangue; despediram logo mensageiros que o fizeram saber aos reis de Granada, os quaes levaram tanto gosto d'isso, que não se poderam ter sem virem alli donde viram a filha e genro e aos Reis seus sogros. Trancoso, Contos e Historias, P. III, conto I) Notas 166. O falso principe e o verdadeiro., Sobre o thema tradicional de um principe que se dá a conhecer pela sua valentia, vide o n.º 44.

Em um conto da Edade media, que vem no Novellino, e no Baculo Pastoral, o principe é ensinado por um mestre, que tem mais doze discipulos em quem bate quando o principe erra a lição.

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Contents

Contos Tradicionaes do Povo Portuguez

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  1. 01 Advertencia Preliminar 15 min
  2. 02 Da Novellistica Popular 1 hr 3 min
  3. 03 A cara de boi 10 min
  4. 04 O velho Querecas 8 min
  5. 05 O surrão 5 min
  6. 06 A saia de esquilhas 7 min
  7. 07 As trez fadas 5 min
  8. 08 A filha do rei mouro 7 min
  9. 09 As fiandeiras 5 min
  10. 10 Cravo, rosa e jasmim 9 min
  11. 11 O magico 5 min
  12. 12 O mestre das artes 6 min
  13. 13 O aprendiz do Mago 5 min
  14. 14 A bixa de sete cabeças 7 min
  15. 15 O conde-soldadinho 3 min
  16. 16 A sardinhinha 6 min
  17. 17 Maria da Silva 5 min
  18. 18 A rosa branca na bocca 3 min
  19. 19 O cavallinho das sete côres 4 min
  20. 20 A muda mudella 4 min
  21. 21 O sapatinho de setim 7 min
  22. 22 A madrasta 4 min
  23. 23 O ovo e o brilhante 3 min
  24. 24 Cabellos de ouro 4 min
  25. 25 A carpinteirasinha 3 min
  26. 26 A filha do lavrador 4 min
  27. 27 A feia que fica bonita 4 min
  28. 28 O peixinho encantado 4 min
  29. 29 O figuinho da figueira 2 min
  30. 30 A da varanda 5 min
  31. 31 A noiva formosa 3 min
  32. 32 A noiva do corvo 4 min
  33. 33 A paraboinha de ouro 4 min
  34. 34 O principe que foi correr sua ventura 11 min
  35. 35 Maria Subtil 8 min
  36. 36 O coelho branco 3 min
  37. 37 Clarinha 4 min
  38. 38 Bola-Bola 2 min
  39. 39 Linda Branca 4 min
  40. 40 O Rei-Escuta 1 min
  41. 41 As cunhadas do rei 14 min
  42. 42 Os sete encantados 3 min
  43. 43 As sonsas 4 min
  44. 44 A mão do finado 14 min
  45. 45 O rei de Napoles 8 min
  46. 46 O matador dos bichos 5 min
  47. 47 As nozes 4 min
  48. 48 As trez cidras do amor 6 min
  49. 49 A bengala de dezeseis quintaes 18 min
  50. 50 A torre de Babylonia 5 min
  51. 51 Desanda cacheira 8 min
  52. 52 O sal e a agua 4 min
  53. 53 As crianças abandonadas 4 min
  54. 54 O afilhado de Santo Antonio 3 min
  55. 55 A filha do diabo 4 min
  56. 56 As trez maçãsinhas de ouro 5 min
  57. 57 O sargento que foi ao inferno 8 min
  58. 58 A princeza que adivinha 7 min
  59. 59 A adivinha do rei 3 min
  60. 60 O boi Cardil 5 min
  61. 61 O camareiro do rei 7 min
  62. 62 O Palmeiriz d'Oliva 5 min
  63. 63 O bolo refolhado 2 min
  64. 64 A mirra 3 min
  65. 65 A mulher curiosa 2 min
  66. 66 As favas 2 min
  67. 67 A velha das gallinhas 2 min
  68. 68 A Riqueza e a Fortuna 4 min
  69. 69 Março Marçagão 2 min
  70. 70 Alegria da viuva 3 min
  71. 71 A carpideira e a viuva 1 min
  72. 72 Frei João sem cuidados 3 min
  73. 73 João Ratão (ou Grillo 3 min
  74. 74 Os trez irmãos 4 min
  75. 75 As barras de ouro 3 min
  76. 76 Pedro de Malas-Artes 7 min
  77. 77 Santa Helena 3 min
  78. 78 O guardador de porcos 3 min
  79. 79 Nascer para ser rico 5 min
  80. 80 Dom Caio 3 min
  81. 81 Os dez anõesinhos da tia Verde-Agua 3 min
  82. 82 O compadre diabo 5 min
  83. 83 Os corcundas 2 min
  84. 84 A mulher gulosa 2 min
  85. 85 As irmãs gagas 1 min
  86. 86 O tinhoso, o ranhoso e o sarnoso 1 min
  87. 87 Dá-me o meu meio tostão 3 min
  88. 88 O soldado que foi para o céo 4 min
  89. 89 O thesouro do enforcado 3 min
  90. 90 Os peixes do guardião 1 min
  91. 91 A cobra e o cordão do frade 1 min
  92. 92 O caldo de pedra 2 min
  93. 93 A enfiada de petas 3 min
  94. 94 Sempre não 3 min
  95. 95 Manoel Feijão 4 min
  96. 96 Cahiu-me na minha catulinha 2 min
  97. 97 Casar e descasar 3 min
  98. 98 O cego e o moço 1 min
  99. 99 O cego e o mealheiro 2 min
  100. 100 O avarento 2 min
  101. 101 Os trez conselhos 4 min
  102. 102 O sacco das nozes 2 min
  103. 103 O sapateiro pobre 2 min
  104. 104 O signal da Nobreza 1 min
  105. 105 A estatua que come 2 min
  106. 106 As adivinhas em anexins 2 min
  107. 107 A mulher teimosa 1 min
  108. 108 O jogo do Pira 1 min
  109. 109 O caso do tio Jorge Coutinho 3 min
  110. 110 Os dois irmãos e a mulher morta 8 min
  111. 111 Os trez patrões 1 min
  112. 112 Para quem canta o cuco? 1 min
  113. 113 Tudo andaremos 1 min
  114. 114 A mulher que cegou o marido 1 min
  115. 115 O tolo e as moscas 1 min
  116. 116 Já que tanto teima 1 min
  117. 117 Tic-taco 2 min
  118. 118 As orelhas do abbade 1 min
  119. 119 Os duzentos carneiros 1 min
  120. 120 Lenda do Paraiso 1 min
  121. 121 Lenda da mãe de Sam Pedro 2 min
  122. 122 A tunica de Christo 1 min
  123. 123 O principe mendigo 1 min
  124. 124 O lavrador e o ermitão 1 min
  125. 125 O thesouro enterrado 1 min
  126. 126 As vozes dos animaes 2 min
  127. 127 Os ditados novellescos 4 min
  128. 128 Litteratura dos Contos populares em Portugal 42 min
  129. 129 O rey Leir 2 min
  130. 130 A dama Pé de Cabra 5 min
  131. 131 A morte sem merecimento 2 min
  132. 132 A linhagem dos Marinhos 2 min
  133. 133 Exemplo do Philosopho 3 min
  134. 134 Exemplo dos trez amigos 3 min
  135. 135 Exemplo allegorico da Redempção 3 min
  136. 136 A justiça de Trajano 2 min
  137. 137 A morte dos Avarentos 2 min
  138. 138 As miserias da riqueza 3 min
  139. 139 O que Deus faz é por melhor 3 min
  140. 140 Um homem de taverna 2 min
  141. 141 Os quatro ribaldos 3 min
  142. 142 A boa andança d'este mundo 5 min
  143. 143 Os dous caminhos 2 min
  144. 144 A papisa Joanna 3 min
  145. 145 O firmal de prata 1 min
  146. 146 Os quatro ladrões 2 min
  147. 147 O cavalleiro e o pacto com o diabo 5 min
  148. 148 O diabo escudeiro 3 min
  149. 149 As maas artes das molheres 4 min
  150. 150 O rey e os cortezãos 3 min
  151. 151 As vistiduras honradas 1 min
  152. 152 Rosimunda 4 min
  153. 153 A bilha de azeite 6 min
  154. 154 O ermitão e o ladrão 2 min
  155. 155 D'aquellas sete ao dia 4 min
  156. 156 A donzella recatada 5 min
  157. 157 O odio endurecido 4 min
  158. 158 Minha mãe, calçotes 1 min
  159. 159 O real bem ganhado 7 min
  160. 160 O segredo revelado 8 min
  161. 161 A prova das laranjas 4 min
  162. 162 Os dois irmãos 14 min
  163. 163 Dom Simão 6 min
  164. 164 Os tres conselhos 12 min
  165. 165 Quanto vale a boa sogra 7 min
  166. 166 O que Deus faz é pelo melhor 4 min
  167. 167 A rainha virtuosa e as duas irmãs 13 min
  168. 168 Quem tudo quer, tudo perde 6 min
  169. 169 O falso principe e o verdadeiro 18 min
  170. 170 Constancia de Grizelia 14 min
  171. 171 O barbeiro do rei 5 min
  172. 172 O achado da bolsa 5 min
  173. 173 O capão tornado sapo 2 min
  174. 174 Os poderes do ouro 5 min
  175. 175 O thesouro escondido 1 min
  176. 176 Erramos (E Ramos? 1 min
  177. 177 O pagem da rainha 5 min
  178. 178 A ingratidão dos filhos 6 min
  179. 179 A usura de Nossa Senhora 1 min
  180. 180 O medico de boa fé 1 min
  181. 181 Não escapa de ladrão 1 min
  182. 182 A venda das gallinhas 1 min
  183. 183 O roubo do vestuario 1 min
  184. 184 A roupa dos mendigos 1 min
  185. 185 A casa dos mortos 1 min
  186. 186 As botas fiadas 1 min
  187. 187 A matrona de Epheso 1 min
  188. 188 Tejo, Douro e Guadiana 1 min
  189. 189 Lenda da Lua e da Agua 1 min
  190. 190 Lenda do Milho e do Centeio 1 min
  191. 191 Lenda das manchas da Lua 2 min
  192. 192 Lenda de Fevereiro 1 min
  193. 193 Lenda da Serpente, do Sapo e do Sardão 1 min
  194. 194 Porque os cães se cheiram 1 min
  195. 195 Lendas dos animaes 1 min
  196. 196 A prova dos lobos 1 min
  197. 197 A obra de S. Pedro 1 min
  198. 198 O canto do gallo 1 min
  199. 199 Lenda da codorniz 1 min
  200. 200 Nossa Senhora e a solha 1 min
  201. 201 Lenda do manto de Nossa Senhora 1 min
  202. 202 Lenda dos tremoços 1 min
  203. 203 Lenda de Nossa Senhora 1 min
  204. 204 A submersão das cidades 1 min
  205. 205 A lenda dos ferreiros 1 min
  206. 206 Lenda da ponte de Domingos Terne 1 min
  207. 207 Lenda da amendoeira 1 min
  208. 208 A ponte da Misarella 1 min
  209. 209 Lenda de Simancas 1 min
  210. 210 Lenda de Lamego 1 min
  211. 211 Origem do nome de Lisboa 1 min
  212. 212 A sepultura dos dois irmãos 2 min
  213. 213 Fabula da raposa e do mocho 1 min
  214. 214 A aguia e a coruja 1 min
  215. 215 A raposa e o lobo 2 min
  216. 216 A raposa no gallinheiro 1 min
  217. 217 A raposa e o gallo 1 min
  218. 218 O lobo e a ovelha 1 min
  219. 219 Notas comparativas · Part 1 1 hr 2 min
  220. 220 Notas comparativas · Part 2 54 min