Contos Tradicionaes do Povo Portuguez Advertencia Preliminar

Contos Tradicionaes do Povo Portuguez

Teófilo Braga

Advertencia Preliminar

Chapter 1 of 219 15 min aloud CC BY-SA 4.0

No plano do nosso vasto inquerito das tradições portuguezas, que temos realisado archivando-as em collecções impressas sob o titulo de Cancioneiro e Romanceiro geral portuguez (1867), entrava como parte integrante um outro corpo contendo o Novellario e Adagiario nacional. Nos Estudos da Edade Media (1870), iniciámos pois esta ordem de investigações, com os contos das Trez Cidras do Amor e Cacheirinha, embora com o defeito dos arrebiques de phrase romantica; continuámos trabalhando, e já em 1871, nas Epopêas mosarabes (pag.

96) promettemos o livro das Lendas, Tradições e Contos portuguezes do seculo XII a XIX. Em um artigo sobre a litteratura dos contos populares em Portugal, publicado em 1877 na Rivista de Letteratura Popolare, de Roma, e na Evolução, de Coimbra (n. 10, 11 e 12), tornámos a alludir á nossa collecção: «Este bréve estudo servirá de introducção a uma serie de contos que temos colligido das ilhas dos Açores, nas provincias da Extremadura e do Minho, e que publicaremos mais tarde.» Fixamos estes dados para deixar bem patente que nos não atravessamos no caminho de outros collectores, e que obedecemos a um plano fundamental que, uma vez terminado, constituirá a Bibliotheca das Tradições portuguezas, base organica sobre que fomos creando a Historia da Litteratura portugueza (1871 a 1881).

Por estes estudos da tradição popular preparámo-nos para a comprehensão do genio nacional e para a posse de uma disciplina de critica. A mutua relação entre as concepções anonymas e a obra individual existiu vagamente entrevista no nosso espirito, antes de chegarmos á comprehensão do seu alto valor scientifico. Todo o nosso progresso litterario deriva d’esta comprehensão. A demora da publicação dos Contos tradicionaes do povo portuguez fez-se sentir como uma lacuna na ampla investigação a que pertenciam o Cancioneiro e Romanceiro.

(Carta do sr. Sylvio Roméro.) Obedecemos ás condições da nossa livraria, e em parte á difficuldade de organisação dos nossos materiaes accumulados, de Contos, Casos, Historias, Exemplos, Facecias, Lendas, Patranhas, Ditos e Fabulas. Nas canções e romances existe a fórma metrica e assonantada, que coadjuva a memoria do recitador e dispensa do trabalho de redacção ao collector; porém, nos Contos e Casos a área é extensissima, a fórma é na prosa fallada, espontanea, pittoresca, descriptiva e dialogada, cujos effeitos não se podem reproduzir, nem se devem imitar.

Para conservar-lhes o caracter de documento humano, como diria Zola, é preciso vêr n’estas narrativas mais do que um texto para estudo de dialectologia popular, e fugir dos rotoques artisticos; esse termo medio só se poderá achar visando a fixar o estado dos themas tradicionaes. Diante de uma tal difficuldade é que fomos adiando de anno para anno a nossa publicação. Lucrámos com a demora, tomando conhecimento da importancia scientifica que adquiriu na Europa a Novellistica popular, cujos problemas têm sido tratados com a maior lucidez por Grimm, Köhler, Afanasieff, Liebrecht, Benfey, Comparetti, Gubernatis, Pittré, Ralston, Gaston Paris, Cosquin, Estanislau Prato e outros.

Resultou da demora o ampliarmos a collecção a ponto de reconhecermos a necessidade de uma classificação deduzida da propria complexidade das ficções. Para alargarmos a colheita dos contos oraes por todas as provincias, servimo-nos da influencia pessoal de bons amigos, entre os quaes citaremos Reis Damaso, para a Novellistica do Algarve, Dr. Ernesto do Canto e o fallecido Dr. João Teixeira Soares para as ilhas dos Açores; em casa achámos bastantes tradições da antiga divisão provincial de Entre Douro e Minho, e do contacto com os narradores populares colhêmos directamente versões importantes, por onde vimos que era absurdo, senão impossivel, pretender sthenographar um ditado cheio de vacillações e sem nexo que prejudicam a comprehensão dos themas tradicionaes que se vão obliterando.

Sobre o estado da tradição nos Açores, escrevia-nos o Dr. Teixeira Soares (Carta de 25 de novembro de 1875): «Aconteceu o outro dia passar aqui uma noite a Maria Ignacia. Chamei-a e á minha criada para junto d’esta meza de trabalho para as interrogar sobre contos populares a que o povo chama Casos. Desculparam-se da falta de memoria juvenil para entrarem francamente n’este campo; comtudo disseram bastante para me deixarem estupefacto.

Que peripecias! que maravilhoso! que poesia! Affirmaram unanimemente que seria impossivel ao investigador mais diligente formar uma collecção completa de todos os Casos sabidos do povo:, Todos escriptos enchiam esta casa!, disse a Maria Ignacia. A lista junta mostra aquelles de que se recordaram e a que se referiram. Por ella verá o meu amigo a inexgotavel mina de Casos que aqui o espera: «Do gado Gajão, Da Garoupinha, Dom José pequeno, Maria do paosinho, Maria Subtil, O rei que achava a quinta despedaçada, Canarinho verde, Rainha do verde, Os trez homens que queriam comer sem gastar, D. Philippe, A Duqueza, Rei Dom João, Rei d'Hostia, Filho da burra, A arvore que falla e o passaro que canta, O padre das mãos bonitas, A princeza que rompia sete pares de calçado de noite, A Branca Flôr, O filho do ladrão, O afilhado de S. João, O forte no meio do mez, O preto fingido, O monte de ouro, Sam Pedro, A vacca e o lobo, O parvo, O celleiro.»

Os contos remettidos pelo sr. Dr. Ernesto do Canto, foram passados á escripta por uma criança, e traziam na redacção toda a ingenuidade da dicção popular. Cortadas as repetições usuaes, explicadas pela conhecida locução, Quem conta um conto accrescenta um ponto, fixámos uma redacção pura, sem a incongruencia do improvisador momentaneo, nem o artificio do litterato. Parece-nos este o verdadeiro meio de obter a fórma definitiva, simultaneamente ethnica e artistica do conto: fazel-os redigir por crianças, verdadeiro ponto de transição entre a alma popular e a intelligencia culta.

Os contos passados á escripta por meninas adultas vêm eivados de divagações romanticas, taes como explicações dos actos, nomes de personagens e considerações religiosas. Assim encontrámos preciosos contos do Algarve, muitos dos quaes tivemos de regeitar da nossa collecção. O nosso excellente amigo Reis Damaso tambem nos descreve em uma carta o processo da investigação novellistica no Algarve, d’onde é natural: «Esqueceu-me tambem marcar-lhes a proveniencia, porque não obstante as tradições que entreguei ao meu bom amigo e mestre serem escriptas por trez senhoras, ellas não são todas da mesma terra.

Acabo de receber uma carta do Algarve, em que se me diz que tem havido grandes difficuldades para se obterem os contos, porque as velhas não os querem narrar nem á mão de Deus-Padre. É preciso gastar dinheiro e tempo; paciencia, sobretudo, é que é muito precisa. Só o amor que tenho por estas coisas me força a fazer despezas extraordinarias, como uma correspondencia aturada para cá e para lá, quasi todos os dias, devendo tambem satisfazer a algumas exigencias de amigos.

Um me diz, por exemplo, que teve de ir d’um para outro ponto distante, gastando na diligencia uns tantos réis, só para me obsequiar, e que uma velhinha de cem annos recebeu tambem uns vintensitos pelo trabalho de contar.» Na exploração que fizemos na provincia do Minho soubemos da existencia de um patranheiro de fama, por alcunha o Cuco, quasi narrador de profissão; ouvimos-lhe muitos contos que passámos á escripta, mas a sua dicção era sobretudo notavel pelas construcções linguisticas, fórmas dialectaes, locuções de giria, com uma prolixidade de repetidos parallelismos e com uma incongruencia verdadeiramente infantil.

Temos aqui representados os trez mais puros vehiculos das tradições populares, as crianças, como na ilha de Sam Miguel, as mulheres e velhas, como em Sam Jorge e no Algarve, e os homens do povo, como nos contos do Minho. O estylo prolixo dos contos foi conhecido por Soropita no seculo XVI, e Francisco Rodrigues Lobo imitou-o habilmente em um conto da sua Côrte na aldeia; é este o vicio que amesquinha o alto valor tradicional dos Contos e Historias de proveito e exemplo, de Gonçalo Fernandes Trancoso, que pela primeira vez vulgarisamos, destacando-os dos exagerados preambulos e divagações do nosso quinhentista.

Para completar a tradição portugueza nas suas ramificações coloniaes, poderiamos incorporar na nossa collecção alguns contos brazileiros publicados pelo sr. Sylvio Romero, e fórmas metrificadas, colligidas na ilha da Madeira pelo sr. Dr. Alvaro Rodrigo de Azevedo no Romanceiro d’aquelle archipelago. As fórmas metrificadas do conto são de uma extraordinaria importancia; em muitas versões ainda se conservam fragmentos em verso, sobretudo nas partes em que se reclamava mais attenção, e d’onde parece inferir-se que a redacção mais genuina e primitiva fôra em verso.

Só na tradição da ilha da Madeira é que se tem encontrado com frequencia contos completos em verso, talvez de elaboração secundaria da tradição popular pela facilidade espontanea da formação da redondilha assonantada. Da ilha de S. Miguel tambem recebemos o Caso do tio Jorge, que é um fabliau da edade media, em fórma metrificada. Na linguagem popular existem muitas designações para estas narrativas novellescas, como: Historias, Casos, Contos, Exemplos, Lendas, Patranhas, Ditos, Fabulas, synthetisando-se todas na locução de Contos da Carochinha, da mesma fórma que em França ha a expressão generica de Contes de la mère Oie e Contes du Vieux Loup.

Embora o povo confunda essas variadas designações, existem entre ellas differenças conforme a narrativa é maravilhosa, anedoctica ou moral; em todos os povos europeus destacam-se estas trez cathegorias, como na Allemanha o MARCHEN, a que correspondem o Conto, Cuento, Conti ou Racconti das nações romanicas, e os Tales da Inglaterra; depois o SAGEN, ou a nossa Lenda, Historia, Storie, e com intuito moral o Exemplo, Exempi, Consejas; por ultimo o SCHWANK, a que correspondem as nossas Facecias, Patranhas, Ditos, Chistes e Contrafavole.

Uma grande parte d’estas designações novellescas tomou sentidos especiaes; as Lendas tornaram-se agiologicas, os Exemplos converteram-se em sermões parabolicos, as Fabulas e Novellas tornaram-se exclusivamente litterarias, os Ditos entraram na exploração das encyclopedianas, vindo por ultimo as narrativas tradicionaes a serem designadas por uma expressão geral mas caracteristica. Sobre esses trez typos Novellescos classificamos os complicados elementos da nossa collecção, separando os contos de evidente caracter mythico para um lado, as facecias para outro, e destacando os Exemplos de thema tradicional e fórma litteraria em que houve um manifesto intuito moral.

A importancia d’estes elementos da tradição popular resulta do seu estudo comparativo, por onde se vê que a humanidade elaborou em todos os pontos do globo, entre differentes raças e diversos gráos de civilisação, um certo numero de themas phantasistas com que exprimiu as suas concepções dos phenomenos cosmicos e moraes. É incalculavel a somma de materiaes bibliographicos que existe hoje em todas as litteraturas para este processo comparativo.

A erudição sobre a Novellistica comparada está feita e ao alcance de todos; as notas opulentissimas de Reinhold Köhler, ás collecções das Novellas sicilianas de Laura Gonzemback, ás de Widter e Wolf, ás de Bladé e ás de Stephanovic, prestam-se a pôr em caminho todos os que investigarem contos que tenham paradigmas nas referidas collecções; para o elemento oriental temos as notas ao Pantchatantra de Benfey; a traducção de algumas Novellas de Straparola, por Schmidt, acompanhada por notas, bem como as notas de Grimm e as comparações com os contos russos por Gubernatis, não deixam ter vaidades sobre este indispensavel apparato critico.

Ha monographias especiaes, como a de Gaston Paris sobre o Petit Poucet, de Comparetti sobre o Sindabad, de Max Müller sobre a Bilha de Leite e Baarlam e Josaphat; sobre Os dois irmãos, por Lenormant; a das Trez cidras do amor, por Stanislau Prato, bem como de Liebrecht sobre o mytho de Psyche. Hoje o difficil é não nos aproveitarmos do trabalho dos outros. Os contos tradicionaes são immensamente sympathicos ás crianças, e já Platão os considerava como um excellente meio de educação.

No seu tratado da Republica escrevia: «Tu não sabes que os primeiros discursos que se dizem ás crianças são fabulas!... Consentiremos que ellas ouçam toda a casta de fabula forjada pelo primeiro que se aproxima? Recommendaremos ás amas e ás mães para só contarem aquellas que forem escolhidas e servir-se d’ellas para lhes formar as almas com mais cuidado do que o que empregam em tratar-lhes dos corpos.» Este emprego foi sempre seguido nas escólas greco-romanas, como se vê pela transmissão das fabulas esopicas, adaptaram-no os prégadores da edade media nos sermões com Exemplos, e ainda M De Beaumont o generalisou no fim do seculo XVIII.

O intuito pedagogico desnaturou o conto com o exclusivo fim moral; perdeu-se a intuição da belleza tradicional, da singeleza popular, e a poesia espontanea do passado achou-se substituída pela invenção pedante dos mestres. Só depois da renovação da Pedagogia como sciencia applicada da Psychologia , é que os contos tradicionaes e os jogos infantis foram considerados como elementos de educação, aproveitando antes de tudo as primeiras curiosidades de espirito e a coordenação dos movimentos.

Visámos tambem a este fim, velando a nudez de algumas narrativas, ou deixando fóra da nossa collecção contos cujas situações perturbariam a ingenuidade infantil. Para pôr a mão sobre este problema pedagogico é preciso uma grande pureza de alma, sem os rancores das mediocridades auctoritarias, que pensam mais em impôr-se do que em ser uteis. Se a importancia dos contos tradicionaes é evidente para a educação das crianças, é extraordinario o seu alcance como documento de psychologia popular.

É no conto que se conservam os vestigios das concepções da intelligencia primitiva do homem emocional, como diria Spencer, ácerca dos phenomenos da natureza, personificados n’essa fórma tão complexa, tão variavel e tão pittoresca do Mytho, esse fundo de subjectivismo d’onde sahiram as religiões, as supertições, as epopêas, os contos, os proverbios, os enigmas e as fórmas symbolicas da arte e do direito. Pelo estudo comparativo dos contos, simultaneos e communs ás raças amarellas, kuschito-semitas e áricas, desde as tribus selvagens ás civilisações europêas, é que se descobre a importancia d’este documento ethnico, fazendo da Novellistica um importante capitulo da Psychologia collectiva, como a conceberam Herbart e Waitz. Referências

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Contents

Contos Tradicionaes do Povo Portuguez

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  1. 01 Advertencia Preliminar 15 min
  2. 02 Da Novellistica Popular 1 hr 3 min
  3. 03 A cara de boi 10 min
  4. 04 O velho Querecas 8 min
  5. 05 O surrão 5 min
  6. 06 A saia de esquilhas 7 min
  7. 07 As trez fadas 5 min
  8. 08 A filha do rei mouro 7 min
  9. 09 As fiandeiras 5 min
  10. 10 Cravo, rosa e jasmim 9 min
  11. 11 O magico 5 min
  12. 12 O mestre das artes 6 min
  13. 13 O aprendiz do Mago 5 min
  14. 14 A bixa de sete cabeças 7 min
  15. 15 O conde-soldadinho 3 min
  16. 16 A sardinhinha 6 min
  17. 17 Maria da Silva 5 min
  18. 18 A rosa branca na bocca 3 min
  19. 19 O cavallinho das sete côres 4 min
  20. 20 A muda mudella 4 min
  21. 21 O sapatinho de setim 7 min
  22. 22 A madrasta 4 min
  23. 23 O ovo e o brilhante 3 min
  24. 24 Cabellos de ouro 4 min
  25. 25 A carpinteirasinha 3 min
  26. 26 A filha do lavrador 4 min
  27. 27 A feia que fica bonita 4 min
  28. 28 O peixinho encantado 4 min
  29. 29 O figuinho da figueira 2 min
  30. 30 A da varanda 5 min
  31. 31 A noiva formosa 3 min
  32. 32 A noiva do corvo 4 min
  33. 33 A paraboinha de ouro 4 min
  34. 34 O principe que foi correr sua ventura 11 min
  35. 35 Maria Subtil 8 min
  36. 36 O coelho branco 3 min
  37. 37 Clarinha 4 min
  38. 38 Bola-Bola 2 min
  39. 39 Linda Branca 4 min
  40. 40 O Rei-Escuta 1 min
  41. 41 As cunhadas do rei 14 min
  42. 42 Os sete encantados 3 min
  43. 43 As sonsas 4 min
  44. 44 A mão do finado 14 min
  45. 45 O rei de Napoles 8 min
  46. 46 O matador dos bichos 5 min
  47. 47 As nozes 4 min
  48. 48 As trez cidras do amor 6 min
  49. 49 A bengala de dezeseis quintaes 18 min
  50. 50 A torre de Babylonia 5 min
  51. 51 Desanda cacheira 8 min
  52. 52 O sal e a agua 4 min
  53. 53 As crianças abandonadas 4 min
  54. 54 O afilhado de Santo Antonio 3 min
  55. 55 A filha do diabo 4 min
  56. 56 As trez maçãsinhas de ouro 5 min
  57. 57 O sargento que foi ao inferno 8 min
  58. 58 A princeza que adivinha 7 min
  59. 59 A adivinha do rei 3 min
  60. 60 O boi Cardil 5 min
  61. 61 O camareiro do rei 7 min
  62. 62 O Palmeiriz d'Oliva 5 min
  63. 63 O bolo refolhado 2 min
  64. 64 A mirra 3 min
  65. 65 A mulher curiosa 2 min
  66. 66 As favas 2 min
  67. 67 A velha das gallinhas 2 min
  68. 68 A Riqueza e a Fortuna 4 min
  69. 69 Março Marçagão 2 min
  70. 70 Alegria da viuva 3 min
  71. 71 A carpideira e a viuva 1 min
  72. 72 Frei João sem cuidados 3 min
  73. 73 João Ratão (ou Grillo 3 min
  74. 74 Os trez irmãos 4 min
  75. 75 As barras de ouro 3 min
  76. 76 Pedro de Malas-Artes 7 min
  77. 77 Santa Helena 3 min
  78. 78 O guardador de porcos 3 min
  79. 79 Nascer para ser rico 5 min
  80. 80 Dom Caio 3 min
  81. 81 Os dez anõesinhos da tia Verde-Agua 3 min
  82. 82 O compadre diabo 5 min
  83. 83 Os corcundas 2 min
  84. 84 A mulher gulosa 2 min
  85. 85 As irmãs gagas 1 min
  86. 86 O tinhoso, o ranhoso e o sarnoso 1 min
  87. 87 Dá-me o meu meio tostão 3 min
  88. 88 O soldado que foi para o céo 4 min
  89. 89 O thesouro do enforcado 3 min
  90. 90 Os peixes do guardião 1 min
  91. 91 A cobra e o cordão do frade 1 min
  92. 92 O caldo de pedra 2 min
  93. 93 A enfiada de petas 3 min
  94. 94 Sempre não 3 min
  95. 95 Manoel Feijão 4 min
  96. 96 Cahiu-me na minha catulinha 2 min
  97. 97 Casar e descasar 3 min
  98. 98 O cego e o moço 1 min
  99. 99 O cego e o mealheiro 2 min
  100. 100 O avarento 2 min
  101. 101 Os trez conselhos 4 min
  102. 102 O sacco das nozes 2 min
  103. 103 O sapateiro pobre 2 min
  104. 104 O signal da Nobreza 1 min
  105. 105 A estatua que come 2 min
  106. 106 As adivinhas em anexins 2 min
  107. 107 A mulher teimosa 1 min
  108. 108 O jogo do Pira 1 min
  109. 109 O caso do tio Jorge Coutinho 3 min
  110. 110 Os dois irmãos e a mulher morta 8 min
  111. 111 Os trez patrões 1 min
  112. 112 Para quem canta o cuco? 1 min
  113. 113 Tudo andaremos 1 min
  114. 114 A mulher que cegou o marido 1 min
  115. 115 O tolo e as moscas 1 min
  116. 116 Já que tanto teima 1 min
  117. 117 Tic-taco 2 min
  118. 118 As orelhas do abbade 1 min
  119. 119 Os duzentos carneiros 1 min
  120. 120 Lenda do Paraiso 1 min
  121. 121 Lenda da mãe de Sam Pedro 2 min
  122. 122 A tunica de Christo 1 min
  123. 123 O principe mendigo 1 min
  124. 124 O lavrador e o ermitão 1 min
  125. 125 O thesouro enterrado 1 min
  126. 126 As vozes dos animaes 2 min
  127. 127 Os ditados novellescos 4 min
  128. 128 Litteratura dos Contos populares em Portugal 42 min
  129. 129 O rey Leir 2 min
  130. 130 A dama Pé de Cabra 5 min
  131. 131 A morte sem merecimento 2 min
  132. 132 A linhagem dos Marinhos 2 min
  133. 133 Exemplo do Philosopho 3 min
  134. 134 Exemplo dos trez amigos 3 min
  135. 135 Exemplo allegorico da Redempção 3 min
  136. 136 A justiça de Trajano 2 min
  137. 137 A morte dos Avarentos 2 min
  138. 138 As miserias da riqueza 3 min
  139. 139 O que Deus faz é por melhor 3 min
  140. 140 Um homem de taverna 2 min
  141. 141 Os quatro ribaldos 3 min
  142. 142 A boa andança d'este mundo 5 min
  143. 143 Os dous caminhos 2 min
  144. 144 A papisa Joanna 3 min
  145. 145 O firmal de prata 1 min
  146. 146 Os quatro ladrões 2 min
  147. 147 O cavalleiro e o pacto com o diabo 5 min
  148. 148 O diabo escudeiro 3 min
  149. 149 As maas artes das molheres 4 min
  150. 150 O rey e os cortezãos 3 min
  151. 151 As vistiduras honradas 1 min
  152. 152 Rosimunda 4 min
  153. 153 A bilha de azeite 6 min
  154. 154 O ermitão e o ladrão 2 min
  155. 155 D'aquellas sete ao dia 4 min
  156. 156 A donzella recatada 5 min
  157. 157 O odio endurecido 4 min
  158. 158 Minha mãe, calçotes 1 min
  159. 159 O real bem ganhado 7 min
  160. 160 O segredo revelado 8 min
  161. 161 A prova das laranjas 4 min
  162. 162 Os dois irmãos 14 min
  163. 163 Dom Simão 6 min
  164. 164 Os tres conselhos 12 min
  165. 165 Quanto vale a boa sogra 7 min
  166. 166 O que Deus faz é pelo melhor 4 min
  167. 167 A rainha virtuosa e as duas irmãs 13 min
  168. 168 Quem tudo quer, tudo perde 6 min
  169. 169 O falso principe e o verdadeiro 18 min
  170. 170 Constancia de Grizelia 14 min
  171. 171 O barbeiro do rei 5 min
  172. 172 O achado da bolsa 5 min
  173. 173 O capão tornado sapo 2 min
  174. 174 Os poderes do ouro 5 min
  175. 175 O thesouro escondido 1 min
  176. 176 Erramos (E Ramos? 1 min
  177. 177 O pagem da rainha 5 min
  178. 178 A ingratidão dos filhos 6 min
  179. 179 A usura de Nossa Senhora 1 min
  180. 180 O medico de boa fé 1 min
  181. 181 Não escapa de ladrão 1 min
  182. 182 A venda das gallinhas 1 min
  183. 183 O roubo do vestuario 1 min
  184. 184 A roupa dos mendigos 1 min
  185. 185 A casa dos mortos 1 min
  186. 186 As botas fiadas 1 min
  187. 187 A matrona de Epheso 1 min
  188. 188 Tejo, Douro e Guadiana 1 min
  189. 189 Lenda da Lua e da Agua 1 min
  190. 190 Lenda do Milho e do Centeio 1 min
  191. 191 Lenda das manchas da Lua 2 min
  192. 192 Lenda de Fevereiro 1 min
  193. 193 Lenda da Serpente, do Sapo e do Sardão 1 min
  194. 194 Porque os cães se cheiram 1 min
  195. 195 Lendas dos animaes 1 min
  196. 196 A prova dos lobos 1 min
  197. 197 A obra de S. Pedro 1 min
  198. 198 O canto do gallo 1 min
  199. 199 Lenda da codorniz 1 min
  200. 200 Nossa Senhora e a solha 1 min
  201. 201 Lenda do manto de Nossa Senhora 1 min
  202. 202 Lenda dos tremoços 1 min
  203. 203 Lenda de Nossa Senhora 1 min
  204. 204 A submersão das cidades 1 min
  205. 205 A lenda dos ferreiros 1 min
  206. 206 Lenda da ponte de Domingos Terne 1 min
  207. 207 Lenda da amendoeira 1 min
  208. 208 A ponte da Misarella 1 min
  209. 209 Lenda de Simancas 1 min
  210. 210 Lenda de Lamego 1 min
  211. 211 Origem do nome de Lisboa 1 min
  212. 212 A sepultura dos dois irmãos 2 min
  213. 213 Fabula da raposa e do mocho 1 min
  214. 214 A aguia e a coruja 1 min
  215. 215 A raposa e o lobo 2 min
  216. 216 A raposa no gallinheiro 1 min
  217. 217 A raposa e o gallo 1 min
  218. 218 O lobo e a ovelha 1 min
  219. 219 Notas comparativas · Part 1 1 hr 2 min
  220. 220 Notas comparativas · Part 2 54 min