Contos Tradicionaes do Povo Portuguez Os dois irmãos

Contos Tradicionaes do Povo Portuguez

Teófilo Braga

Os dois irmãos

Chapter 162 of 219 14 min aloud CC BY-SA 4.0

Um velho rico tinha dois filhos, e porque o maior que tinha carrego da administração da fazenda se casou sem licença, o lançou fóra de casa, tirando-lhe a posse e mando que n'ella tinha, e além d'isto lhe cobrou odio mortal com desejo de o empécer; e para o poder fazer ao menos na fazenda, imaginava sempre como per sua morte o deixasse desherdado e désse tudo ao outro filho menor. E achou que o faria, deixando de acabar umas casas sumptuosas que tinha começadas no melhor da cidade, as quaes estavam já galgadas as paredes para lhe lançar o primeiro sobrado; e isto porque o que avia de gastar n'ellas ficasse em dinheiro na mão do filho menor quando elle lh'o quizesse dar.

E passados annos, o velho preseverando em sua contumacia, não quiz perdoar o filho nem lhe quiz mais vêr o rosto. E com este rancor morreu e deixou grande fazenda em dinheiro, ouro e prata ao segundo filho, dando-lhe na mão, porque não désse d'ali parte ao outro, ao qual elle desherdára, de todo se perdera. Coube ao maior tão pouco, que não houve bem para se vestir de dó elle e seus filhos, que, como havia dias que era casado, tinha quatro crianças, e assi ficou pobre e cercado de trabalhos e muita necessidade, que, vendo-se o mais velho em tanta miseria foi ao irmão, e com lagrimas lhe disse:, Irmão, bem sabes e vês minha necessidade e pobreza; rogo-te que me dês estes principios de casas que meu pae deixou de acabar, porque alimpadas com meu trabalho e de minha mulher e filhos, as possa cobrir de trouxa e agasalhar-me dentro; que ellas a ti não te aproveitam, nem as estimas, e estão em esterqueira do concelho, feitas pardieiro; ellas estão galgadas de maneira que sem lhe acrescentar parede, ali as cobrirei do que puder, e n'isto me farás grande esmola.

O irmão menor vendo a necessidade de seu irmão, e como dizem, porque o sangue não se roga, entregou-lhe as casas, e fez-lhe d'ellas sua carta de doação livre e desembargada. Passados annos o irmão menor veiu a casar, e porque a quem tem muito lhe dão mais, deram-lhe grande dote com uma mulher tão cobiçosa da fazenda, que o muito que tinha lhe parecia nada, e o pouco alheio cuidava que era muito e o queria e cobiçava para si. E d'esta maneira, indo um dia a visitar a mulher do cunhado, irmão de seu marido, viu o principio e entrada da casa e o portal de pedraria que mostrava demandar mais agua, que ser logo em cima coberta de trouxa como estava, e cobiçosa de aver aquelle assento e fazer n'elle casas para sua morada custosas e ricas, sem fazer ali muita tardança veiu ao marido e disse-lhe, que comprasse aquelle assento a seu irmão, dando-lhe por elle com que podesse aver casas pera si em outra parte.

E elle lhe respondeu:, que o não faria, porque elle lh'o dera feito pardieiro, que não era razão pedir-lh'o agora que o tinha limpo, ainda que fosse por compra. Quando ella isto ouviu, ali foi a grita, que em toda a visinhança se ouviu seu brado, dizendo:, que folgava muito de saber que elle lh'o tinha dado, porque já agora não dizia ella por dinheiro, mas sem elle lh'o avia de dar, e se não fosse em paz e por bem, seria por justiça.

E dava logo esta razão:, Se vós lh'o destes solteiro ereis menor; e se lh'o destes em casado, a dada não vale, que eu não consinto. E isto dizia tão menencoria e pelejando, que o marido não tinha mesa nem cama sem arroido. E assi fez tanto, que por ter paz o marido citou a seu irmão, pedindo-lhe as casas que lhe dera; e processado o feito, que correndo seus termos ordinarios sahiu por sentença a doação por boa. E assi foi a propriedade julgada ao pobre; porém, a mulher do rico mal contente, fez agravar da sentença e seguir o feito até mór alçada, e assi foi á Supplicação, que então estava na cidade de Evora.

E partindo de Lisboa, o rico ia a cavallo e com grande cevadeira, e o pobre a pé com dous pães e quatro cebollas no capello; e assi caminharam pera aver final sentença. Indo assi caminhando pera Evora, foram pousar huma noite na Landeyra em casa de um vendeiro, que avia dezoito annos que era casado e nunca tivera filho nem filha; e estava rico e contente, porque a este tempo tinha a mulher prenhe, quasi em dias de parir. E por ser muito conhecido do rico o agasalhou e poz grande mesa, dando-lhe de ceiar o melhor que elle pôde e tinha; assi se pozeram a ceiar com grande festa, fazendo assentar á mesa a mulher do vendeiro pera que como prenhe tornasse de cada cousa um bocado.

E o pobre homem, sem dizer que era irmão do rico, se assentou derredor do lume, e poz no borralho a assar uma cebolla para sua ceia, que assada a ceou com seu pão e agua. Esta mulher prenhe ainda que estava á mesa com o marido e hospede, onde tinham bem que cear, e recebiam gosto de lhe dar o que ella pedia por que não perigasse, não lhe pareceu bem nada do que ali avia, nem lhe prestava coisa que comesse, cheirando-lhe a cebolla, que se assava, que morria por ir comer d'ella, e com vergonha do hospede não se erguia da mesa, tomou-lhe tal desmaio que cahiu no chão, e como a criança era já grande a boa mulher com grande trabalho moveu aquella noite antes de muitas horas com muito pesar e dôr do marido, o qual, inquirindo da mulher se desejára alguma cousa, tanto que ella lhe disse que da cebolla assada que aquelle homem ceiára, se foi a elle com grande ira, que o queria matar a punhadas, e sem falta o fizera, se o irmão o não escusára, dizendo:, Eu vou com elle em demanda á côrte; se vos parece que vos tem culpa e é caso de o matar, como queres, hi commigo e accusae-o, e lá vos farão justiça.

Tanto que veiu a manhã, determinou o vendeiro ir accusal-o á côrte. E assi como o rico se poz a cavallo, partiram ambos para a cidade de Evora donde o vendeiro pretendia fazer enforcar aquelle pobre homem. E assi caminharam os dous a cavallo, e o pobre a pé; chovia, e avia chovido toda a noite passada, de maneira que o caminho tinha a logares lamas e atoleiros, porque era tempo de inverno. A esta conjuncção achou no proprio caminho um homem, que com uma azemela estava metido no olho de um grande lamarão de barro, tão pesado que não podia sahir, nem valer-se a si, nem á azemela, e ainda que bradou pelos que passavam a cavallo, nenhum quiz accudir.

Até que chegou este pobre homem que caminhava a pé, e com muito mais trabalho que todos e de feito o ajudou com vontade a livrar d'aquella affronta; e fez de maneira com que, tirando o homem da pressa de sua pessoa, buscaram ambos mata que lançar aderredor da azemela para poder chegar a ella sem atollar. Trabalhou tanto o pobre homem n'isto, tirando a vezes pelos pés e mãos, e outras pelo cabresto e rabo, com a força que elle poz lhe ficaram nas mãos tantas sedas do rabo da azemela, que lhe davam grande fealdade.

O dono, tanto que viu o defeito da azemela veiu a grandes brados com o pobre, dizendo que acinte lhe arrancára o rabo, e que lhe avia de pagar por justiça o defeito, e que sobre isso iria á côrte; e as si indo alcançou os outros que iam diante na primeira venda donde estavam pousados e lhe fez queixume do pobre que vinha a pé, muito triste de se vêr com tantos desastres como lhe aconteciam sem elle ter culpa; e porque não acontecessem mais, não quiz pousar n'aquella venda, mas só se poz ao caminho e chegou a Evora a tempo que já lá estavam.

E considerando o pobre como avia de parecer com trez demandas diante do Regedor, assentou que era melhor matar-se elle mesmo a si, que vêr-se em poder de seus inimigos, e logo o poz por obra d'esta maneira. Subindo pela escada do muro da cidade, foi acima até chegar ás ameias da torre que está sobre a porta, e deixando-se cahir da torre abaixo para a banda de fóra. Ora, aquella manhã, depois de tanta chuva, tinha amanhecido o dia bom e muito fermoso; um velho que estava entrevado doente e morava ali perto, por gosar o sol d'este dia se fez levar ao soalheiro ao pé do muro, por ali aquecer e ter refrigerio de vêr e fallar com alguns conhecentes que passavam; e assi pouco depois d'elle assentado em uma cadeira, vêdes, vem de cima do muro pelos ares aquelle homem, que desesperado por se vêr com tanta demanda se lançou desejoso de receber a morte, o qual veiu direitamente dar sobre o desditoso velho, morreu, e o pobre homem que desejava morrer não recebeu nenhum damno da queda, que foi toda em cheio sobre o velho.

Ao qual logo acudiram dois filhos que tinha, e achando-o morto lançaram mão do matador e preso o levaram ante o Regedor. Porém atravessando com elle pela praça, foi visto do irmão e dos outros dois contrarios, que o estavam aguardando; tomou o irmão a dianteira, e o vendeiro tambem queria dizer seu queixume e o da azemela o mesmo, de maneira que cada um se atravessava por fallar, nam deixando dizer ao outro. Tanta briga tiveram entre si, que o Regedor olhou n'isso e logo n'aquelle instante propoz em si, que se achasse da parte do pobre alguma coisa com que por direito o podesse favorecer, que o faria de boa vontade.

E disse:, Que as pessoas que tinham que dizer contra aquelle homem dissessem um a um, começando primeiro quem primeiro teve a differença; e assi cada um per sua ordem. Pelo qual o irmão foi o primeiro, que lhe pediu as casas fundando-se nas razões já ditas; ao qual respondeu o pobre com a verdade do caso como passava. O Regedor disse:, Eu mando que este fique com as casas como estão julgadas, e que vós que sabeis que lh'as pedis mal e com malicia insistis n'isso, lhe pagueis a elle duzentos mil reis.

E logo foi por elles preso, e não foi solto até pagar. Concluido este veiu o vendeiro, dizendo que lhe fizera mover a molher; ao qual respondeu o pobre com a verdade, contando como passára. E o Regedor visto o caso julgou ao pobre por sem culpa, e que o vendeiro pela affronta em que o puzera e em emenda do damno que lhe fez em sua casa dando n'elle, lhe pagasse cincoenta cruzados. E logo veiu o da azemela, pedindo que maliciosamente pegára no rabo d'aquella alimaria e lh'o arrancára; o qual era muito defeito e grande fealdade, que lhe mandasse pagar o que fosse avaliado.

Ao que foi respondido pelo pobre, dizendo que o ajudára a sahir do atoleiro; ouvido pelo Regedor e vista a ingratidão foi julgado por elle que a azemela ficasse em poder do pobre tanto tempo até que lhe nascesse o rabo, e se servisse d'ella, e se o dono apellasse d'isso pagasse cincoenta cruzados. Isto concluido, os filhos do velho que estava morto, alcançaram as vozes pedindo justiça., Este matou; o matador morra por isso que assi é justo.

O Regedor quiz saber o caso meudamente, e ouviu ao pobre como e porque se lançára do muro abaixo. O que tudo visto mandou que aquelle homem accusado fosse assentado na cadeira em que estava o velho quando morreu, e o accusador se subisse ao muro e se lançasse d'elle abaixo como o outro fez e assi cahisse sobre elle e o matasse, que d'esta maneira o matador pagaria como peccou; e se não quizessem aceitar isto, que pagassem ao pobre pela affronta em que o puzeram cincoenta cruzados.

Os filhos do velho, visto que podia ser deitando-se do muro errar o golpe e não lhe fazer damno, e o que se lançasse corria muito risco de perigar, davam brados, e foram logo reteudos e ouveram por bem de pagar os cincoenta cruzados, antes que aventurar a vida. E assi o homem accusado ficou livre e com muito dinheiro com que se tornou para Lisboa na azemela, que lhe julgaram. (Trancoso, Contos e Historias, Parte I, conto XV.) Notas 159.

Os dois irmãos., Ha um largo estudo comparativo sobre este conto na Revista de Ethnologia e Glottologia, onde se compara a versão de Timoneda, no Patrañuelo, e as russas, thibetanas, indianas e allemãs, colligidas por Benfey, as de Sercambi e de Busoto, comparadas por Reinhold Köhler. Vide uma fórma popular alemtejana, n.º 109.

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Contents

Contos Tradicionaes do Povo Portuguez

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  1. 01 Advertencia Preliminar 15 min
  2. 02 Da Novellistica Popular 1 hr 3 min
  3. 03 A cara de boi 10 min
  4. 04 O velho Querecas 8 min
  5. 05 O surrão 5 min
  6. 06 A saia de esquilhas 7 min
  7. 07 As trez fadas 5 min
  8. 08 A filha do rei mouro 7 min
  9. 09 As fiandeiras 5 min
  10. 10 Cravo, rosa e jasmim 9 min
  11. 11 O magico 5 min
  12. 12 O mestre das artes 6 min
  13. 13 O aprendiz do Mago 5 min
  14. 14 A bixa de sete cabeças 7 min
  15. 15 O conde-soldadinho 3 min
  16. 16 A sardinhinha 6 min
  17. 17 Maria da Silva 5 min
  18. 18 A rosa branca na bocca 3 min
  19. 19 O cavallinho das sete côres 4 min
  20. 20 A muda mudella 4 min
  21. 21 O sapatinho de setim 7 min
  22. 22 A madrasta 4 min
  23. 23 O ovo e o brilhante 3 min
  24. 24 Cabellos de ouro 4 min
  25. 25 A carpinteirasinha 3 min
  26. 26 A filha do lavrador 4 min
  27. 27 A feia que fica bonita 4 min
  28. 28 O peixinho encantado 4 min
  29. 29 O figuinho da figueira 2 min
  30. 30 A da varanda 5 min
  31. 31 A noiva formosa 3 min
  32. 32 A noiva do corvo 4 min
  33. 33 A paraboinha de ouro 4 min
  34. 34 O principe que foi correr sua ventura 11 min
  35. 35 Maria Subtil 8 min
  36. 36 O coelho branco 3 min
  37. 37 Clarinha 4 min
  38. 38 Bola-Bola 2 min
  39. 39 Linda Branca 4 min
  40. 40 O Rei-Escuta 1 min
  41. 41 As cunhadas do rei 14 min
  42. 42 Os sete encantados 3 min
  43. 43 As sonsas 4 min
  44. 44 A mão do finado 14 min
  45. 45 O rei de Napoles 8 min
  46. 46 O matador dos bichos 5 min
  47. 47 As nozes 4 min
  48. 48 As trez cidras do amor 6 min
  49. 49 A bengala de dezeseis quintaes 18 min
  50. 50 A torre de Babylonia 5 min
  51. 51 Desanda cacheira 8 min
  52. 52 O sal e a agua 4 min
  53. 53 As crianças abandonadas 4 min
  54. 54 O afilhado de Santo Antonio 3 min
  55. 55 A filha do diabo 4 min
  56. 56 As trez maçãsinhas de ouro 5 min
  57. 57 O sargento que foi ao inferno 8 min
  58. 58 A princeza que adivinha 7 min
  59. 59 A adivinha do rei 3 min
  60. 60 O boi Cardil 5 min
  61. 61 O camareiro do rei 7 min
  62. 62 O Palmeiriz d'Oliva 5 min
  63. 63 O bolo refolhado 2 min
  64. 64 A mirra 3 min
  65. 65 A mulher curiosa 2 min
  66. 66 As favas 2 min
  67. 67 A velha das gallinhas 2 min
  68. 68 A Riqueza e a Fortuna 4 min
  69. 69 Março Marçagão 2 min
  70. 70 Alegria da viuva 3 min
  71. 71 A carpideira e a viuva 1 min
  72. 72 Frei João sem cuidados 3 min
  73. 73 João Ratão (ou Grillo 3 min
  74. 74 Os trez irmãos 4 min
  75. 75 As barras de ouro 3 min
  76. 76 Pedro de Malas-Artes 7 min
  77. 77 Santa Helena 3 min
  78. 78 O guardador de porcos 3 min
  79. 79 Nascer para ser rico 5 min
  80. 80 Dom Caio 3 min
  81. 81 Os dez anõesinhos da tia Verde-Agua 3 min
  82. 82 O compadre diabo 5 min
  83. 83 Os corcundas 2 min
  84. 84 A mulher gulosa 2 min
  85. 85 As irmãs gagas 1 min
  86. 86 O tinhoso, o ranhoso e o sarnoso 1 min
  87. 87 Dá-me o meu meio tostão 3 min
  88. 88 O soldado que foi para o céo 4 min
  89. 89 O thesouro do enforcado 3 min
  90. 90 Os peixes do guardião 1 min
  91. 91 A cobra e o cordão do frade 1 min
  92. 92 O caldo de pedra 2 min
  93. 93 A enfiada de petas 3 min
  94. 94 Sempre não 3 min
  95. 95 Manoel Feijão 4 min
  96. 96 Cahiu-me na minha catulinha 2 min
  97. 97 Casar e descasar 3 min
  98. 98 O cego e o moço 1 min
  99. 99 O cego e o mealheiro 2 min
  100. 100 O avarento 2 min
  101. 101 Os trez conselhos 4 min
  102. 102 O sacco das nozes 2 min
  103. 103 O sapateiro pobre 2 min
  104. 104 O signal da Nobreza 1 min
  105. 105 A estatua que come 2 min
  106. 106 As adivinhas em anexins 2 min
  107. 107 A mulher teimosa 1 min
  108. 108 O jogo do Pira 1 min
  109. 109 O caso do tio Jorge Coutinho 3 min
  110. 110 Os dois irmãos e a mulher morta 8 min
  111. 111 Os trez patrões 1 min
  112. 112 Para quem canta o cuco? 1 min
  113. 113 Tudo andaremos 1 min
  114. 114 A mulher que cegou o marido 1 min
  115. 115 O tolo e as moscas 1 min
  116. 116 Já que tanto teima 1 min
  117. 117 Tic-taco 2 min
  118. 118 As orelhas do abbade 1 min
  119. 119 Os duzentos carneiros 1 min
  120. 120 Lenda do Paraiso 1 min
  121. 121 Lenda da mãe de Sam Pedro 2 min
  122. 122 A tunica de Christo 1 min
  123. 123 O principe mendigo 1 min
  124. 124 O lavrador e o ermitão 1 min
  125. 125 O thesouro enterrado 1 min
  126. 126 As vozes dos animaes 2 min
  127. 127 Os ditados novellescos 4 min
  128. 128 Litteratura dos Contos populares em Portugal 42 min
  129. 129 O rey Leir 2 min
  130. 130 A dama Pé de Cabra 5 min
  131. 131 A morte sem merecimento 2 min
  132. 132 A linhagem dos Marinhos 2 min
  133. 133 Exemplo do Philosopho 3 min
  134. 134 Exemplo dos trez amigos 3 min
  135. 135 Exemplo allegorico da Redempção 3 min
  136. 136 A justiça de Trajano 2 min
  137. 137 A morte dos Avarentos 2 min
  138. 138 As miserias da riqueza 3 min
  139. 139 O que Deus faz é por melhor 3 min
  140. 140 Um homem de taverna 2 min
  141. 141 Os quatro ribaldos 3 min
  142. 142 A boa andança d'este mundo 5 min
  143. 143 Os dous caminhos 2 min
  144. 144 A papisa Joanna 3 min
  145. 145 O firmal de prata 1 min
  146. 146 Os quatro ladrões 2 min
  147. 147 O cavalleiro e o pacto com o diabo 5 min
  148. 148 O diabo escudeiro 3 min
  149. 149 As maas artes das molheres 4 min
  150. 150 O rey e os cortezãos 3 min
  151. 151 As vistiduras honradas 1 min
  152. 152 Rosimunda 4 min
  153. 153 A bilha de azeite 6 min
  154. 154 O ermitão e o ladrão 2 min
  155. 155 D'aquellas sete ao dia 4 min
  156. 156 A donzella recatada 5 min
  157. 157 O odio endurecido 4 min
  158. 158 Minha mãe, calçotes 1 min
  159. 159 O real bem ganhado 7 min
  160. 160 O segredo revelado 8 min
  161. 161 A prova das laranjas 4 min
  162. 162 Os dois irmãos 14 min
  163. 163 Dom Simão 6 min
  164. 164 Os tres conselhos 12 min
  165. 165 Quanto vale a boa sogra 7 min
  166. 166 O que Deus faz é pelo melhor 4 min
  167. 167 A rainha virtuosa e as duas irmãs 13 min
  168. 168 Quem tudo quer, tudo perde 6 min
  169. 169 O falso principe e o verdadeiro 18 min
  170. 170 Constancia de Grizelia 14 min
  171. 171 O barbeiro do rei 5 min
  172. 172 O achado da bolsa 5 min
  173. 173 O capão tornado sapo 2 min
  174. 174 Os poderes do ouro 5 min
  175. 175 O thesouro escondido 1 min
  176. 176 Erramos (E Ramos? 1 min
  177. 177 O pagem da rainha 5 min
  178. 178 A ingratidão dos filhos 6 min
  179. 179 A usura de Nossa Senhora 1 min
  180. 180 O medico de boa fé 1 min
  181. 181 Não escapa de ladrão 1 min
  182. 182 A venda das gallinhas 1 min
  183. 183 O roubo do vestuario 1 min
  184. 184 A roupa dos mendigos 1 min
  185. 185 A casa dos mortos 1 min
  186. 186 As botas fiadas 1 min
  187. 187 A matrona de Epheso 1 min
  188. 188 Tejo, Douro e Guadiana 1 min
  189. 189 Lenda da Lua e da Agua 1 min
  190. 190 Lenda do Milho e do Centeio 1 min
  191. 191 Lenda das manchas da Lua 2 min
  192. 192 Lenda de Fevereiro 1 min
  193. 193 Lenda da Serpente, do Sapo e do Sardão 1 min
  194. 194 Porque os cães se cheiram 1 min
  195. 195 Lendas dos animaes 1 min
  196. 196 A prova dos lobos 1 min
  197. 197 A obra de S. Pedro 1 min
  198. 198 O canto do gallo 1 min
  199. 199 Lenda da codorniz 1 min
  200. 200 Nossa Senhora e a solha 1 min
  201. 201 Lenda do manto de Nossa Senhora 1 min
  202. 202 Lenda dos tremoços 1 min
  203. 203 Lenda de Nossa Senhora 1 min
  204. 204 A submersão das cidades 1 min
  205. 205 A lenda dos ferreiros 1 min
  206. 206 Lenda da ponte de Domingos Terne 1 min
  207. 207 Lenda da amendoeira 1 min
  208. 208 A ponte da Misarella 1 min
  209. 209 Lenda de Simancas 1 min
  210. 210 Lenda de Lamego 1 min
  211. 211 Origem do nome de Lisboa 1 min
  212. 212 A sepultura dos dois irmãos 2 min
  213. 213 Fabula da raposa e do mocho 1 min
  214. 214 A aguia e a coruja 1 min
  215. 215 A raposa e o lobo 2 min
  216. 216 A raposa no gallinheiro 1 min
  217. 217 A raposa e o gallo 1 min
  218. 218 O lobo e a ovelha 1 min
  219. 219 Notas comparativas · Part 1 1 hr 2 min
  220. 220 Notas comparativas · Part 2 54 min