Contos Tradicionaes do Povo Portuguez A rainha virtuosa e as duas irmãs

Contos Tradicionaes do Povo Portuguez

Teófilo Braga

A rainha virtuosa e as duas irmãs

Chapter 167 of 219 13 min aloud CC BY-SA 4.0

164. A RAINHA VIRTUOSA E AS DUAS IRMÃS Um rei mancebo, que não tinha conversação de mulher alguma, requerido dos seus que se casasse, com desejo de achar na sua propria terra mulher para isso, refusava o casamento de muitas princezas forasteiras que lhe traziam. E queria que a mulher fosse de virtuosos costumes, claro sangue e boa vida, sem respeito a fazenda, pelo que por dote queria que tivesse estas tres cousas. E andando com esta imaginação passeando um dia per uma rua, sahiram certas mulheres moças todas fermosas a uma janella, e quando elrey passou ficavam fallando umas com outras, que elrey as ouviu, e não entendeu o que diziam, e por saber o que era chamou a si fidalgos que estiveram mais perto.

Foi-lhe respondido:, Senhor, uma disse, que se ella casasse com vossa alteza, se estrevia a fazer de suas mãos lavores de ouro e seda, tão ricos e tanto em vosso serviço, que se se avaliassem valessem tanto dinheiro que bastasse para gasto da mesa. E a outra respondeu que aquillo era muito, mas que se ella tivesse tal dita que casasse com elle, lhe faria camisas e outras cousas de que tivesse necessidade. E a outra respondeu: Ambas não sabeis o que dizeis, nem val todo vosso lavor tão estimado tanto que baste para vossa mantença; eu vos digo o que farei: Se chegasse a estado de casar eu com elrey, de seu ajuntamento lhe pariria dois filhos fermosos como o ouro e uma filha mais fermosa que a prata, o qual é prometter que as mulheres podem cumprir.

Elrey folgou de o ouvir, e notando as considerações em que ellas estavam propoz de casar com uma d'ellas. Visto isto mandou chamar mulheres de titulo, donas e senhoras, a quem deu conta, diante das quaes quiz fallar com estas donzellas para se determinar qual tomaria por mulher. E logo fez vir ante si a mais velha, que vista foi julgada por muito fermosa; elrey lhe preguntou:, O que promettestes fazer estando á vossa janella se eu casasse comvosco, estrevei-vos a cumpril-o?

Ella se envergonhou, e mudada a côr disse:, Farei em seu serviço tudo o que minhas forças bastarão. Elrey a fez recolher e vir a segunda; porém nas perguntas aconteceu assi como á primeira, pelo que elrey a fez recolher e vir a menor, que claramente mostrou ser ella a mais fermosa de todas. Elrey lhe perguntou se se estrevia a cumprir o que promettera, e ella muito envergonhada respondeu:, Senhor, si; com as condições que então disse.

Coube isto em tanta graça a elrey, que elle a recebeu por mulher e se fizeram grandes festas que duraram muito. E elrey trouxe para casa da rainha as duas irmãs que a acompanhassem, e ellas foram servidas e tratadas como irmãs da rainha sua mulher. Elrey fez vida mui amorosa com sua mulher, porém durou pouco tempo, porque com inveja que tinham do estado da rainha ambas de um conselho lhe buscavam todo o damno e como a poder empecer e tirar da alteza e honra em que estava.

De sua industria, com falsas testemunhas n'aquelle parto e em outros dois adiante, pubricaram com falsidade que a Rainha parira monstros peçonhentos e não criatura, e os fizeram ventes aos que tinham razão de os vêr, de que o reino todo se alterou, e elrey aborreceu tanto a sua mulher, que lançando-a fóra de casa não lhe permittiu em todo o reino logar nenhum em que tivesse repouso, e as irmãs lhe buscavam tanto mal, que o faziam a quem a recolhia; de modo que a rainha veiu a ser a mais pobre e abatida mulher de serviço que em seu tempo houve na terra, porém permanecendo em toda limpeza se fingiu forasteira e por mulher de serviço a recolheram em um mosteiro de freiras.

As irmãs procuravam illicitamente de vêr se podiam agradar a elrey, o qual dissimulando e apartando-se da conversação d'ellas fazia que as não entendia, e quando se achava só dizia mal da fortuna que lhe apartava da sua presença a coisa do mundo que elle mais amava, e para recreação do desgosto que trazia comsigo não tinha outra consolação senão ir muitas vezes em um barco pelo mar ao longo da terra por esparecer. Algumas vezes pescava e outras ia á caça ao longo de algumas ribeiras.

E costumando isto, aconteceu que um dia indo ao longo de uma ribeira acima, viu á borda de agua uma casa feita de novo. E chegando perto, desejando saber cuja era, viu a uma janella um menino que seria de sete annos, de muito fermoso rosto, pobremente vestido, perguntou-lhe:, Filho, quem móra n'esta casa? E o menino como muito criança, disse:, Senhor, mora meu pae, que não está aqui; se vossa mercê quer que chame minha mãe, virá logo.

E n'este tempo outro menino de menos edade dizia dentro:, Senhora mãe, senhora mãe, aqui está um fidalgo á nossa porta. E a esta conjuncção sahiu uma mulher á porta da rua com uma menina pela mão, pequenina, e disse:, Senhor, que manda vossa mercê? Elrey, que tinha pregados os olhos e o coração nos meninos que via, tendo no sentido que os filhos da rainha sua mulher já houveram de ser d'aquelle tamanho, lhe disse:, Vejo estas casas novas ao longo d'esta ribeira, e estes meninos tão fermosos, folgaria de saber cujo isto é?

Ella respondeu:, Senhor, as casas e os meninos são meus e de meu marido., Dona, as casas creio que serão; mas os meninos, sois já de dias, que parece não deveis de ter tão pequenos filhos. Dona honrada, sou Elrey, e quero saber cujas são estas casas e estes meninos. Ella se humilhou muito e com os giolhos no chão, que ao que perguntava soubesse, que as casas eram suas, mas que os meninos ella não sabia cujos filhos eram mais que trazer-lh'os seu marido, que aquella manhã fôra ao mar e viria á noite.

Então disse Elrey:, Pois dizei-lhe que amanhã ao jantar vá ter commigo ao paço, e leve estas crianças para me dizer o que sabe d'ellas, que o hei-de esperar sobre mesa. E ella assi lh'o prometteu. Ido elrey, como se metteu ao longo da ribeira, já ia acompanhado de muitos dos seus e iam buscando se descobririam alguma caça; sua alteza viu umas lapas que parecia que outro tempo foram pedreira e de dentro sahiu uma mulher, que trazia os cabellos muito grandes, soltos e pretos, e os vestidos muito rotos.

E assi como ella sahiu viu a elrey e com muita diligencia se tornou a metter para dentro para se esconder; mas como foi vista, elrey a seguiu e asinha a alcançou:, Quem sois? e porque estaes n'este ermo? Ella que conheceu mui bem que era elrey o que lhe fallava, lhe disse:, Para que quer saber vossa alteza a vida de uma mulher desventurada, que em penitencia de seus peccados a faz d'esta maneira, que agora vê? Elrey, que viu que era conhecido d'ella, e que por muito que lhe rogou não quiz dizer quem era, desejoso de o saber a fez tomar por dois homens, lhe mandou dar um a capa de agua sua, e um sombreiro, que se cobrisse e a puzessem em ancas de uma mula, e que um escudeiro com muito resguardo a levasse ao paço, e sem que fosse vista de outra pessoa alguma a tivesse até que elle chegasse, o qual se fez assi.

Ao outro dia, chegadas as horas de recolher á mesa, trouxeram aquella mulher por mandado de elrey, que de novo lhe perguntou quem era e porque andava d'aquella sorte; e ella cheia de lagrimas e soluços disse:, Estando eu n'esta casa em muito viço, favorecida da rainha e de suas irmãs, ellas me apartaram um dia, e me disseram que sua alteza estava de parto, quando a primeira vez pariu, e que ellas tinham determinado lançar um grande sapo com as páreas quando deliberasse, para dizer que aquillo parira a rainha, e que eu com diligencia tomasse a criança, que ellas m'a dariam envolta em panos, que fosse lançar no mar, e que isto faziam, porque não acertasse de parir filhos como o promettera.

Tomei a criança acabada de nacer, que era um filho, e logo em minha presença tiraram um grande sapo que tinham em uma panella, e o embrulharam com as páreas; e isto feito gritaram fingindo que isto era medo do sapo e lançaram a fugir e juntamente com ellas a parteira. E com esta revolta tive tempo para me sahir do paço levando a criança commigo, e quando me vi na rua encaminhei para o mar, e fui ter junto áquelle logar donde vossa alteza me achou; desembrulhei a criança, vi que era varão, e n'isto vi vir um velho pescador; deixei a criança embrulhada nos fatos como vinha e lancei a correr fugindo.

Elle como me viu deixar aquelle vulto, foi vêr o que era, e como lh'o vi erguer do chão e leval-o para sua casa, tornei-me ao paço com o rosto ledo, e disse ás senhoras que o lançára no mar. Foram contentes do que eu disse que fizera, e d'esta maneira aconteceu outra vez no segundo parto, quando disseram que a Rainha parira uma cobra; fugindo todas, fugi eu tambem e levei o infante ao proprio logar donde levára o outro. Antes de outro anno, ou n'elle, a rainha veiu a parir outra vez; chegada a hora me deram outra criança, e fingiram como d'antes aver a rainha parido uma toupeira, que tinham para isto prestes; e no espanto e alvoroço d'isto, quando fugiram fugi eu e fui ter á borda da agua no logar donde deixei seus irmãos, e vi que levava uma menina.

Esmoreci, e quando acordei achei o pescador commigo, e me dizia:, Descoberta ha-de ser esta cousa a elrey. E porque me temi que me buscasse no paço não quiz tornar a elle, e metti-me n'aquellas lapas, em que averá bem quatro annos que estou. Elrey acabando de ouvir isto, ficou espantado das treições que as irmãs fizeram contra sua irmã, as quaes ambas foram chamadas e viram a donzella e entenderam tudo o que ella tinha dito, e como tudo era verdade não tiveram bocca com que o negar, e como que queriam faltar uma com a outra se chegaram a uma janella d'aquella sala que ia ter ao mar, e abraçando-se ambas se lançaram em baixo com tanta presteza que se lhe não pôde estorvar.

Ainda a gente do paço não estava de todo socegada d'este alvoroço quando entrou pela porta o velho pescador e sua mulher; traziam no collo dois Infantes e a Infanta. E chegando ante elrey o velho se adiantou de sua companhia, e disse alto que todos o ouviram:, Disseram que hontem passára vossa alteza pela porta da casa em que vivo, e vendo estes meninos perguntou cujos filhos eram, e porque minha mulher lhe não deu razão sufficiente, vossa alteza mandou que viesse eu aqui e os trouxesse, que queria saber cujos filhos eram tam fermosos meninos; pelo que vim e os trago commigo.

Ouvindo isto, e visto o que a donzella dissera todos os circumstantes a uma voz diziam que todos aquelles trez eram filhos delrey; e as donas todas da casa viram e conheceram todo o fato em que os infantes foram envoltos. Logo elrey mandou por todo o reino em busca da rainha, e que se publicassem as novas do achamento dos trez filhos infantes, e da treiçam das irmãs da rainha e sua morte. E foi ter esta nova ao Mosteiro onde a rainha estava; todos viam n'ella mais alegria, que em nenhuma outra pessoa, e foi tanta que suspeitaram o que era, e a Rainha vendo que já não era tempo de se encobrir, lhes manifestou e declarou a verdade.

Elrey mandou chamar toda a fidalguia da côrte e muitos senhores, que trouxessem suas mulheres, e com todos elles e ellas em grande festa levou a Rainha d'alli para o paço com tanto alvoroço de alegria como se então se casaram de novo. (Trancoso, Contos e Historias, Parte II, conto VII.) Notas 164. A rainha virtuosa e as duas irmãs., (Vid. a versão popular, n.º 39 e 40 e nota respectiva.)

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Contents

Contos Tradicionaes do Povo Portuguez

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  1. 01 Advertencia Preliminar 15 min
  2. 02 Da Novellistica Popular 1 hr 3 min
  3. 03 A cara de boi 10 min
  4. 04 O velho Querecas 8 min
  5. 05 O surrão 5 min
  6. 06 A saia de esquilhas 7 min
  7. 07 As trez fadas 5 min
  8. 08 A filha do rei mouro 7 min
  9. 09 As fiandeiras 5 min
  10. 10 Cravo, rosa e jasmim 9 min
  11. 11 O magico 5 min
  12. 12 O mestre das artes 6 min
  13. 13 O aprendiz do Mago 5 min
  14. 14 A bixa de sete cabeças 7 min
  15. 15 O conde-soldadinho 3 min
  16. 16 A sardinhinha 6 min
  17. 17 Maria da Silva 5 min
  18. 18 A rosa branca na bocca 3 min
  19. 19 O cavallinho das sete côres 4 min
  20. 20 A muda mudella 4 min
  21. 21 O sapatinho de setim 7 min
  22. 22 A madrasta 4 min
  23. 23 O ovo e o brilhante 3 min
  24. 24 Cabellos de ouro 4 min
  25. 25 A carpinteirasinha 3 min
  26. 26 A filha do lavrador 4 min
  27. 27 A feia que fica bonita 4 min
  28. 28 O peixinho encantado 4 min
  29. 29 O figuinho da figueira 2 min
  30. 30 A da varanda 5 min
  31. 31 A noiva formosa 3 min
  32. 32 A noiva do corvo 4 min
  33. 33 A paraboinha de ouro 4 min
  34. 34 O principe que foi correr sua ventura 11 min
  35. 35 Maria Subtil 8 min
  36. 36 O coelho branco 3 min
  37. 37 Clarinha 4 min
  38. 38 Bola-Bola 2 min
  39. 39 Linda Branca 4 min
  40. 40 O Rei-Escuta 1 min
  41. 41 As cunhadas do rei 14 min
  42. 42 Os sete encantados 3 min
  43. 43 As sonsas 4 min
  44. 44 A mão do finado 14 min
  45. 45 O rei de Napoles 8 min
  46. 46 O matador dos bichos 5 min
  47. 47 As nozes 4 min
  48. 48 As trez cidras do amor 6 min
  49. 49 A bengala de dezeseis quintaes 18 min
  50. 50 A torre de Babylonia 5 min
  51. 51 Desanda cacheira 8 min
  52. 52 O sal e a agua 4 min
  53. 53 As crianças abandonadas 4 min
  54. 54 O afilhado de Santo Antonio 3 min
  55. 55 A filha do diabo 4 min
  56. 56 As trez maçãsinhas de ouro 5 min
  57. 57 O sargento que foi ao inferno 8 min
  58. 58 A princeza que adivinha 7 min
  59. 59 A adivinha do rei 3 min
  60. 60 O boi Cardil 5 min
  61. 61 O camareiro do rei 7 min
  62. 62 O Palmeiriz d'Oliva 5 min
  63. 63 O bolo refolhado 2 min
  64. 64 A mirra 3 min
  65. 65 A mulher curiosa 2 min
  66. 66 As favas 2 min
  67. 67 A velha das gallinhas 2 min
  68. 68 A Riqueza e a Fortuna 4 min
  69. 69 Março Marçagão 2 min
  70. 70 Alegria da viuva 3 min
  71. 71 A carpideira e a viuva 1 min
  72. 72 Frei João sem cuidados 3 min
  73. 73 João Ratão (ou Grillo 3 min
  74. 74 Os trez irmãos 4 min
  75. 75 As barras de ouro 3 min
  76. 76 Pedro de Malas-Artes 7 min
  77. 77 Santa Helena 3 min
  78. 78 O guardador de porcos 3 min
  79. 79 Nascer para ser rico 5 min
  80. 80 Dom Caio 3 min
  81. 81 Os dez anõesinhos da tia Verde-Agua 3 min
  82. 82 O compadre diabo 5 min
  83. 83 Os corcundas 2 min
  84. 84 A mulher gulosa 2 min
  85. 85 As irmãs gagas 1 min
  86. 86 O tinhoso, o ranhoso e o sarnoso 1 min
  87. 87 Dá-me o meu meio tostão 3 min
  88. 88 O soldado que foi para o céo 4 min
  89. 89 O thesouro do enforcado 3 min
  90. 90 Os peixes do guardião 1 min
  91. 91 A cobra e o cordão do frade 1 min
  92. 92 O caldo de pedra 2 min
  93. 93 A enfiada de petas 3 min
  94. 94 Sempre não 3 min
  95. 95 Manoel Feijão 4 min
  96. 96 Cahiu-me na minha catulinha 2 min
  97. 97 Casar e descasar 3 min
  98. 98 O cego e o moço 1 min
  99. 99 O cego e o mealheiro 2 min
  100. 100 O avarento 2 min
  101. 101 Os trez conselhos 4 min
  102. 102 O sacco das nozes 2 min
  103. 103 O sapateiro pobre 2 min
  104. 104 O signal da Nobreza 1 min
  105. 105 A estatua que come 2 min
  106. 106 As adivinhas em anexins 2 min
  107. 107 A mulher teimosa 1 min
  108. 108 O jogo do Pira 1 min
  109. 109 O caso do tio Jorge Coutinho 3 min
  110. 110 Os dois irmãos e a mulher morta 8 min
  111. 111 Os trez patrões 1 min
  112. 112 Para quem canta o cuco? 1 min
  113. 113 Tudo andaremos 1 min
  114. 114 A mulher que cegou o marido 1 min
  115. 115 O tolo e as moscas 1 min
  116. 116 Já que tanto teima 1 min
  117. 117 Tic-taco 2 min
  118. 118 As orelhas do abbade 1 min
  119. 119 Os duzentos carneiros 1 min
  120. 120 Lenda do Paraiso 1 min
  121. 121 Lenda da mãe de Sam Pedro 2 min
  122. 122 A tunica de Christo 1 min
  123. 123 O principe mendigo 1 min
  124. 124 O lavrador e o ermitão 1 min
  125. 125 O thesouro enterrado 1 min
  126. 126 As vozes dos animaes 2 min
  127. 127 Os ditados novellescos 4 min
  128. 128 Litteratura dos Contos populares em Portugal 42 min
  129. 129 O rey Leir 2 min
  130. 130 A dama Pé de Cabra 5 min
  131. 131 A morte sem merecimento 2 min
  132. 132 A linhagem dos Marinhos 2 min
  133. 133 Exemplo do Philosopho 3 min
  134. 134 Exemplo dos trez amigos 3 min
  135. 135 Exemplo allegorico da Redempção 3 min
  136. 136 A justiça de Trajano 2 min
  137. 137 A morte dos Avarentos 2 min
  138. 138 As miserias da riqueza 3 min
  139. 139 O que Deus faz é por melhor 3 min
  140. 140 Um homem de taverna 2 min
  141. 141 Os quatro ribaldos 3 min
  142. 142 A boa andança d'este mundo 5 min
  143. 143 Os dous caminhos 2 min
  144. 144 A papisa Joanna 3 min
  145. 145 O firmal de prata 1 min
  146. 146 Os quatro ladrões 2 min
  147. 147 O cavalleiro e o pacto com o diabo 5 min
  148. 148 O diabo escudeiro 3 min
  149. 149 As maas artes das molheres 4 min
  150. 150 O rey e os cortezãos 3 min
  151. 151 As vistiduras honradas 1 min
  152. 152 Rosimunda 4 min
  153. 153 A bilha de azeite 6 min
  154. 154 O ermitão e o ladrão 2 min
  155. 155 D'aquellas sete ao dia 4 min
  156. 156 A donzella recatada 5 min
  157. 157 O odio endurecido 4 min
  158. 158 Minha mãe, calçotes 1 min
  159. 159 O real bem ganhado 7 min
  160. 160 O segredo revelado 8 min
  161. 161 A prova das laranjas 4 min
  162. 162 Os dois irmãos 14 min
  163. 163 Dom Simão 6 min
  164. 164 Os tres conselhos 12 min
  165. 165 Quanto vale a boa sogra 7 min
  166. 166 O que Deus faz é pelo melhor 4 min
  167. 167 A rainha virtuosa e as duas irmãs 13 min
  168. 168 Quem tudo quer, tudo perde 6 min
  169. 169 O falso principe e o verdadeiro 18 min
  170. 170 Constancia de Grizelia 14 min
  171. 171 O barbeiro do rei 5 min
  172. 172 O achado da bolsa 5 min
  173. 173 O capão tornado sapo 2 min
  174. 174 Os poderes do ouro 5 min
  175. 175 O thesouro escondido 1 min
  176. 176 Erramos (E Ramos? 1 min
  177. 177 O pagem da rainha 5 min
  178. 178 A ingratidão dos filhos 6 min
  179. 179 A usura de Nossa Senhora 1 min
  180. 180 O medico de boa fé 1 min
  181. 181 Não escapa de ladrão 1 min
  182. 182 A venda das gallinhas 1 min
  183. 183 O roubo do vestuario 1 min
  184. 184 A roupa dos mendigos 1 min
  185. 185 A casa dos mortos 1 min
  186. 186 As botas fiadas 1 min
  187. 187 A matrona de Epheso 1 min
  188. 188 Tejo, Douro e Guadiana 1 min
  189. 189 Lenda da Lua e da Agua 1 min
  190. 190 Lenda do Milho e do Centeio 1 min
  191. 191 Lenda das manchas da Lua 2 min
  192. 192 Lenda de Fevereiro 1 min
  193. 193 Lenda da Serpente, do Sapo e do Sardão 1 min
  194. 194 Porque os cães se cheiram 1 min
  195. 195 Lendas dos animaes 1 min
  196. 196 A prova dos lobos 1 min
  197. 197 A obra de S. Pedro 1 min
  198. 198 O canto do gallo 1 min
  199. 199 Lenda da codorniz 1 min
  200. 200 Nossa Senhora e a solha 1 min
  201. 201 Lenda do manto de Nossa Senhora 1 min
  202. 202 Lenda dos tremoços 1 min
  203. 203 Lenda de Nossa Senhora 1 min
  204. 204 A submersão das cidades 1 min
  205. 205 A lenda dos ferreiros 1 min
  206. 206 Lenda da ponte de Domingos Terne 1 min
  207. 207 Lenda da amendoeira 1 min
  208. 208 A ponte da Misarella 1 min
  209. 209 Lenda de Simancas 1 min
  210. 210 Lenda de Lamego 1 min
  211. 211 Origem do nome de Lisboa 1 min
  212. 212 A sepultura dos dois irmãos 2 min
  213. 213 Fabula da raposa e do mocho 1 min
  214. 214 A aguia e a coruja 1 min
  215. 215 A raposa e o lobo 2 min
  216. 216 A raposa no gallinheiro 1 min
  217. 217 A raposa e o gallo 1 min
  218. 218 O lobo e a ovelha 1 min
  219. 219 Notas comparativas · Part 1 1 hr 2 min
  220. 220 Notas comparativas · Part 2 54 min